A prova de submissão no hotel
Saí pela porta lateral do conservatório quando ainda havia sol. No bolso interno do paletó, levava um molho de chaves pesado e um envelope com documentos. Não era estranho que me vissem entrar ou sair com pacotes, mas naquela tarde tudo ficou perto demais da minha outra vida, aquela que ninguém na academia conhecia.
A mulher que me esperava junto ao meio-fio chamava-se Renata. Alta, morena, impecável, com um vestido sóbrio e saltos que soavam secos sobre o pavimento. Quando lhe entreguei as chaves do carro, ela sustentou meu olhar por um segundo mais do que o normal.
— Você sempre cumpre o combinado — disse ela com um sorriso baixo.
Dei-lhe as instruções do veículo, fechei o envelope e então senti outro olhar cravado em mim. Ao levantar a vista, vi-a sob o arco da entrada principal. Não era uma desconhecida. Era Samira, uma das minhas alunas adultas do curso avançado, uma mulher reservada e inteligente, daquelas que observam mais do que falam.
Ela carregava a mochila no ombro e mantinha a expressão imóvel, como se tivesse chegado bem a tempo de ver algo que não combinava com a imagem que tinha de mim. Renata foi embora sem pressa, e eu fiquei ali, sentindo o peso da curiosidade de Samira. Quando se aproximou, fez isso com aquela mistura de prudência e decisão que me desarmara desde o primeiro dia.
— Professor Elias... — disse em voz baixa. — Desculpe se estou me metendo onde não fui chamado, mas... está tudo bem?
Tranquilizei-a com uma resposta simples. Disse que apenas entregara umas chaves, um favor de outro trabalho, nada relacionado às aulas. Ela assentiu, embora seu olhar dissesse claramente que não tinha engolido aquilo por completo.
***
Depois daquela tarde, ela começou a aparecer nos piores momentos possíveis. Uma semana, viu-me passar uma sacola de boutique a uma ruiva diante do estacionamento. Em outra, encontrou-me numa cafeteria entregando um telefone a uma loira elegante, que beijou minha bochecha antes de ir embora. Mais adiante foi uma pulseira, depois uma reserva de hotel, depois outro carro.
Sempre mulheres diferentes. Sempre objetos caros. Sempre o mesmo gesto em Samira: observação, silêncio e uma curiosidade cada vez menos inocente. Durante as aulas, continuava atenta ao piano, à técnica, aos exercícios, mas, quando nossos olhares se cruzavam, havia algo novo, uma tensão que já não tinha nada a ver com música.
Ela era adulta, trabalhava de manhã e estudava à tarde, e aquela mistura de disciplina e ansiedade aparecia na maneira como apertava a mandíbula quando queria perguntar alguma coisa e se continha. Eu a vi lutar contra isso durante semanas. Até que, numa tarde de outono, no pequeno jardim lateral do conservatório, ela parou diante de mim e deixou de fingir.
— Vi coisas demais para continuar acreditando que são apenas recados normais — disse. — Carros, joias, roupas, hotéis. O que você realmente faz?
Pedi que se sentasse. Tentei esquivar-me no começo, mas Samira não se moveu. Deu um passo à frente e baixou a voz.
— Não vou julgá-lo. Só quero a verdade.
A verdade saiu sem enfeites. Contei que administrava parte da logística de uma agência particular de acompanhantes de luxo. Que as mulheres que eu encontrava recebiam recompensas, bônus e trabalhos. Que o negócio era sexo, discrição e dinheiro. Que eu não era cliente nem cafetão de esquina, mas a peça que mantinha o mecanismo funcionando sem fazer barulho.
Samira ficou paralisada, mas não recuou.
— E elas ganham tanto quanto parece? — perguntou depois de alguns segundos.
Quando lhe disse valores aproximados, vi-a engolir em seco. Não era apenas tesão. Havia outra coisa por trás: cansaço, necessidade e uma ideia abrindo caminho na cabeça dela. A conversa terminou ali, mas algo se acendera em seus olhos e já não iria se apagar.
***
Passaram-se várias semanas antes que ela dissesse em voz alta o que vinha remoendo. Naquela noite, o prédio estava quase vazio. O eco do último ensaio havia desaparecido, e só restávamos ela e eu no salão principal. Samira apoiou-se no piano, respirou fundo e falou sem rodeios.
— Quero entrar — disse.
Não respondi imediatamente. Pensei ter ouvido errado. Mas não. Seu olhar estava firme, trêmulo apenas nas bordas.
— Tenho dívidas, um aluguel que está me sufocando e um trabalho que mal dá para respirar. Pensei muito. Sei o que essas mulheres fazem. Sei quanto ganham. Quero tentar.
