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Relatos Ardientes

A ordem que ela cumpriu no banheiro da cafeteria

Naquela tarde, o ar da cafeteria parecia diferente, carregado por uma corrente que só nós dois sabíamos ler. Eu a havia chamado às seis em El Almendro, numa mesa ao fundo, longe da janela e perto do corredor que levava aos banheiros. Eu sabia que ela viria, porque nunca falha às promessas que faz, e porque a única condição que eu lhe tinha imposto na noite anterior era simples: saia curta e a calcinha de cetim preto que eu tanto gosto.

Pedi um café preto e esperei. Não olhei o relógio. Não era necessário. A antecipação tinha seu próprio ritmo, e eu havia aprendido a saboreá-la devagar, como quem deixa o açúcar se dissolver sem mexer a xícara.

Ela chegou às seis e quatro. Vi-a atravessar a porta e parar por um instante no vão, procurando-me com os olhos antes de qualquer outra coisa. Esse olhar diz tudo: não busca um cumprimento, busca uma instrução. Fiz um gesto mínimo com o queixo, e ela se aproximou, os saltos marcando o chão com uma cadência que me arrepiou a pele.

— Você se atrasou — eu disse, sem erguer a voz.

— Eu sei — respondeu ela, baixando o olhar—. Desculpa.

Ela gosta de pedir desculpa. Gosta que eu decida se isso vale alguma coisa.

Não respondi. Deixei-a em pé um segundo a mais do que o necessário, o suficiente para que entendesse que, naquela tarde, o tempo era comandado por mim. Depois apontei para a cadeira à minha frente e ela se sentou com os joelhos bem juntos, a saia esticando sobre as coxas.

Deslizei sobre a mesa uma pequena bolsa de tecido, do tamanho de uma palma. Empurrei-a na direção dela com dois dedos.

— Abre no banheiro — disse em voz baixa, inclinando-me apenas um pouco—. Aqui não.

Ela olhou para a bolsa, depois para mim, e engoliu em seco. Sabia que havia algo dentro, e a incerteza de não saber o quê deixava a mandíbula dela tensa de um jeito que me encantava.

— Lá dentro tem umas meias arrastão — continuei—. Você vai vestir. E não sai daquele banheiro até o cetim estar encharcado. Quero que enfie os dedos até o fundo dessa buceta, que trabalhe bem essa boceta, e que goze pensando que estou aqui fora, esperando, contando os minutos.

Vi-a ficar tensa por inteiro. Uma mulher na mesa ao lado ria com o acompanhante, alheia a tudo, e essa proximidade do mundo normal tornava o nosso peso ainda maior. Mariana respirou fundo, pegou a bolsa e se levantou. Antes de ir, lançou-me um último olhar, mistura de súplica e desafio, como se perguntasse se eu falava sério.

Eu falava sério. E ela sabia disso.

— Vai — eu disse.

***

Os minutos passaram lentos, densos. Mexi o café que já não me interessava beber e deixei a imaginação fazer o trabalho dela. Eu a via ali, trancada naquele cubículo estreito, subindo as meias pelas pernas, sentindo a trama arranhar-lhe a pele. Eu a via encostada na parede fria, com a saia já erguida até a cintura, a calcinha puxada para o lado, e dois dedos entrando na boceta até os nós. Eu a via esfregando o clitóris em círculos cada vez mais apertados, mordendo o lábio para não gemer, com a outra mão apertando um seio sob a blusa, beliscando o mamilo até doer. Eu a via abrir as pernas contra o azulejo, afundar os dedos até molhar a palma, fodendo a si mesma com a raiva contida de saber que eu estava a dez metros dali, tomando café.

Uma garçonete passou por perto e me perguntou se eu queria mais alguma coisa. Eu disse que não com um sorriso cortês, e por dentro ri da vida dupla daquele instante: eu, um cliente tranquilo de meio de tarde; a dez metros, minha mulher com os dedos até o fundo, apertando a boceta para não gritar meu nome.

