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Relatos Ardientes

Treinei a mãe de Camila até fazê-la minha

Beatriz ignorou tudo o que eu lhe dizia. Estava mergulhada num limbo de prazer, gozando com cada investida do meu pênis de silicone afundando até o fundo da sua boceta ensopada, alheia às minhas palavras. Cada vez que eu a penetrava com o consolador preto, grossa e veia saliente a falsa pica, sua boceta escorria fluxo pelas bordas e lhe sujava as coxas. Agarrei-a pelos quadris e a fodi com mais força, tirando quase tudo para fora e enfiando de novo num golpe seco. Ela gemia como uma cadela no cio, mordendo o travesseiro, com a bunda bem empinada e a buceta aberta em duas. Em certo momento parei, saí dela — a pica de silicone saiu com um som úmido e obsceno —, e me despi por completo.

Peguei-a pelo cabelo e disse que era hora de ela trabalhar. Sentei-me na beira da cama e acomodei a cabeça dela entre minhas pernas para que começasse a me chupar a boceta.

Ela já não titubeava como nas primeiras vezes. Fez sem reservas, lambendo de baixo para cima, parando no meu clitóris, tentando agarrá-lo com os lábios e brincar com a língua. Agarrei sua nuca e enfiei seu rosto contra o meu sexo, sentindo o nariz dela se apertar contra meu púbis e a língua se meter o máximo possível dentro de mim. Obriguei-a a me lamber do cuzinho ao clitóris, um percurso longo e lento, e ela fez sem reclamar, engolindo meus fluidos, respirando pesado entre minhas coxas. Estava aprendendo, e aprender me excitava mais do que qualquer outra coisa. Eu lhe apertava os peitos enquanto me comia, torcia os mamilos duros até ela gemer com minha boceta na boca, e essa vibração me arrepiava por inteiro.

Mas, num descuido, ela me mordeu. A dor me tirou do sério.

Empurrei-a e ela caiu no chão. Assim, deitada de bruços, comecei a lembrá-la de quem mandava.

— Você é uma cadela selvagem — eu lhe disse, pegando de novo o cinto. — E agora vai receber o que merece.

Eu lhe açoitava as nádegas até deixá-las quase roxas. O couro assobiava antes de cada impacto, e ela contava as pancadas com o corpo, encolhendo os ombros, cerrando os dentes. Mas já não gritava como no começo. Algo na forma como aguentava tinha mudado: já não era uma mulher suportando um castigo, e sim uma submissa esperando o próximo. Entre uma chibatada e outra eu enfiava dois dedos na sua boceta, conferindo como ela ia ficando cada vez mais molhada com os golpes. A vadia estava gozando com as palmadas. Eu tirava os dedos brilhando de fluxo e passava pela boca dela para que chupasse a própria umidade.

Sua resistência cedia aos poucos, e eu não pararia até dominá-la por completo.

Eu a quero faminta, obediente, minha.

Queria transformá-la numa submissa perfeita. Tudo isso levaria tempo, mas eu estava disposta a dá-lo. Durante as sessões tínhamos tirado fotos e vídeos — dela com a bunda marcada pelo cinto, com a boca cheia do meu consolador, com as pernas abertas e a boceta escorrendo —, uma garantia caso em algum momento lhe desse na telha se rebelar. Beatriz era uma mulher muito respeitada no bairro e no trabalho, e isso jogava a meu favor.

***

Ainda tínhamos alguns dias antes de voltar ao bar. O local continuava fechado, estavam reformando depois da tempestade que tinha derrubado metade do telhado, então tínhamos tempo de sobra.

Naquela tarde fui procurar Camila na cozinha e perguntei se continuaríamos com a ideia de ficar na casa e seguir treinando a mãe dela. Ela me olhou por um segundo antes de responder.

— Sim — disse —, mas com uma condição. Não a humilhe na frente dos vizinhos nem de ninguém de fora. Ela continua sendo minha mãe.

Afaguei seu rosto e aceitei. Depois, com voz doce, pedi algo em troca.

— Então você também vai aceitar uma condição minha. Sua mãe fará tudo o que eu mandar, sem você interferir.

Camila baixou os olhos. Dei-lhe um beijo terno no canto dos lábios, depois outro mais longo, minha língua abrindo caminho dentro da sua boca, e quando se afastou de mim já tinha aceitado.

— Combinado — murmurou contra minha boca.

