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Relatos Ardientes

O colar que encontrei na minha gaveta trancada

O calor pegajoso de Barranquilla vibrava do outro lado do vidro escuro, deformando a linha da avenida com ondas de vapor espesso. Marcela observava o trânsito de sua mesa de assistente administrativa, mas a cabeça estava a milhares de quilômetros dali. O ar-condicionado zumbia sobre ela, secando o suor que se acumulava na nuca, sob a pesada cortina de seu cabelo longo e escuro.

Ela tinha trinta e sete anos, dois filhos que haviam remodelado seu corpo e uma vida que, no papel, parecia resolvida. A realidade era um prato sem sal que ela se obrigava a engolir toda manhã. Tinha chegado à cidade vinda de Montería em busca de estabilidade, e o único que encontrou foi uma rotina que a sufocava aos poucos. Seu marido era um fantasma na própria casa: um homem que não a olhava, que não a tocava e que, nas poucas vezes em que o fazia, terminava com a pressa desajeitada de quem só quer se esvaziar sem se importar com quem está por baixo.

Para compensar essa mediocridade, arranjara um amante. Um tipo mais jovem, mais enérgico, que lhe servia para acalmar a urgência do corpo. Mas até ele tinha ficado aquém. Dava-lhe sexo, sim, mas não lhe dava o que sua cabeça realmente precisava: se entregar. Nenhum dos dois homens de sua vida real tinha força nem autoridade para dobrar uma mulher como ela.

Marcela suspirou e recostou-se na cadeira. Usava uma saia lápis preta que se ajustava perigosamente às suas curvas. Sabia que não tinha o corpo de uma garota de vinte anos. Era uma mulher de carnes generosas, com a estrutura pesada de mãe de dois. Suas pernas eram grossas, firmes, daquelas que exigem espaço e deixam marca ao sentar. Media um metro e sessenta e sua pele morena contrastava com uns olhos claros e pequenos que sempre pareciam calcular o próximo movimento. Um nariz fino lhe dava um ar de sofisticação que chocava com a boca carnuda, coroada por uma pintinha minúscula sobre o lábio superior. Uma pinta que, lhe haviam dito mais de uma vez, parecia implorar para ser mordida.

Adorava provocar, jogar pedra e esconder a mão, flertar com o perigo a partir da segurança de uma tela. E era ali, no mundo digital, que havia encontrado seu verdadeiro dono.

O celular vibrou sobre a mesa de vidro. Marcela sentiu uma descarga de adrenalina direto no baixo ventre. Não olhou a tela de imediato; deixou a antecipação cozinhar seus nervos em fogo brando. Sabia perfeitamente quem era. Dez minutos antes, trancada no cubículo do banheiro, havia baixado a roupa íntima até os joelhos, desabotoado dois botões da blusa para expor a curva pesada dos seios e tirado duas fotos. Duas imagens cruas, em que sua carne morena e suas coxas preenchiam o enquadramento. Tinha enviado para ele. Para Damián.

Só de lembrar o instante em que apertou «enviar», uma onda de calor invadiu sua lingerie. Era patético e embriagante ao mesmo tempo. Estava encharcada na cadeira do escritório pelo simples fato de ter mandado duas fotos a um homem que estava a milhares de quilômetros.

Por fim pegou o celular e desbloqueou a tela com dedos trêmulos.

A mensagem de Damián era breve, cortante, sem uma única adulação barata daquelas que seu amante lhe daria. Damián não dizia que ela era linda nem o quanto suas fotos o excitavam. Damián se impunha. Suas palavras eram um jugo de ferro forjado através do teclado.

«Você acha que está brincando, Marcela. Acha que me manda essa carne de mãe entediada para me provocar, para se sentir desejada porque o inútil do seu marido não te toca. Está enganada. Essas fotos não são uma provocação. São uma confissão de propriedade.»

Marcela soltou um gemido abafado e apertou as pernas sob a mesa. O atrito das coxas ao se roçarem lhe arrancou um gemido surdo. Ela enlouquecia com aquela maneira de falar com ela. Que alguém se impusesse com palavras daquele jeito, com uma brutalidade tão calculada, fazia com que ele parecesse fisicamente perto. Sentia o peso da mão dele na nuca, a pressão do corpo contra suas costas, tudo através de uma simples tela.

Escreveu depressa, sustentando sua fachada de mulher atrevida. «Gosto quando você fala assim comigo. Me deixa molhada saber que você olha meu corpo e pensa em tudo o que me faria, Amo.»

A resposta não demorou. O ícone de «digitando» piscou por alguns segundos que pareceram horas.

«Eu não fantasio com as minhas cadelas, Marcela. Eu executo. Você se acha muito corajosa escondida no escritório, brincando em duas frentes entre um marido patético e um amante medíocre. Acha que esse joguinho por mensagem vai te salvar da sua realidade. Mas as que brincam sempre acabam recebendo o que merecem.»