Pensei nas primeiras vezes, quando ela ainda corava a cada instrução e precisava que eu repetisse que estava segura, que podia parar quando quisesse. Tínhamos construído isso devagar, palavra por palavra, limite por limite, até chegar a um terreno em que a confiança era tão total que ela podia me entregar o controle sem medo. Por isso funcionava. Por isso uma ordem minha em lugar público não era um risco idiota, mas um pacto entre duas pessoas que sabiam exatamente o que faziam.

Peguei o celular e mandei uma única mensagem: “Devagar. Não tenha pressa para voltar. E goze duas vezes, não uma.” Sabia que ela leria assim que vibrasse, e que essa frase a obrigaria a ficar um pouco mais, a prolongar a sensação até o fim, a se espremer a boceta uma segunda vez com as pernas ainda tremendo da primeira. Imaginei o zumbido na bolsa, o modo como apertaria as coxas ao ler aquilo, e bastou para sentir meu pau endurecer sob a mesa contra o tecido da calça.

O tempo se arrastava. Cada segundo que ela demorava era mais um segundo de poder, e eu o administrava como um avarento. Que sofra um pouco. Que aprenda que a espera também faz parte do jogo.

Demorou quase vinte minutos. Quando a porta do banheiro se abriu e eu a vi sair, soube de imediato que ela tinha obedecido. Tinha as bochechas coradas, o cabelo levemente desalinhado e caminhava com uma rigidez deliciosa, como se cada passo lhe lembrasse o que acabara de fazer, como se ainda sentisse o eco dos próprios dedos entre as pernas. A respiração ainda estava agitada quando ela chegou à mesa.

Ela não se sentou de imediato. Ficou em pé diante de mim, esperando permissão, e então, sem que eu pedisse, deixou algo sobre a madeira.

A calcinha de cetim preta. Quente, encharcada dela, com a virilha escurecida por uma mancha larga de umidade, dobrada com um cuidado que a tornava mais obscena do que se tivesse sido jogada de qualquer jeito. Uma prova tangível, escorrendo, da submissão dela.

— Boa garota — murmurei.

A palavra a atravessou. Vi os ombros dela relaxarem, vi como o reconhecimento lhe importava mais do que qualquer carinho. Apontei para a cadeira e ela se sentou. Sob a saia curta, as meias arrastão não escondiam nada. Cada vez que ela se movia, o desenho da rede sobre a pele nua me lembrava que ela estava com a boceta à mostra, sem nada por baixo, no meio de um lugar cheio de gente.

— Abre as pernas — eu disse.

Ela hesitou. Olhou para o lado, para o casal conversando, para o homem lendo jornal ao lado do balcão.

— Ninguém vai olhar se você não chamar atenção — acrescentei—. Mas você vai fazer porque eu estou mandando, não porque é seguro.

E ela fez. Devagar, sob a borda da mesa, abriu os joelhos alguns centímetros. O bastante para se sentir à mercê do risco, o bastante para que o ar da tarde roçasse a boceta nua onde minutos antes havia tecido. Vi-a fechar os olhos por um instante, tomada por uma mistura de vergonha e excitação que lhe acelerava a respiração. Passei a ponta do sapato pela parte interna da coxa dela, subindo até roçar de leve os lábios inchados, e ela mordeu a língua para não gemer no meio do salão.

Peguei a calcinha da mesa e a levei aos lábios dela.

— Prova — eu disse—. Quero que se lembre de quem você é.

Ela abriu a boca. Encostou a língua no cetim encharcado, chupou devagar, meteu-o entre os dentes e sugou a própria gozada sem desviar os olhos dos meus nem por um segundo. Vi a ponta da língua rosada percorrer a mancha mais escura, vi-a engolir a umidade como se fosse prêmio. Foi um gesto carregado de obediência e de algo mais fundo, uma entrega que não se finge. As pessoas continuavam na sua, as xícaras batiam nos pires, alguém ria no balcão, e, no meio de toda aquela normalidade, ela chupava a própria boceta de uma calcinha porque eu tinha ordenado.

