O caminhoneiro maduro e aquelas noites de calor
O terceiro dia começou com Rubén acordando antes de mim. Senti-o se mexer na cama estreita da cabine e, quando abri os olhos, ele já estava de pé, se espreguiçando com as costas arqueadas. Desceu do caminhão sem dizer nada e eu fiquei olhando para o teto, repassando o que tinha acontecido de madrugada. Eu não sabia o que fazer com ele: se deveria cobrar uma explicação, fingir que nada tinha acontecido ou ficar calada para sempre.
O lençol do lado dele estava encharcado de suor. Levantei-me, entrei no banheirinho do posto de gasolina e, enquanto estava lá dentro, ouvi-o voltar a subir. Meu estômago se contraiu. O que eu deveria dizer a ele?
Saí e dei de cara com ele.
—Bom dia —disse, tranquilo demais.
—Ah... bom dia —respondi.
—Dormiu bem?
—Sim. E você?
—Perfeitamente. Melhor do que no banco —respondeu, soltando uma risada que não soube dizer se era de deboche.
Fiquei calada. Ele está se fazendo de idiota ou realmente acha que eu não percebi? Antes que eu conseguisse organizar os pensamentos, ele perguntou se eu queria tomar banho. Havia chuveiros no posto. Disse que sim, peguei a toalha na minha mala e fui com ele. Pagamos, deixaram-nos entrar e, debaixo da água, tentei pensar com clareza. Não cheguei a conclusão nenhuma.
Sequei-me, vesti de novo o short e uma camiseta preta. Quando voltei, Rubén já tinha tomado banho e trazido alguma coisa para comer. Eu comi sentada na cama; ele, no banco do motorista.
—Carla, se quiser, pendure a toalha lá fora para secar —disse.
—Obrigada —respondi, saindo para estendê-la.
Retomamos a viagem. Naquela tarde, o calor estava muito pior do que nos dias anteriores. O ar-condicionado mal funcionava, minha testa estava coberta de suor e minhas costas grudavam no banco. Paramos para comprar água e bebemos vários litros em uma hora e meia. Estava tão quente que não sobrava nem vontade de conversar.
Em algum momento, Rubén tirou a camiseta sem perguntar nada, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo. Vê-lo daquele jeito, com o peito largo e a pele brilhando, me deu uma inveja refrescante. Fiquei pensando por um bom tempo e me decidi.
—Sabe de uma coisa? Eu também vou tirar a camiseta. Não estou aguentando.
—Ah, é? Está mais pesado que nos outros dias, não?
—É exaustivo —disse.
Fui para a parte de trás, procurei um sutiã que não parecesse tão provocante e o vesti. Voltei ao banco do passageiro um pouco envergonhada. Percebi na mesma hora como os olhos dele desceram para o meu peito sem nenhum disfarce. O estranho era que, conforme os quilômetros passavam, ele continuava me olhando de relance repetidas vezes. Aquilo me deixava incomodada e, ao mesmo tempo, eu quase sentia como um elogio.
Quando anoiteceu, vesti novamente a regata. Estacionamos ao lado dos outros caminhões e fomos jantar em um restaurante pequeno. Enquanto eu terminava o prato, Rubén saiu por um instante. Voltou com uma sacola.
—Olha o que comprei para você ali fora —disse.
—E isso? —perguntei, largando o garfo.
Abri a sacola. Era um short muito leve, mas também muito curto. Não era o tipo de peça que eu usaria, embora naquele calor fosse útil. Não quis ser grosseira.
—Muito obrigada. Você não precisava se incomodar.
—Eu vi e pensei que você ficaria confortável com esse calor.
Ele ainda precisava comer, então disse que iria na frente para o caminhão. Subi, tirei o short que estava usando e vesti o dele. Era minúsculo: deixava minhas pernas inteiras à mostra e revelava mais do que devia. Tentei puxá-lo para baixo, mas então a roupa íntima aparecia por cima. Eu ainda estava tentando ajeitá-lo quando Rubén subiu e, com a cortina aberta, a primeira coisa que viu fui eu.
