A madura que me deu as chaves não ficou na porta
O apartamento era um congelador, então bati à porta dela para perguntar sobre o aquecimento. Ela saiu de pijama e me ofereceu um café que demorei a esquecer.
O apartamento era um congelador, então bati à porta dela para perguntar sobre o aquecimento. Ela saiu de pijama e me ofereceu um café que demorei a esquecer.
Levantei os olhos para a professora que todos temiam e senti o sangue gelar: era ela, a mulher com quem eu me masturbara pela câmera durante dois anos.
Três noites dormindo ao lado dele naquela cabine minúscula, até que, de madrugada, sua mão enorme começou a me percorrer como se eu já lhe pertencesse.
Ela gritou comigo no elevador e, dez minutos depois, me arrastava para o apartamento dela. Eu era virgem, desajeitado e estava apavorado; ela sabia muito bem o que queria de mim.
Ela subiu na escadinha na minha frente, sem nada por baixo da camisola, e eu soube que daquela casa eu não sairia sendo o mesmo de antes.
Tinha trinta e oito anos, um marido previsível e um corpo que ninguém soube ler. Numa noite sozinha em casa, decidiu que queria sentir algo de verdade.
Sentei na borda do cais sem buscar nada, mas o olhar de um homem que sabe o que quer me desmontou antes de eu dizer uma só palavra.
Eu o cruzava na água havia meses sem dizermos uma palavra. Naquele domingo, quando suas mãos roçaram minha cintura na escadinha, parei de fingir.
Nessa noite, enquanto eu corrigia os exercícios no quarto do hotel, senti o olhar dele cravado em mim e soube que já não conseguiria ser apenas sua professora.
A mão fria dele se fechou no meu braço como uma presa. Eu era noventa quilos de músculo e, ainda assim, diante dele me senti pequeno, inspecionado, comprado.
Andrés guardou o cartão por dois dias sem se atrever a escrever. Quando finalmente o fez, não imaginou que naquela mesma noite estaria nu contra a parede do próprio hall.
Estávamos sozinhos na sala de musculação quando ele tirou a camiseta e mandou que eu tocasse. Não imaginei até onde chegaríamos ao fechar a porta do vestiário.
Quatro meses depois, voltamos ao mesmo vestiário buscando repetir aquela tarde. Não contávamos com que um terceiro, jovem e ousado, estivesse nos observando do outro lado.
Eu passava semanas desejando que ele voltasse a me procurar. Nessa noite entendi que, se quisesse sentir aquilo de novo, teria de ir buscá-lo em outro lugar.
O anúncio dizia «sessão erótica gratuita para rapazes jovens». O que não dizia, e eu entendi perfeitamente, era como ele pretendia me cobrar naquela noite.
Começou como um jogo na última fileira do teatro e acabou virando um vício: buscar o canto mais impossível da cidade para perder o controle.
O táxi chegou às duas e meia. Subi os quatro andares com duas sacolas nas mãos e a certeza de que não havia mais volta.
Às quatro da manhã, sozinho na padaria, ele descobriu que o divórcio não tinha despertado só as ganas de sempre: tinha despertado outras, com nome de vizinho.
Quando suspenderam o confinamento, eu já estava tempo demais aguentando. Saí para a rua decidido a encontrar o que precisava, sem imaginar que seriam três ao mesmo tempo.
Acordei duro, resolvi não me fazer a punheta de sempre e fui para o cruising. O que eu não imaginava era acabar de joelhos, com três paus ao redor do rosto.