***

Comecei com o jogo da dominação assim que terminamos de conversar. Entre palmadas e sessões de sexo oral, não lhe dei descanso. Eu a tinha de joelhos, com as mãos amarradas às costas, obrigando-a a me chupar a boceta uma e outra vez até minhas pernas ficarem dormentes de tanto gozar na sua cara. Experimentei também penetração anal: cuspi no cu dela, esfreguei o cuzinho com dois dedos até amaciá-lo e fui enfiando o consolador aos poucos, vendo como seu cuzinho cor-de-rosa se esticava ao redor da pica de silicone. Ela continuava resistente, o esfíncter se fechava e tentava expulsar a pica, e cada vez que fechava eu a castigava com algumas palmadas bem no cu, exatamente onde estava sendo penetrada. A cadela gritava e o cuzinho se abria de repente, engolindo o consolador inteiro até a base. Enterrei a pica falsa no seu rabo com investidas curtas e profundas, segurando-a pelos quadris para que não escapasse de mim, e ela acabou gemendo com o rosto colado ao colchão, a boca aberta e um fio de baba caindo sobre os lençóis. Ficamos assim por várias horas: ela aprendendo a obedecer com os três buracos, eu aprendendo até onde podia levá-la.

Paramos para comer alguma coisa perto do meio-dia. Enquanto Beatriz recuperava o fôlego num canto, com a bunda vermelha e a boceta ainda pingando, me ocorreu que precisaríamos de materiais. Disse a Camila que a deixaríamos um pouco e que fôssemos à loja de ferragens no centro.

Compramos cordas, ganchos de vários tipos, alguns de rosca e outros para parafusar na parede. Minha ideia era poder prendê-la direito, deixá-la exposta e sem escapatória. Também levei umas pinças pequenas — perfeitas para mamilos e lábios da boceta —, uns pesos de pesca para pendurar nessas pinças e outros elementos que fui escolhendo com calma, imaginando para que serviria cada um.

Camila empurrava o carrinho em silêncio. De vez em quando me olhava de soslaio, entre a culpa e uma curiosidade que não terminava de admitir. Eu sabia que essa mistura a excitava tanto quanto a mim; percebia isso na forma como ela mordia o lábio sempre que eu erguia uma corda para medir a grossura, e em como seus mamilos se marcavam sob a camiseta ao imaginar aquelas mesmas cordas amarrando sua mãe.

— Não é demais? — ela me perguntou perto do caixa, em voz baixa.

— É exatamente o necessário — eu lhe respondi. — Você fica tranquila e deixa o resto comigo.

No caminho de volta para casa passamos por uma loja de alimentos e acessórios para animais de estimação. Pensei por um instante e ri sozinha.

— Por que não? — disse a Camila. — Se vai ser a nossa cachorrinha, que tenha o seu.

Entramos e comprei uma coleira com corrente, um pote de metal e uma plaquinha de identificação. No balcão me perguntaram que nome queríamos gravar. Eu disse sem hesitar.

— Nala.

***

Voltamos para casa com as sacolas e começamos a vestir nossa nova cachorrinha. Ajustei a coleira em seu pescoço, prendi a corrente e pendurei a plaquinha com o nome gravado. Ela estava nua, ajoelhada a meus pés, com os peitos caídos e os mamilos eriçados pelo frio do metal.

— A partir de agora você se chama Nala — eu lhe disse, levantando o queixo para que me olhasse. — Guarde bem esse nome. Não quero ter que repeti-lo de novo.

Beatriz engoliu em seco e assentiu em silêncio. Algo em seus olhos já havia mudado.

Depois levamos para o quarto os itens da ferragem. Parafusamos ganchos na parede, penduramos as cordas, espalhamos as pinças e os pesos numa prateleira. Ela nos observava, maravilhada, enquanto transformávamos o quarto que tinha sido dela, mas não se atreveu a dizer nada.

Era estranho vê-la assim, em pé no centro do próprio quarto enquanto ele desaparecia peça por peça. Arrastei a cômoda com os retratos de família para o corredor. Troquei o abajur de mesa por uma luz mais fria, direta. Onde antes havia uma mulher adulta e respeitada, agora se erguia um espaço pensado para uma única função: obediência.

Quando terminamos, me aproximei e falei ao seu ouvido.

— Este é o seu novo quarto, Nala. Vá se acostumando.

Era muito para ela, eu sabia. O quarto familiar e arrumado estava se transformando em algo parecido com uma masmorra, e ela via isso nascer parede por parede sem poder evitar.

***

Nala ficou parada num canto, vestida apenas com a coleira e a corrente, os braços cruzados sobre o peito como se ainda pudesse se proteger de alguma coisa. Fui até ela, peguei a corrente e a guiei até a cama.

— É hora de trabalhar — eu lhe disse.