—Já cheguei. Ora, você está fresquinha. Até fiquei com vontade de vestir um desses —brincou.
—Sim, é mesmo mais fresco que o meu —admiti.
—Talvez você durma melhor com ele.
Ele espera que eu durma com isso? Não quis parecer ingrata e deixei passar.
Preparei a cama e o vi se sentar no banco do passageiro. Pensei que ele dormiria ali, por isso nem brincando perguntei se queria ir para a cama depois do que acontecera na noite anterior. Fechei a cortina, apaguei a luz interna e, por causa do calor extremo, tirei a camiseta para dormir apenas de sutiã e com o short que ele me dera.
Justo quando eu achava que estava tudo tranquilo, ouvi-o entrar na cabine. Senti quando se acomodou no espaço vazio da cama. O pânico voltou: eu não esperava que ele dormisse ali e, além disso, estava usando ainda menos roupa que da outra vez. Fingi estar dormindo. Passaram-se uns trinta minutos sem que nada acontecesse e quase fui vencida pelo sono.
Então senti as pontas dos dedos dele na minha cintura. Dei um pequeno pulo que talvez tenha me denunciado, mas ele não se importou. Continuou percorrendo meu corpo devagar, primeiro a cintura, depois a perna, já não com os dedos, mas com a mão inteira. Movia-a como bem entendia, apertando a carne das minhas coxas como se estivesse me medindo, apalpando-me como quem escolhe fruta madura.
Eu me mexo? Finjo que estou acordando? Deixo passar? Quanto mais eu pensava, mais a mão dele avançava e mais meu pulso acelerava.
A carícia na cintura provocou um arrepio por dentro que, contra toda a lógica, começou a afrouxar meus nervos em vez de aumentá-los. Fiquei confusa com aquilo. Depois ele apoiou a mão inteira, enorme e quente, abrangendo metade do meu ventre. Aproximou-se mais e senti o peito nu contra minhas costas: ele também estava sem camiseta. Cada vez que respirava, o estômago dele roçava minha lombar. E, mais abaixo, contra minhas nádegas, senti um volume duro pressionando através do tecido fino do short. O pau dele estava ficando duro e se cravava entre minhas nádegas sem nenhum disfarce, enquanto ele movia o quadril muito devagar, em círculos quase imperceptíveis, como se estivesse me sondando.
A gota d’água foi quando a mão dele desceu até a borda do meu short e começou a subir pela minha bunda. Percorria-a com o dedo, devagar, repetidas vezes. Enfiou os dedos por baixo do tecido e apalpou uma nádega nua, sem roupa íntima no caminho, porque o short era tão apertado que eu nem tinha colocado calcinha. Amassou devagar, separando e juntando, e senti o pau dele pulsar contra mim, cada vez mais grosso. E a diabinha no meu ombro se acostumou àquele apalpamento. Já não me alertava; eu tinha curiosidade de saber até onde ele ousaria ir.
Desceu os dedos pela rachadura da minha bunda, muito devagar, roçando de leve, até parar exatamente onde começava minha boceta. Foi então que percebi que estava molhada. Molhadíssima. O tecido do short grudava nos meus lábios e ele percebeu, porque soltou uma respiração rouca contra minha nuca. O dedo traçou um círculo lento sobre aquela umidade e cerrei os dentes para não gemer.
De repente, ele apertou de leve e retirou a mão, deixando-a novamente na minha cintura. Não se mexeu mais. Supus que tivesse adormecido. Fiquei pensando por que havia me acostumado a algo que eu não tinha consentido. Por um momento me senti enojada, mas o calor que ele deixara dentro de mim falou mais alto, e acabei dormindo com a mão dele ali, a boceta pulsando e a calcinha de tecido encharcada do gozo que ele arrancara de mim sem sequer me penetrar.
