Minhas fantasias a sós quando ninguém suspeita de nada
De dia parecia a mais inocente de todas. De madrugada, com a porta fechada, eu descobria uma versão de mim que ninguém jamais teria imaginado.
De dia parecia a mais inocente de todas. De madrugada, com a porta fechada, eu descobria uma versão de mim que ninguém jamais teria imaginado.
Eu nunca a tinha visto, não sabia o nome dela, mas naquela noite as frases dela me tocaram mais fundo do que alguém me tocava havia anos. E eu me deixei levar.
Passamos a tarde inteira trancados no quarto, e mesmo assim ele ainda estava acordado no banheiro. A curiosidade venceu o sono, e o que vi mudou tudo.
A casa inteira em silêncio, as chaves ainda na minha mão, e uma ideia me atravessando a cabeça enquanto eu olhava a fruta sobre a mesa da cozinha.
Duas semanas sozinha, sem ninguém para tocar a porta. Tirei a lingerie vermelha, abri uma cerveja gelada e prometi não parar até ficar tremendo.
Fiquei dias imaginando aquele fim de semana: cada ordem, cada castigo, cada limite quebrado. Escrevi tudo numa mensagem e apertei enviar sem pensar duas vezes.
Tirei a roupa em silêncio, coloquei as orelhas e a coleira, e me enfiei na cama dele antes que acordasse. Eu lhe devia demais para continuar fingindo que queria apenas cuidar dele.
Eu a vi lendo no último trem da tarde, frágil e alheia a tudo. Não imaginava que aquele “oi” seria a primeira de muitas ordens.
Na penumbra, ele deixou a cena se formar: ele no centro do sofá, a mulher de um lado, a amiga do outro, um beijo impossível.
Fechei a porta, beijei-o sem permissão e entendi que não iria embora até conseguir exatamente o que tinha ido buscar, com a sala inteira ouvindo.
No carro, com a mão dele no volante e a minha entre suas pernas, entendi que naquela noite as regras seriam minhas. E ele obedeceria a cada uma.
Elas pediram para ser marcadas. Valeria foi a primeira a falar. Cristina assentiu. O que viria depois da chama não se parecia com nada que haviam imaginado.
Disseram-me que o cliente era especial. Não disseram que era o homem mais temido da cidade — nem que, assim que o amarrei, ele começaria a se quebrar de verdade.
Quando Marta me disse que tinha encontrado as quatro mulheres perfeitas para me castigar, eu soube que não havia mais volta. Naquela mesma tarde assinei o contrato sem ler metade.
O chat de adultos era uma péssima ideia às cinco da tarde. Mas quando o nome dela apareceu e ela disse oi com aquela voz rouca, já era tarde demais para fechar a janela.
Fechei o laptop e ainda sentia as mãos imaginárias na minha pele, a voz grave dando ordens que eu obedecia sem hesitar. Uma fantasia tão real que me deixou tremendo.
Quando abri os olhos, meus pulsos estavam presos sobre a cabeça e eu não tinha uma peça sequer no corpo. O problema não era esse. O problema era que ele sorria.
Precisávamos do dinheiro. Por isso assinamos sem ler a letra miúda de um contrato que nos manteria em Praga por seis semanas a mais do que o previsto.
Eu a vi de quatro no gramado seco, com a cauda fofuda balançando entre as nádegas, e soube que aquela tarde de domingo não seria como nenhuma outra.
Quando ela abriu a bolsa no estacionamento, Diego entendeu que aquela tarde não terminaria como ele imaginara.