Me despi e fiz um único gesto, apontando para meu sexo. Ela entendeu na hora. Acomodou-se entre minhas pernas e se dedicou à tarefa com uma entrega que nas primeiras vezes não tinha tido. Já não havia resistência, já não havia mordidas. Ela me lambia a boceta de cima a baixo, chupando um por um os lábios maiores, enfiando a língua o máximo que podia na minha entrada, subindo depois até o clitóris para envolvê-lo com os lábios e sugar como se estivesse chupando uma pica pequena. Abaixei sua cabeça contra mim, puxei a coleira para cima para que ela se grudasse ainda mais, e ela respondia engolindo saliva e fluidos, gemendo contra minha vulva.

— Isso, cachorrinha — eu lhe dizia. — Chupa a boceta da tua dona. Chupa forte, que dê para ver a fome.

Enfiei dois dedos na sua boca junto com meu clitóris e ela os chupou ao mesmo tempo, obediente, a língua girando ao redor de tudo. Comecei a mexer sua cabeça eu mesma, esfregando seu rosto entre minhas coxas, até que sua mandíbula tremesse de cansaço, e não a soltei. Ela colocava toda a atenção em me agradar, e isso me levou a um orgasmo tremendo, longo, daqueles que te deixam flutuando um tempo na cama. Gozei sobre sua boca em espasmos, molhando-lhe o queixo e o pescoço, e ordenei que engolisse tudo o que tinha caído em seus lábios. Ela fez sem reclamar, passando a língua pelo canto da boca para não perder nem uma gota.

Quando me recuperei, ainda restava uma desconfiança. Não sabia o que ela faria se a deixássemos sozinha. Chamei Camila e perguntei o que ela achava.

— Eu levo ela para a cozinha comigo — propôs. — Preparamos o almoço juntas. Se ela tentar fugir ou pegar o telefone para pedir ajuda, eu te aviso na hora.

Me pareceu uma boa ideia. Passei-lhe a corrente e vi as duas saírem juntas, a filha na frente e a mãe atrás, submissa, descalça, com a plaquinha de Nala balançando sobre o peito nu e os mamilos ainda duros do frio.

***

Fiquei no quarto terminando de arrumar as coisas. Pendurei a última corda, testei se os ganchos aguentavam o peso, organizei as pinças por tamanho. Os minutos passavam e eu seguia atenta à porta, esperando que Camila aparecesse para me dizer que sua mãe tinha tentado algo.

De baixo chegavam os ruídos da cozinha: a água correndo, o choque de uma panela contra o fogão, as vozes abafadas das duas. Por um momento me perguntei o que uma mãe e uma filha diriam com uma corrente entre elas. Depois parei de pensar nisso. Meu trabalho era erguer a masmorra; o de Camila, vigiar para que a cadela não mordesse a mão errada.

Passou meia hora. Mais, inclusive. E de repente ouvi a voz de Camila me chamando de baixo.

O pior, pensei. Desci as escadas pulando de dois em dois degraus.

Mas não. O almoço estava pronto, fumegante sobre a mesa, e Beatriz — Nala — continuava com a coleira no lugar, dócil, esperando junto à parede. Camila me sorriu da cozinha, orgulhosa de sua mãe e um pouco de si mesma.

Quando nos sentamos, a cadela fez menção de puxar uma cadeira para se sentar conosco. Detive-a com o olhar.

— Cadelas não se sentam à mesa — eu lhe disse. — Você fica de pé ao lado, em silêncio, até nós terminarmos. Depois você come, recolhe os pratos e lava tudo.

Beatriz ficou de pé ao lado da minha cadeira, com as mãos junto ao corpo e a cabeça levemente inclinada. A coleira brilhava sob a luz da cozinha e a plaquinha com seu novo nome subia e descia no ritmo da respiração. Camila mastigava devagar, olhando-a de soslaio, sem se atrever a defendê-la porque tinha aceitado minha condição e estava a cumprindo.

Comemos sem pressa. De vez em quando eu lhe passava um pedaço de pão com a mão, como se dá a um animal de estimação, e ela aceitava com os lábios, cuidando para não encostar os dentes nos meus dedos. Tinha aprendido a lição da mordida; não a repetiria.

— E mais uma coisa — acrescentei, levando o garfo à boca. — A partir de hoje eu reduzo sua porção de comida. Uma cachorrinha obediente não precisa de tanto.

Nala não respondeu. Apenas assentiu, em silêncio, como eu já lhe havia ensinado. E enquanto eu a via ali parada, esperando as sobras da própria mesa, com a boceta ainda brilhando de umidade entre as coxas, soube que o treinamento ia pelo caminho certo. Faltava pouco para que ela deixasse de sentir falta da mulher que tinha sido.

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