***
Amanheceu outra vez. Ao acordar, notei imediatamente que Rubén não estava na cama; o lugar dele estava encharcado. Ao procurar o lençol, passei a mão pelo corpo e senti que o short havia escorregado: metade da minha bunda estava descoberta. Fiquei tremendamente envergonhada e ajeitei-o depressa. Será que isso tem a ver com ele?
Eu não queria me levantar, mas precisava. Não o vi em lugar nenhum, então fui sozinha ao restaurante da noite anterior e comi alguma coisa. De dentro, vi-o chegar e subir no caminhão. Estava irritada e confusa ao mesmo tempo. Talvez meu pai tivesse razão quando me disse para tomar cuidado com ele. Paguei e subi, porque não tinha outra opção.
—Aí está você! Onde tinha se metido? —disse, preocupado.
—Desculpa, fui comer alguma coisa.
—Ah, está bem. Eu olhei e você não estava lá. Imagina o susto.
—Calma, estou aqui —respondi.
Ele disse que pararíamos em um lugar próximo que tinha chuveiros. Finalmente pude tomar banho, até com água fria. Vesti o short do dia anterior e uma blusa de manga curta, a única limpa que me restava. Seguimos viagem. O silêncio era incômodo, para mim e acho que para ele também, porque puxou assunto de um jeito muito forçado.
—Você não está com calor usando essa blusa?
—Estou, mas vou ter que me acostumar.
—O calor já não está tão pesado quanto ontem, certo?
—Ainda está forte, mas sim, ontem estava pior.
Por mais gentil que ele tentasse parecer, eu já não o via da mesma maneira. Naquela tarde, tive de trocar a blusa encharcada pela regata, que cheirava demais a suor, mas não havia alternativa. Antes de anoitecer, Rubén me avisou:
—Carla, daqui a pouco vamos parar num posto para dormir. Só que eu vou me encontrar com uns amigos para beber alguma coisa, tudo bem?
Fiquei nervosa. Meu pai tinha dito para eu tomar cuidado com ele quando bebesse, mas quem era eu para proibir alguma coisa?
—Está bem... tudo bem. Eu fico no caminhão.
Chegamos a um lugar cheio de caminhões e estacionamos entre vários deles. Havia um grupo de caminhoneiros, uns cinco. Rubén se aproximou deles e eu fui a uma barraca de comida jantar. Ele começou a beber cedo; deviam ser dez horas. Às onze, terminei de jantar e fui para o caminhão, mas ele gritou:
—Carla, vem cá!
Todos se viraram para me olhar e a pressão me fez me aproximar. Ele me ofereceu uma cerveja.
—Não quer uma? Vamos, vai cair bem com este calor.
Ele tinha razão: quase não tínhamos bebido água o dia inteiro.
—Está bem, só uma —cedi.
Sentei-me em um banco ao lado dele. Os outros quase não falaram comigo, por timidez, suponho, e para mim estava bom assim. Conversaram durante horas; eu olhava o celular ou trocava alguma bobagem com Rubén. Quando vi a hora, eram duas da madrugada e eu já tinha tomado quatro cervejas. O frio na garganta era uma delícia, mas sou péssima para beber e a tontura já estava forte. Disse que iria para o caminhão.
Ele estava pior do que eu; contei umas onze garrafas a seus pés. Estava alegremente bêbado.
—Claro, Carla. Eu também subo daqui a pouco, já está tarde.
—Está bem, vou na frente.
—Ei, vocês, deem tchau para a Carla! —gritou para os outros.
—Tchau, Carlinha! —todos responderam, já meio bêbados.
Achei graça e me despedi sorrindo para eles. Subi no caminhão, abri a cortina e ainda estava quente lá dentro. Com o frescor das cervejas fazendo efeito, tirei a camiseta e o sutiã, voltei a vestir apenas a regata e troquei para o short que ele me dera. Pequeno, mas fresco. Outra vez sem calcinha, porque as limpas eram as últimas e eu não queria manchá-las de suor.