Eu disse que não. Na mesma hora, sem ressalvas. Não porque me considerasse dono dela, mas porque conhecia aquele mundo bem demais. Clientes imbecis demais, promessas demais embrulhadas em luxo, mulheres demais usadas como mercadoria fina. Ela apertou os lábios, suportou o golpe e continuou insistindo durante dias.
Depois da aula, esperava-me no corredor. Mandava-me mensagens. Sentava-se perto demais no jardim. Cada encontro era mais perigoso que o anterior, porque, além da insistência, havia outra coisa: o jeito como me olhava, a maneira lenta como roçava meu braço quando me pedia que a escutasse, o tremor de sua respiração quando se aproximava mais do que devia.
Uma noite, parei de resistir a uma ideia que vinha crescendo em minha cabeça havia algum tempo. Não iria colocá-la na agência em que eu trabalhava. Se entrasse naquele mundo, seria sob as minhas regras. Exclusividade. Seleção rigorosa. Nada de clientes lixo. Tudo combinado. Tudo claro. Tudo sob controle.
Quando lhe expus a ideia, ela ficou imóvel.
— Você faria isso por mim? — perguntou.
— Só se entender o que isso implica — respondi. — Você não vai brincar de fazer isso pela metade.
Expliquei que, antes de qualquer encontro, havia uma condição. Uma prova. Não para humilhá-la sem mais nem menos, mas para saber se estava realmente preparada para obedecer, suportar a pressão e entender o peso do desejo quando se mistura ao comando de outra pessoa. Se fosse trabalhar comigo, primeiro teria de se entregar ao meu controle.
Samira umedeceu os lábios e sustentou meu olhar.
— Eu aceito.
— Pense bem.
— Já pensei. Quero que seja você.
***
Reservei uma suíte num hotel discreto no centro. Também preparei uma sessão privada com fotografias elegantes para mostrar a um primeiro cliente cuidadosamente selecionado, embora aquela noite não fosse para vendê-la. Era para avaliá-la. Para romper a tensão acumulada durante meses. Para descobrir se por trás da curiosidade havia coragem de verdade ou apenas fantasia.
Quando abriu a porta da suíte, vi-a com um robe claro sobre um conjunto de lingerie preta, meias finas e saltos altos. Não eram peças vulgares; faziam parte do ritual. O quarto cheirava a lençóis limpos, perfume suave e ar-condicionado. A cidade brilhava atrás das janelas como se deliberadamente nos desse as costas.
Fechei a porta e deixei a chave sobre o aparador.
— A partir de agora, você vai fazer exatamente o que eu mandar — disse.
Samira engoliu em seco e assentiu.
— Quero ouvir.
— Sim, senhor.
A correção em seu tom, apenas um pouco inseguro, mas obediente, deixou meu pau duro na mesma hora. Aproximei-me devagar, sem tocá-la ainda. Queria que sentisse o peso da espera. Vi-a endireitar-se por puro reflexo, com os ombros tensos sob o robe.
— Tire-o.
Ela fez isso com as mãos um pouco desajeitadas. A seda caiu no chão, e ela ficou diante de mim usando apenas a lingerie, respirando mais depressa, com os mamilos já marcados sob o tecido do sutiã. Não a elogiei. Ela precisava de disciplina, não de consolo.
— Mãos atrás das costas. Você não me toca até eu permitir.
— Sim, senhor.
Contornei sua cintura, caminhando ao redor dela como se inspecionasse uma peça delicada. O calor de seu corpo era perceptível a poucos centímetros. Afastei-lhe o cabelo para o lado e beijei a base de seu pescoço. Ela soltou o ar pela boca, num gemido curto. Mordi de leve sua pele e então a conduzi pelo queixo até o espelho de corpo inteiro.
— Olhe para você.
Coloquei-a de pé diante do reflexo. Uma mulher adulta, linda e nervosa, prestes a cruzar um limite que desejava havia tempo demais. Minha mão subiu por sua garganta sem apertar, apenas marcando presença.
— Você vai aprender a obedecer com o corpo, não apenas com a boca. Se eu disser para abrir as pernas, você abre. Se eu disser para ficar parada, você não se mexe. Se falhar, haverá castigo. Entendeu?
— Entendi, senhor.
— Abra as pernas.
Ela obedeceu. Enfiei a mão entre suas coxas por cima da lingerie e encontrei o tecido molhado. Ela já estava ensopada antes que eu realmente a tocasse. Sorri sem que ela pudesse ver completamente.
— Então era essa a pressa que você tinha.
— Desculpe...
Dei-lhe uma palmada seca na coxa, não brutal, mas suficiente para fazê-la estremecer.
— Não peça desculpas por ficar excitada. Apenas responda quando eu perguntar.