Marcela engoliu em seco. A pinta sobre o lábio tremeu. A palavra ecoou em sua mente e anulou a mãe de dois, a assistente eficiente, a esposa frustrada. Tudo se resumia àquilo: ela era a cadela de Damián.

O celular vibrou outra vez com uma última mensagem que fez o ar-condicionado parecer insuficiente.

«Pare de esfregar as pernas debaixo da mesa. O jogo virtual acabou. Abra a gaveta inferior da sua mesa. Aquela que você sempre mantém trancada com chave.»

O coração dela parou. Olhou para baixo. Seu escritório estava fechado. Ninguém entrava ali sem sua permissão. Com as mãos suadas, procurou a pequena chave na bolsa, enfiou-a na fechadura e puxou a gaveta.

Lá dentro, sobre algumas pastas de contabilidade, descansava um objeto que não lhe pertencia. Uma coleira de couro preto, larga, com uma pesada argola de aço no centro, e um bilhete escrito à mão com uma caligrafia firme.

Marcela pegou o papel. Sua respiração estava errática. O terror e a excitação mais absoluta colidiram em seu peito. O bilhete tinha três palavras.

«Vire-se.»

***

O ar ficou denso, carregado de uma eletricidade tão palpável que ela sentiu os pelos de todo o corpo se eriçarem. Seus olhos claros, sempre calculistas, cravaram-se no bilhete com uma mistura de horror e um desejo que lhe queimava as entranhas. Como era possível? Como aquela coleira havia chegado ali? O escritório, seu esconderijo, já não era um lugar seguro. Era uma jaula com as grades abertas, e o predador estava dentro.

«Vire-se.» A ordem não deixava espaço para perguntas. Sua mente, sempre tão rápida para inventar desculpas, ficara em branco. Só existia a ordem. E a obediência.

Levantou-se devagar, sentindo a tensão em cada músculo das pernas. A saia lápis, antes símbolo de sua sensualidade, agora pesava como uma amarra. A parte baixa do ventre estava tão molhada que ela sentia o calor escorrer pela parte interna das coxas. Uma umidade traiçoeira, mistura de medo e desejo, a consumia por dentro.

Cada gesto foi deliberado. Girou lentamente, ouvindo a cadeira ranger. No início viu apenas a parede de vidro que dava para a avenida, o sol implacável, as silhuetas borradas dos carros. Sua cabeça processava uma imagem atrás da outra, recusando-se a aceitar o que já sabia no íntimo.

E então o viu.

De pé, junto à porta, apoiado com indolência no batente, estava ele. Não havia feito barulho. Não havia batido. Simplesmente estava ali, como se sempre tivesse estado esperando.

Damián.

Ele era mais alto do que ela imaginara; sua figura preenchia o vão da porta. Vestia um terno escuro de corte impecável que desenhava ombros largos, uma gravata sóbria que caía reta. Mas foi o rosto dele que a paralisou. Olhos profundos que a fitavam sem piscar, analisando cada fibra do seu ser. Um rictus severo nos lábios, sem uma ponta de sorriso. A mandíbula tensa. Era a encarnação exata da autoridade que ela tanto havia desejado, agora erguendo-se diante dela em toda a sua esmagadora realidade.

O ar escapou de seus pulmões em um suspiro trêmulo. Sua boca se abriu um pouco, mas nenhuma palavra saiu. Seus olhos claros, antes tão astutos, refletiam um terror primário, animal. A mulher provocadora havia desaparecido. Restava apenas uma mãe de trinta e sete anos, completamente exposta.

Damián afastou-se do batente com um movimento fluido e avançou um passo, depois outro, encurtando a distância. O silêncio tornou-se opressivo. O zumbido do ar-condicionado era o único som, uma constância monótona que só acentuava o drama mudo. Ele parou a poucos metros, sem desviar o olhar dos olhos dela. Era um olhar que a despia, que a julgava, que a possuía.

—Você achou que era um jogo, não foi? —o tom não era uma pergunta, mas uma afirmação carregada de ironia—. Achou que podia me acender do seu cubículo, que podia usar suas fotos de mãe entediada para manipular meu desejo.

Marcela sentiu um arrepio gelado percorrer-lhe as costas apesar do calor pegajoso. Cada frase era um espelho devolvendo sua própria hipocrisia, sua fachada de controle.

Ele deu mais um passo. O cheiro de sua colônia, amadeirada e limpa, invadiu seus sentidos. Baixou o olhar devagar, dos olhos dela até a pinta sobre o lábio, detendo-se ali como se quisesse apagá-la com pura intensidade.