A tontura não passava, então me deitei de uma vez, olhando para os bancos. Cinco minutos depois, Rubén entrou. Era possível ouvir sua garganta cada vez que engolia, de tão mal que estava. Sentou-se no banco do passageiro, cobriu o rosto com as mãos para se recompor, tirou um short debaixo da cama e voltou para a frente.
Entrava um pouco de luz de fora pela cortina. Vi-o tirar a camiseta e deixar o peito enorme exposto, brilhando de suor. Continuei olhando por puro tesão, admito. Então ele ficou de pé entre os dois bancos, abaixou a calça e, depois, a roupa íntima, que caiu no chão. A silhueta do que pendia entre suas pernas me tirou o fôlego. Era uma pica enorme, grossa, longa mesmo meio ereta, pendendo pesada entre as pernas, com a cabeça grossa aparecendo sob o prepúcio. As bolas balançavam abaixo, inchadas, escuras. Um arrepio percorreu minhas costas e, de repente, a tontura passou. Engoli em seco sem querer e até lambi os lábios. O que estou pensando? O que está acontecendo comigo?
Ele vestiu apenas o short e eu me virei depressa para que não percebesse que eu tinha visto. Ouvi-o entrar na cabine e meus nervos dispararam. Senti quando se deitou e, da maneira mais descarada, se aproximou, colando todo o peito às minhas costas, as pernas contra as minhas e a virilha contra minha bunda. Já estava meio duro e esmagou o pau entre minhas nádegas, marcando cada centímetro através do tecido. Por dentro, acendeu-se em mim o mesmo tesão da noite anterior, e a embriaguez bagunçava meus pensamentos. Meu único plano era não me mexer.
Dessa vez, a mão dele não acariciava: apertava minha cintura e aproximava meu quadril do dele, esfregando o pau contra minha bunda. Eu estava muito nervosa, mas o desejo era tão forte quanto o medo, então pouco a pouco comecei a permitir. Desceu até minhas coxas, apertou-as com aquela mão grande e falou ao meu ouvido.
—Você está acordada, não está?
Fiquei paralisada. Não respondi. Ele continuou, passou de repente para minha bunda e dei um pequeno pulo. Enfiou a mão por baixo do short, agarrou uma nádega inteira e apertou com força, cravando os dedos na carne.
—Pelo jeito que estou tocando você, já teria acordado —sussurrou, com a língua pesada por causa do álcool.
Subiu a mão pelo meu ventre até um dos meus seios. Encolhi os ombros sem querer e ouvi-o soltar uma risadinha, como se estivesse debochando. Minha cabeça estava a mil. Ele amassava meu peito, beliscava o mamilo, que já estava duro como uma pedra, apertava minha bunda, percorria minhas pernas, e eu não conseguia nem me mexer. Rolou meu mamilo entre o polegar e o indicador, puxando-o, e um choque desceu até minha boceta. Escapou-me um suspiro que já não consegui disfarçar.
—Olha... olha o que eu tenho aqui —disse.
Pegou minha mão, levou-a para trás e a apoiou sobre o volume. Foi então que minha cabeça parou de pensar. Senti-o inteiro contra a palma, grosso, pesado, pulsando sob o tecido. Os nervos começaram a ceder e percebi que estava ficando molhada, o gozo escorrendo pelas minhas coxas. Ele moveu minha mão sobre o pau até que eu a soltei, envergonhada, mas tornou a colocá-la ali, agora sem tecido entre nós: havia baixado o short o suficiente para tirar o pau para fora. Fechei os dedos sem conseguir envolvê-lo por completo. Estava quente, duro como ferro, com a pele lisa e uma veia grossa pulsando sob meu polegar. Comecei a subir e descer a mão devagar, sentindo a pele se retesar a cada movimento, sentindo o prepúcio deslizar para trás e descobrir a cabeça grossa e úmida. Quando cheguei ao topo, esfreguei a ponta com a palma e senti uma gota espessa que já tinha escapado, escorregadia como óleo.