Baixei uma das taças do sutiã e prendi um mamilo entre os dedos. Torci-o de leve e ouvi-a gemer, mais alto dessa vez. Depois ordenei que se ajoelhasse. O salto vacilou por um segundo contra o carpete, mas ela obedeceu. Vê-la de joelhos diante de mim, com as costas retas por puro esforço, acabou de me empurrar para o limite.
— Abra a boca.
Tirei o pau para fora e apoiei-o em seus lábios. Ela os entreabriu imediatamente. Rocei sua língua com a ponta e vi-a fechar os olhos. Prendi-lhe o cabelo numa improvisada rabo de cavalo.
— Olhe para mim enquanto chupa.
Ela começou devagar, desajeitada apenas no início. Deslizou a boca sobre a cabeça, depois desceu um pouco mais, úmida, quente, aprendendo em segundos. Cada vez que tentava impor seu próprio ritmo, eu puxava de leve seu cabelo para lembrá-la de quem mandava. Enfiei-o mais fundo, e ela se engasgou um pouco. Tossiu, os olhos se encheram de lágrimas, mas não se afastou.
— Boa garota. De novo.
Ela voltou a pegá-lo com mais decisão. Dessa vez desceu mais, com a garganta cedendo melhor. Sentir sua boca assim, obediente e desesperada ao mesmo tempo, arrancou-me um grunhido. Cuspi um pouco em sua língua e ordenei que não engolisse ainda. A imagem dela ajoelhada, segurando minha saliva enquanto continuava me chupando, deixou meu pau duro como uma pedra.
Quando a afastei, sua boca estava brilhante e seu peito subia e descia violentamente.
— De pé. Para a cama.
Fiz com que subisse no colchão e ficasse de quatro. Afastei suas meias da parte interna das coxas e puxei a calcinha para o lado. Sua boceta estava inchada e brilhante, aberta para mim antes mesmo que eu a roçasse. Passei dois dedos de cima a baixo, e ela gemeu contra os lençóis.
— Quieta.
Ela tremia, mas ficou onde eu a colocara. Separei seus lábios com os dedos e comecei a lambê-la sem pressa, passando longamente da entrada até o clitóris. O sabor encheu minha boca: quente, salgado, vivo. Chupei aquele ponto duro até que seus quadris tentassem recuar em busca de mais, e segurei sua cintura com força para imobilizá-la.
— Não se mexa.
Afundei a língua mais abaixo, enfiei-a em sua boceta e depois voltei ao clitóris. Em seguida, meus dedos entraram. Um primeiro, dois logo depois, abrindo-a devagar, bombeando dentro dela enquanto eu continuava a lambê-la. Samira começou a gemer meu nome, mas corrigi-a imediatamente.
— Não.
— Senhor...
— Assim.
Fodi-a com os dedos com força e precisão, curvando-os até encontrar o ponto que a fez gemer como se lhe arrancassem o ar. Cada vez que ela se contraía, eu golpeava o clitóris com a língua e sentia sua boceta apertar-se em torno dos meus dedos. Ela estava no limite. Percebi nas coxas, na respiração quebrada, no modo como enterrava o rosto no travesseiro para não gritar.
— Peça permissão.
— Por favor... por favor, deixe-me gozar.
Continuei mais um pouco, o suficiente para deixá-la louca, e então retirei a mão. Ela soltou um gemido frustrado e virou a cabeça, incrédula.
Dei-lhe uma palmada numa nádega, dessa vez mais forte. A carne tremeu sob minha mão.
— Você não vai gozar até eu querer.
Ela ficou imóvel, ofegante, com a boceta molhada escorrendo pela parte interna da coxa. Tirei-lhe a calcinha por completo, fiz com que se levantasse e a beijei. Ela tinha gosto de desejo e de submissão recente. Enquanto mordia seu lábio, desabotoei completamente o cinto e tirei toda a roupa. Ela olhou para meu pau duro e engoliu em seco.
— Ainda quer fazer a prova? — perguntei.
— Sim, senhor.
— Então vire-se e empine as costas.
Coloquei uma mão em sua nuca para dobrá-la para a frente e, com a outra, guiei a cabeça do meu pau entre suas dobras. Ela estava tão molhada que ele deslizou imediatamente. Fiz com que sentisse a pressão várias vezes sem entrar, apenas para ouvi-la implorar em voz baixa. Quando já tremia de impaciência, penetrei-a com uma estocada profunda.
Samira gritou contra o travesseiro. Não de dor pura, mas pelo impacto de me ter inteiro dentro dela. Sua boceta me apertou com uma força brutal, quente, estreita, viva. Fiquei imóvel por alguns segundos para que sentisse a grossura, o peso, a invasão completa.