— Você gosta? — perguntei.

— Sim — sussurrou, com a voz quebrada.

— Sim, o quê?

— Sim, senhor.

***

Inclinei-me sobre a mesa e a beijei. Não foi um beijo carinhoso. Beijei-a com fome, mordendo-lhe o lábio inferior até doer, enfiando a língua até o fundo da garganta para provar o gosto de cetim e de boceta que ainda lhe restava na boca. Marquei território, deixando claro com a língua o que eu faria com o pau assim que a tivesse de joelhos. Ela respondeu com um gemido abafado contra meus dentes, as unhas cravando-se na borda da mesa para não perder o equilíbrio, os mamilos duros se marcando sob a blusa fina.

Quando me afastei, deixei-a assim: ofegante, aberta, com o desejo exposto sobre a madeira e sem nada que a protegesse da própria urgência. A crueldade estava na pausa. Em não dar a ela o que implorava justamente quando mais precisava.

— Por favor — disse, quase sem voz.

— Por favor, o quê?

— Eu quero seu pau. Eu preciso dele. Aqui, agora, onde for.

Olhei-a por um longo instante. O corpo inteiro dela era uma súplica; as coxas apertando o assento da cadeira, o peito subindo e descendo sob a blusa, os lábios ainda brilhando de saliva e cetim. Mas controle é exatamente isso: a capacidade de fazer esperar quem implora. Deixei-a sentir o vazio por mais alguns segundos, até a tensão entre nós se tornar insuportável até para mim, até notar que escorria um fio de umidade nova pela parte interna da coxa, encharcando a trama arrastão.

Então deixei algumas notas ao lado da xícara, levantei-me e estendi a mão.

— Banheiro — eu disse—. De novo.

Ela se levantou tão rápido que quase virou a cadeira. Segurei-a pelo pulso, sem apertar demais, conduzindo-a pelo corredor estreito até a porta do fundo. Verifiquei que ninguém vinha, abri e a empurrei para dentro com um puxão suave. O trinco fez um clique seco que soou como promessa.

O espaço era minúsculo. Uma pia, um espelho manchado, uma lâmpada zumbindo. Encostei-a na parede e ergui a saia até a cintura, revelando as meias arrastão e a boceta nua, ainda inchada e brilhante do que ela havia feito consigo mesma. Enfiei dois dedos de uma vez, sem aviso, e ela arqueou as costas contra o azulejo com um gemido que teve de abafar no meu ombro. Estava encharcada, tão molhada que se ouvia o barulho a cada entrada e saída, um som úmido e indecente que ricocheteava pelas paredes do cubículo. Fodi-lhe a boceta com os dedos enquanto mordia o pescoço dela, belisquei o clitóris entre o polegar e o indicador até os joelhos tremularem.

— Olha pra você — eu disse no ouvido dela, obrigando-a a virar o rosto para o espelho—. Olha como escorre pelas coxas. Olha a puta que você está.

Ela se viu: a saia erguida, as meias arrastão marcando a carne, minha mão enfiada entre as pernas até o punho, o cabelo grudado na testa pelo suor. Gemeu outra vez e uma lágrima lhe escapou de pura excitação.

— De joelhos — eu disse.

E ela, que minutos antes me desafiara com o olhar no meio da cafeteria, deixou-se cair sem hesitar um segundo, os olhos erguidos para mim, esperando a próxima ordem como se no mundo não existisse nada mais urgente do que cumpri-la. Levou as mãos ao meu cinto sem que eu pedisse, abriu-o com dedos ansiosos, abaixou o zíper e tirou o meu pau já duro, pulsando contra o rosto dela.

— Chupa — eu disse—. Devagar. Quero ver você trabalhar.

Ela abriu a boca e o engoliu inteiro de uma vez, até a ponta tocar o fundo da garganta e arrancar uma ânsia que ela mesma abafou. Manteve-o ali, com os olhos marejados, engolindo saliva ao redor da minha rola, até eu agarrar sua nuca e começar a mover a cabeça no ritmo que eu queria. Dentro, fora, dentro, fora, fodendo a boca dela como se fosse mais uma boceta, ouvindo o som indecente da saliva transbordando pelos cantos, vendo a maquiagem escorrer sob os olhos.

