O piquenique com minha prima mudou tudo entre nós
Achei que só íamos subir ao pinhal para comer tortilha e beber vinho tinto. Não imaginei que aquela tarde minha prima me pediria que eu a tocasse entre as árvores.
Achei que só íamos subir ao pinhal para comer tortilha e beber vinho tinto. Não imaginei que aquela tarde minha prima me pediria que eu a tocasse entre as árvores.
Eu ia consolá-la quando ela chorava. O que eu não sabia é que o choro dela me levaria a cheirar seu pescoço, provar sua pele e entender que eu a queria de outro jeito.
Anos haviam se passado desde a última vez que a vi. Quando ela se sentou diante de mim no bar e pousou a mão sobre minha coxa, soube que aquela noite não terminaria como minha prima imaginara.
Eu não a via havia dois anos quando ela bateu à minha porta, em pedaços, com a testa encharcada e outro nome nos lábios.
A porta da sala dele estava entreaberta. O que vi ao espiar não me deu ciúme. Me deu vontade de algo que eu não esperava.
Aos 48 anos, eu tinha um casamento estável e uma mentira perfeita. Toda semana eu atravessava aquela porta e me tornava outra mulher. Uma que eu não sabia que existia.
Quando as luzes do palco a iluminaram, parei de vê-la como minha amiga. Só via a mulher que eu desejava havia anos sem coragem de dizer.
Deixei o carro a meia quadra para não fazer barulho. A porta estava destrancada e as luzes apagadas. O que encontrei no fundo do corredor mudou tudo.
Aos sessenta e três anos, eu passava uma década me masturbando sozinha. Não esperava que a garota do quarto livre fosse mudar isso para sempre.
Eu ia há semanas à mesma academia entediada, até que o dono apareceu: quarenta e poucos, braços marcados, com aquela calma que intimida mais que qualquer gesto.