—Você me mandou suas fotos. Suas pernas, seus seios que alimentaram duas vidas. Tudo o que seu marido ignora e seu amante mal aprecia. E eu te avisei. As que brincam sempre acabam recebendo o que merecem.

Ergueu uma mão e ela se enrijeceu, prendendo a respiração. Não a tocou. A mão se estendeu até a mesa, até a coleira que ainda repousava junto do bilhete. Ele a pegou entre os dedos, o couro rangendo, e a ergueu. A argola de aço brilhou sob a luz.

—Isto não é um acessório —disse, a voz transformada em um sussurro grave que lhe gelou o sangue—. É uma declaração. Seu jogo acabou.

E então, com um movimento que não lhe deu tempo de reagir, jogou a coleira sobre a mesa, exatamente onde havia estado o celular dela. O couro bateu no vidro com um som surdo e a argola tilintou.

—Coloque-a.

Marcela olhou para ele, depois para a coleira, com a mente em turbilhão. Agora? Ali? No escritório dela, em plena luz do dia.

—Não fique aí parada como uma estátua —a impaciência na voz dele era outro arrepio—. Você acha que tem controle, que escolhe quando e como se entrega. Mas aqui e agora quem escolhe sou eu. Pegue sua coleira e coloque-a. Você tem um minuto. Se não fizer isso, eu juro que a primeira lição será bem mais desagradável.

O ultimato ecoou no ar. Marcela sentiu o peso das palavras como um golpe físico. A provocadora havia encontrado seu amo, e o amo não estava brincando.

***

O ponteiro dos segundos no relógio de parede parecia martelar seu crânio. Seus dedos, trêmulos e úmidos, roçaram o couro frio. Com um movimento desajeitado, levou-o ao pescoço. O contato do material rígido contra a pele foi como uma descarga. Tentou prender a fivela atrás da nuca, mas as mãos não obedeciam; a urgência da ordem e a pressão daqueles olhos fixos nela faziam com que errasse uma e outra vez.

—Restam dez segundos —a voz dele era um chicote de veludo.

Com um gemido de frustração e entrega, conseguiu enfim encaixar o metal. Ao se fechar, a coleira não apenas rodeou sua garganta: rodeou sua identidade. Ela já não era a assistente eficiente nem a mãe que lidava com a rotina doméstica. Era algo mais básico, mais puro. A argola descansava no centro de seu pescoço, brilhando sobre o decote da blusa que subia e descia no ritmo de sua respiração agitada.

—De joelhos. Agora.

Obedeceu sem pensar. Suas pernas grossas cederam sob seu peso até os joelhos baterem no piso de granito. A saia subiu pelas coxas, revelando a tensão da pele morena. Ela ficou ali, pequena, olhando para cima, com a boca carnuda entreaberta e a pinta tremendo.

Damián se aproximou até a ponta dos sapatos quase roçar os joelhos dela. Estendeu uma mão e, com uma lentidão torturante, enterrou os dedos em seu cabelo comprido, puxando levemente para trás para obrigá-la a expor a garganta adornada pelo couro.

—Olhe para mim —ordenou.

Marcela ergueu os olhos claros, enevoados por uma mistura de submissão e um desejo abrasador que a deixava à beira do desmaio.

—Você gosta de se sentir assim? —a outra mão dele desceu pelo ombro dela até roçar a curva alta dos seios—. Gosta de saber que seu marido é incapaz de lhe dar essa disciplina? Que seu amante é só um menino brincando de ser homem perto do que você tem à sua frente?

—Sim, Amo… —sussurrou ela com a voz quebrada—. Eu me sinto sua. Estou tão molhada que dói.

—Dói porque, enfim, você está onde pertence —disse ele com uma frieza excitante—. Você me mandou aquelas fotos para me tentar. Queria ver se era capaz de mover um homem como eu. O único resultado foi eu decidir domar cada centímetro dessa sua carne.

Ele soltou seu cabelo e, com um puxão seco, agarrou a argola da coleira. Marcela soltou um gemido quando a cabeça foi puxada para a frente. Ele se sentou na cadeira de couro, a mesma em que ela costumava fantasiar, e a colocou entre as pernas dele.

—Seu merecido mal começou —disse, enquanto a mão direita começava a desabotoar a blusa, um botão de cada vez, com uma lentidão cruel—. Você passou tempo demais sendo dona da sua pequena vida entediante. Hoje vai aprender o que é não ter voz, não ter vontade e não ter nada além da necessidade de me agradar.

A blusa se abriu e deixou à mostra a redondeza do ventre de mãe, aquele que ela sempre tentara esconder e que agora, sob o olhar dele, parecia o troféu de um vencedor. Ele passou os nós dos dedos pela pinta acima da boca, um toque quase terno que terminou em um aperto firme na mandíbula dela.