—Assim, assim... —gemeu ao meu ouvido—. Puta, que mãozinha.
Fiquei envergonhada outra vez e afastei a mão. Rubén segurou meu quadril, esfregou-se contra mim e entendi que não havia mais volta. O pau nu queimava entre minhas nádegas, entrava na rachadura, procurando o espaço por baixo do short. Empurrou meu ombro até me deixar de costas. Passou o braço direito sob meu pescoço, abraçando-me, e com a outra mão acariciava a si mesmo, masturbando-se devagar contra meu quadril. Estava escuro, mas eu sabia que ele me olhava.
—Não estava dormindo? Bem que estava mexendo aqui —disse.
Colocou minha mão sobre ele novamente. Estava duríssimo, mais grosso que antes, inchado. Seu torso enorme cobria o meu, que parecia minúsculo ao lado dele. Comecei outra vez, lenta e tímida, movendo a mão de baixo para cima, sentindo a cabeça ficar arroxeada sob meus dedos.
—Mmm, então eu vejo que você gosta mesmo —murmurou, tão perto que seu hálito de cerveja chegava até mim—. Continua, ordenha ele direitinho, assim.
Ele puxou minha regata de uma vez e deixou meus peitos à mostra. Ficou um segundo olhando para eles na penumbra e baixou a boca. Chupou um mamilo inteiro, lambendo-o, mordiscando-o, enquanto com a mão livre amassava o outro seio. Eu continuava batendo uma punheta nele, cada vez mais rápido, com o pau escorregando entre meus dedos por causa do líquido que não parava de sair.
Sem aviso, baixou a mão e levou os dedos para o meio das minhas pernas. Dei um pulo.
—Ei, calma... está quente aqui embaixo —disse, movendo os dedos sobre o short—. Olha como está o short, todo molhado. Olha como você está escorrendo, sua safada.
Meu corpo respondia sozinho, e eu não conseguia acreditar. Ele pressionou o dedo por cima do tecido, procurando a rachadura da boceta, e marcou o caminho repetidas vezes, até que um gemido escapou de repente.
Ele não aguentou mais. Ergueu-se, tirou meu short de uma puxada, deixando-me nua da cintura para baixo, e sentou-se na beirada da cama para continuar me tocando. Abriu minhas pernas, empurrando meus joelhos para os lados, e ficou olhando para a boceta, iluminada apenas pela luz que entrava pela cortina.
—Olha só você. Eu sabia que estava assim, toda excitada —disse, passando o dedo devagar pelos lábios—. Toda depiladinha, toda rosadinha. E olha como o gozo escorre até sua bunda.
Separou meus lábios com dois dedos e soprou sobre eles. Eu me sacudi na cama. Depois baixou a cabeça e passou uma lambida longa, de baixo para cima, terminando no clitóris. Agarrei a cabeça dele sem perceber e soltei um gemido que os caminhoneiros lá fora teriam ouvido se não fosse pelo motor de um caminhão frigorífico funcionando nas proximidades.
—Shh, cala a boca, sua safada —disse com a boca colada à minha boceta—. Você vai acordar metade do posto.
Voltou a me lamber, desta vez enfiando a ponta da língua entre os lábios, saboreando-me de cima a baixo, chupando meu clitóris como se fosse uma bala. Enfiou um dedo enquanto me lambia e arqueei as costas contra o lençol. Levou os dedos à boca e chupou-os.
—Uff... se eu enfiar isto aqui, vai entrar sozinho, não sente? —e introduziu a ponta de um dedo aos poucos, depois dois, movendo-os em círculos, curvando-os para cima, procurando-me por dentro.
Imaginei o que ele dizia e fiquei ainda mais excitada. Os dedos entravam e saíam com um ruído úmido, obsceno, misturado à minha respiração. Quando os retirou, estavam brilhando de gozo, e ele os passou pelos meus lábios.