— Assim, boa garota — rosnei—. Chupa todo esse pau que você tanto pediu.

Tirei por um segundo para que ela respirasse. Um fio grosso de baba pendia do lábio até a ponta do meu pau. Ela me olhou de baixo, com a boca aberta e a língua para fora, esperando. Dei dois toques suaves com o pau na bochecha, na língua, nos lábios, e voltei a enfiá-lo até o fundo. Ela se agarrou às minhas coxas, deixou-se foder na garganta sem resistir, engolindo cada estocada com um gemido abafado que me subia pela coluna inteira.

Antes de gozar, eu a ergui pelos cabelos. Queria-a viva, não acabada. Girei-a contra a pia, dobrei o tronco dela sobre a porcelana fria e abri suas pernas com um chute leve nos tornozelos. No espelho, vi o rosto dela: os olhos vidrados, a boca ainda brilhante de me chupar, o rubor descendo pelo pescoço até o decote. Ergui a saia de novo, afastei a trama arrastão que cobria a boceta e passei a ponta do pau pelos lábios encharcados, para cima e para baixo, sem entrar, até ela começar a implorar.

— Por favor — ofegou—. Enfia. Enfia agora. Por favor, senhor.

Enfiei-o de uma só vez, até o fundo, até as ancas dela baterem contra a borda da pia e escapar um grito que ela teve de morder na mão para não soltar por inteiro. A boceta a tinha tão apertada e tão molhada que me engoliu num golpe, chapinhando, e comecei a fodê-la contra a porcelana com estocadas duras, longas, sem lhe dar tempo de se acostumar. Cada golpe arrancava um gemido novo; cada retirada, um ofegar de perda. Agarrei-a pelos cabelos com uma mão e apertei-lhe o pescoço com a outra, não para sufocar, só para lembrar quem mandava.

— De quem é essa boceta? — eu disse ao ouvido dela, fodendo-a mais forte.

— Sua — gemeu—. Sua, senhor, sua, sua.

— E essa boca?

— Sua.

— E esse cu?

Eu o separei com a mão livre, passei o polegar pelo anel e o afundei até o nó do dedo. Ela começou a tremer inteira, presa entre meu pau na boceta e meu dedo no cu, sem saber contra o que apertar-se.

— Seu — choramingou—. Tudo seu.

Fodi-a assim até o espelho embaçar com nosso hálito, até as meias arrastão escorregarem nela pelo atrito, até sentir a boceta dela se fechar em espasmos ao redor do meu pau e saber que ela estava gozando pela terceira vez naquela tarde. Deixei-a terminar, deixei-a gritar mordendo o próprio braço, e só então tirei, virei-a outra vez, coloquei-a de novo de joelhos e gozei no rosto dela. Jatos grossos de sêmen caíram na testa, nas bochechas, nos lábios entreabertos, na língua que ela sacou a tempo para me receber como uma boa aluna. Um fio escorreu pelo queixo até o decote, encharcando a blusa.

— Engole — eu disse, sem fôlego.

E ela limpou a porra do rosto com dois dedos, enfiou-os na boca e os chupou devagar, um por um, sem parar de me olhar.

De joelhos, naquele banheiro apertado, com a trama arrastão marcando as coxas, a boca cheia do meu sêmen e a boceta ainda escorrendo por dentro, ela me mostrou mais uma vez o que vinha me mostrando a tarde inteira: que não há nada mais excitante que a obediência absoluta dela, nem nada que a acenda mais do que se entregar por inteiro. Segurei o queixo dela com dois dedos, obriguei-a a sustentar meu olhar enquanto engolia o resto, e soube que naquela tarde também não sairíamos dali até eu decidir.

Porque era isso que ela tinha vindo buscar. E eu sempre sou impecável quando cumpro o que prometo.

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