—Você vai ficar assim, exposta e em silêncio, até eu decidir o que fazer com você —continuou, baixando o tom até um rosnado surdo—. E se eu ouvir um único gemido que não tenha autorizado, eu te garanto que o calor desta cidade vai parecer brincadeira de criança perto do que minhas mãos farão com suas nádegas.

Marcela fechou os olhos. O mundo exterior desapareceu: o trânsito da avenida, os papéis da mesa, seus filhos, seu passado. Só existiam a coleira, o aperto firme na argola e a presença aterradora de Damián. Era uma provocadora que havia caído na própria armadilha, e o pior —ou o melhor— era que ela não queria escapar.

—Abra as pernas —sentenciou ele, a mão descendo até a barra da saia—. É hora de conferir quanta dessa umidade é para mim.

***

A mão de Damián não teve piedade do tecido. Ergueu-o com um movimento brusco, deixando as coxas de Marcela à mostra sob a luz fluorescente. Ela tremia, uma vibração que nascia no centro da pelve e se espalhava pelas pernas. Quando ele alcançou a renda encharcada de sua roupa íntima, soltou uma risada seca, carregada de uma superioridade que a fez estremecer.

—Olha só você. Tão assistente de escritório por fora e tão carente por dentro —enfiou dois dedos sob o elástico, pressionando com uma firmeza que a fez arquear as costas—. Você está pegando fogo. E está em chamas por um homem que você nem conhece pessoalmente, só porque tive coragem de lhe dizer o que você é.

Marcela cravou as unhas nas próprias coxas, tentando conter o grito de prazer que subia pela garganta. A pinta sobre o lábio dançava no ritmo da respiração ofegante.

—Por favor… Amo… —implorou, com os olhos claros marejados de lágrimas.

—Por favor o quê? —a mão dele abandonou seu sexo para voltar à argola, puxando para cima até ela precisar se erguer nos joelhos para não se sufocar—. Você quer que eu te pegue como seu marido, sem vontade? Ou como seu amante, com medo do seu corpo de mulher madura? Não. Eu não vou fazer isso.

Ele se levantou e obrigou-a a erguer-se também, embora as pernas dela parecessem gelatina. Girou-a com uma força esmagadora e a inclinou sobre a própria mesa, afastando com o braço os relatórios de contabilidade e o celular. O frio do vidro contra seus seios foi um contraste violento com o calor da mão que agora se pousava em sua bunda, apertando a carne morena com posse total.

—Você vai receber seu merecido por ter brincado de mulher livre —sussurrou em seu ouvido enquanto a outra mão cuidava do cinto—. Cada vez que fechar os olhos em casa, cada vez que aquele inútil lhe tocar sem vontade, você vai sentir o peso desta coleira. Vai lembrar do som do couro e da autoridade da minha voz.

O que veio depois foi uma tomada de território. Não houve sutileza. Marcela sentia cada investida como um selo, uma marca invisível que se gravava em sua pele. As pernas fraquejaram, mas ele a sustentava pela argola, mantendo-a exatamente no lugar em que a queria. Ela soluçava, não de dor, mas de alívio. O alívio de ser, enfim, propriedade de alguém; de ter deixado de ser a mulher que sustenta tudo para se tornar a que é sustentada por um homem superior.

Quando o clímax a atingiu, foi uma maré negra que a deixou sem ar, um espasmo que lhe percorreu o corpo inteiro. Damián a manteve contra o vidro até o último tremor se apagar.

***

Minutos depois, o silêncio voltou ao escritório, mas era um silêncio diferente. Damián ajudou-a a se recompor com uma firmeza surpreendentemente cuidadosa, ajeitou a blusa e limpou o rastro de lágrimas de sua bochecha. Não tirou a coleira.

—Fique com ela —disse, olhando-a nos olhos com uma intensidade que a fez se sentir mais nua do que sem roupa—. Use-a sob lenços ou golas altas. Que seja nosso segredo. E, quando sentir que a mediocridade da sua vida está te sufocando, lembre-se de que em algum lugar há um homem que tem a chave dessa argola.

Foi até a porta e parou antes de sair.

—Escreva para mim hoje à noite. Conte-me como é se sentir minha enquanto janta com seu marido. Se não fizer isso, eu volto. E da próxima vez não haverá mesa entre nós.

Marcela ficou sozinha, apoiada na mesa, com o coração ainda disparado e a mão acariciando o couro preto no pescoço. A umidade da lingerie era o lembrete físico de sua entrega, mas o vazio que sentiu ao vê-lo partir era o que realmente a queimava. Tinha uma necessidade quase biológica de voltar a contatá-lo, de confessar cada um de seus pensamentos impuros, de ser, para sempre, submissa dele.

Sentou-se diante do computador, ignorando as contas pendentes. Abriu o e-mail com os dedos ainda trêmulos e, devagar, começou a escrever.

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