—Prove, vamos. Prove como você está gostosa.
Abri a boca sem pensar e chupei os dedos dele, sentindo na língua meu próprio sabor salgado e espesso. Ele soltou um grunhido e, sem avisar, subiu sobre mim, apoiando os joelhos dos dois lados do meu corpo. Ele estava em cima de mim. Era enorme. O pau balançava sobre o meu rosto, duro, apontado para mim, com a cabeça inchada e uma gota grossa pendendo da ponta. Aproximou a cabeça dos meus lábios e deu leves batidinhas no meu queixo, deixando um rastro úmido de saliva e líquido pré-gozo.
—Abra a boca, Carla. Abra —pediu.
Abri apenas um pouco e ele abriu caminho. Pressionou a ponta contra minha língua e senti o gosto salgado, a pele quente, o peso de tudo aquilo dentro da boca. Segurou minha cabeça com as duas mãos, ditando o ritmo, fodendo minha boca devagar no começo e depois mais fundo. A ponta batia na minha garganta e precisei abrir a mandíbula o máximo que consegui para que não raspasse nos dentes. Meus olhos se encheram de lágrimas e comecei a engasgar.
—Engole inteiro, assim... abre tudo —ofegava, olhando para mim lá de cima—. Puta, como fica sua cara com o pau dentro.
Um fio de saliva escorria pelo canto da minha boca até o pescoço. Quando ele o retirou, tossi e ofeguei, com a boca aberta e cheia de baba.
—Cospe —ordenou.
Obedeci, e ele segurou o pau e passou-o pelos meus lábios, lambuzando-se com a minha saliva. Tornou a enfiá-lo, desta vez mais fundo, e eu assumi o controle com a mão, comecei a mexer sozinha, com vontade, chupando a cabeça até o fundo enquanto, com a outra mão, sopesava as bolas dele. Eu o ouvia suspirar, gemer baixinho, e saber que estava fazendo tudo certo me excitava ainda mais. Lambi toda a vara, da base até a ponta, chupei as bolas uma a uma, sentindo-as se apertarem dentro do saco, e voltei à ponta para chupar a cabeça inteira.
—Eu não aguento mais —gemeu.
Ele saiu do meu rosto, segurou meus tornozelos e abriu minhas pernas de par em par. Posicionou-se entre elas e senti a cabeça do pau apoiar-se exatamente na entrada da boceta, deslizando de cima a baixo pelos lábios encharcados, lambuzando-me com o próprio líquido.
—Espera! —disse, alarmada—. Tem camisinha?
—Não tem problema. Quero sentir você de verdade.
—Não, não... se não tiver, então...
Não consegui terminar. Senti a ponta pressionar com mais força e aquele arrepio me silenciou. Ele fechou os olhos. Empurrou devagar, e era tão grosso que eu sentia como ele ia abrindo caminho, separando minhas paredes centímetro a centímetro. Enfiou apenas a cabeça e já doía; retirou-a, cuspiu sobre o pau, tornou a apoiá-lo e, desta vez, entrou mais, até a metade.
—Ai, está doendo, espera —pedi.
Ele não parou. Recuou um pouco e voltou a entrar, desta vez até o fundo. Senti as bolas dele baterem contra minha bunda e minha respiração se cortou.
—Uau... como você é apertada —gemeu—. Puta, como esta boceta me aperta. Você engoliu ele inteiro.
A dor inicial se misturava à sensação de tê-lo inteiro dentro de mim, preenchendo cada canto, empurrando até o fundo. Quando começou a se mexer, apoiou os braços dos dois lados da minha cabeça e arrancou com estocadas que faziam toda a cabine ressoar. O pau saía quase até a ponta e voltava a entrar de uma vez, batendo no fundo a cada investida. A cada empurrão, escapava-me um gemido que eu não conseguia conter. Agarrei os braços dele, grandes demais para minhas mãos, e acabei pendurada neles.
—Toma... toma... é disso que você gosta, não é? —ofegava contra minha orelha—. Puta, olha como eu enfio em você. Olha como você engole tudo.
Ele ergueu minhas pernas e apoiou-as sobre os ombros, dobrando-me ao meio. Daquele ângulo, entrava mais fundo e cada golpe arrancava de mim um gemido mais agudo. Eu via o rosto suado dele sobre o meu, os músculos do peito tensos, e sentia as bolas baterem contra minhas nádegas cada vez que ele empurrava até o fundo. A cama da cabine rangia; o caminhão inteiro se movia sobre os amortecedores.
—Fique de quatro —rosnou, saindo de repente.
Ele mesmo me virou; mal tive tempo de me mexer. Colocou-me de joelhos, com a bunda empinada, e cravou o pau em mim com uma única estocada. Um grito escapou e cobri a boca com a mão. Segurou meus quadris com as duas mãos e começou a me foder mais rápido, sem piedade, a pele batendo contra a pele em um chape úmido, de tão molhada que eu estava. Enfiou o polegar na minha boca e puxou minha cabeça para trás, arqueando minha coluna.
—Assim... era assim que eu devia ter pegado você desde o primeiro dia —ofegava—. Puta esquentadora de pau, com esse shortinho, rebolando essa bunda para mim. Toma, toma...
Os quadris dele chocavam-se contra mim repetidamente, e aquele som de carne contra carne preenchia a cabine. Eu juraria que o caminhão estava se mexendo. O calor, o cheiro de suor e cerveja, a respiração dele contra meu pescoço: tudo me empurrava para um orgasmo que eu não conseguia conter. Ele passou uma mão por baixo e procurou meu clitóris, esfregando-o em círculos enquanto continuava me penetrando por trás, e senti tudo desabar sobre mim. Minhas pernas tremeram, minha boceta se contraiu ao redor do pau e eu me desmanchei sobre o colchão, gemendo contra o travesseiro para abafar o grito.
—Uau, como essa putinha aperta quando goza —rosnou ele, sem parar—. De novo, me dá outro, goza outra vez.
Virou-me novamente, de costas. Abriu minhas pernas e voltou a enfiá-lo, desta vez olhando nos meus olhos, com os braços apoiados dos dois lados da minha cabeça. Eu estava destruída, com os seios balançando a cada investida, a boca aberta, sem conseguir sequer gemer direito.
—Eu vou gozar, Carla —disse, acelerando.
Eu também estava prestes a gozar outra vez. Um suspiro ficou preso na garganta e não tive tempo de pedir nada. No último segundo, ele saiu de uma vez. Segurou o pau e começou a se masturbar sobre mim. Senti o primeiro jato quente no queixo, um esguicho grosso que chegou até meu lábio e deixou uma gota na minha língua; depois outro no pescoço, na clavícula, em seguida no peito, entre os seios, e o último no ventre, formando uma poça morna que escorreu até o umbigo. Foram cinco ou seis jatos seguidos, cada um acompanhado por um grunhido rouco. Fiquei coberta de porra, espessa, escorrendo pela pele, misturando-se ao suor. Fiquei exausta, derrotada, as pernas pendendo e tremendo, os olhos fechados e o gosto salgado dele ainda na boca.
Rubén se deixou cair ao meu lado e a cama inteira estremeceu. Logo em seguida, ouvi-o roncar: tinha adormecido, com o pau ainda meio murcho apoiado sobre a coxa, brilhando com meu gozo e o dele. Recuperando o fôlego, comecei a notar o cheiro de suor e sexo dentro da cabine. Cheirava a ele, cheirava a mim, cheirava a sêmen. Passei a mão pelo ventre e senti a porra pegajosa entre os dedos. O sono me venceu antes que eu conseguisse entender em que momento havia deixado tudo aquilo acontecer.