— É assim que fodem você quando entrega o controle — sussurrei em seu ouvido.
Comecei a me mover devagar, saindo quase por completo e voltando a entrar até o fundo. O som úmido de cada estocada preencheu a suíte. Suas coxas tremiam, e eu segurava seu quadril com uma mão enquanto mantinha sua nuca abaixada com a outra. Queria que sentisse o domínio em cada ponto de contato.
— Diga quem manda.
— O senhor... o senhor manda.
Acelerei. As estocadas ficaram mais duras, mais secas, fazendo seu corpo ricochetear contra o colchão. Seus gemidos se desfizeram em ofegos curtos. Eu gostava demais de como ela me recebia, de como a boceta se fechava sobre meu pau cada vez que eu o tirava e voltava a enterrá-lo. Soltei sua nuca e agarrei seu cabelo para jogar-lhe a cabeça para trás.
— Olhe para mim.
Ela virou o rosto como pôde, com a boca aberta e os olhos úmidos. A imagem terminou de me enlouquecer de tesão. Levei uma mão até suas pernas e esfreguei seu clitóris enquanto continuava a fodê-la com força. Assim que fiz isso, ela desabou.
— Não aguento...
— Você aguenta o que eu mandar.
Mantive-a naquele limite insuportável, penetrando-a num ritmo constante, enfiando meus dedos em sua boca para que os chupasse enquanto eu a cravava até o fundo. Quando senti que estava prestes a se romper, tirei-a de repente e coloquei-a de costas.
Levantei suas pernas até levar os joelhos ao peito e voltei a entrar. Daquele ângulo, a penetração foi ainda mais profunda. Ela soltou um grito rouco e agarrou meus antebraços. Seus peitos balançavam a cada choque. Baixei os olhos e vi meu pau desaparecer uma vez após outra dentro de sua boceta aberta e brilhante.
— Olhe para você — ordenei, apontando para o espelho lateral do quarto.
Ela virou o rosto e viu a si mesma sendo fodida, as pernas abertas, completamente exposta. O rubor subiu até seu peito. Aquele golpe de vergonha e excitação fez com que gozasse quase imediatamente.
— Permissão, senhor... por favor...
Dei mais duas estocadas, lentas e profundas, e assenti.
— Goze.
Ela se desfez inteira. O orgasmo sacudiu seu corpo com espasmos violentos. Apertou meu pau com uma intensidade deliciosa, molhando-me ainda mais. Gemia sem controle, completamente perdida, com os calcanhares cravados em minhas costas e os dedos fechando-se sobre os lençóis. Não a deixei descansar. Continuei fodendo-a enquanto tremia, prolongando aquele clímax até torná-lo quase doloroso.
— Isso. Assim. Quero sentir você gozando no meu pau.
Quando ela se acalmou um pouco, virei-a outra vez, fiz com que se ajoelhasse na beira da cama e separei suas nádegas. Meu dedo foi direto ao seu cu, lubrificado primeiro com sua própria umidade e depois com saliva. Ela estremeceu, mas não se afastou.
— Relaxe.
Fui abrindo-a pouco a pouco com um dedo, depois dois, trabalhando com paciência. Beijava suas costas entre ordens curtas. Queria ver se ela obedeceria também quando o medo real aparecesse. Sua respiração se descompassou, mas ela permaneceu imóvel.
— Boa garota. Diga.
— Sou a sua boa garota.
Aquele simples murmúrio me tornou ainda mais animal. Coloquei a cabeça do pau em seu cu e empurrei muito devagar. A resistência do anel apertado obrigou-me a entrar centímetro por centímetro. Samira reclamou, agarrando o lençol, e fiquei imóvel até sentir que ela relaxava ao meu redor.
— Respire. Isso. Deixe-me entrar.
Voltei a empurrar. Dessa vez, ela cedeu um pouco mais. Quando consegui enfiá-lo quase inteiro, soltei o ar pelo nariz para não gozar ali mesmo. Seu cu estava apertadíssimo, quente, uma pressão diferente, brutal. Comecei com estocadas curtas, lentas e controladas, dando-lhe tempo para se acostumar. Depois de alguns segundos, seus gemidos mudaram. Ainda havia tensão, sim, mas também prazer. Um prazer mais sombrio, mais sujo, mais intenso.
Levei a mão até sua boceta e ordenei que se tocasse.
— Faça-se gozar enquanto fodo seu cu.
Ela obedeceu, tremendo. Esfregou o clitóris com dois dedos enquanto eu a penetrava por trás. O espetáculo era obsceno e perfeito: suas costas arqueadas, o cu recebendo-me, a mão entre as pernas, a boca aberta deixando escapar gemidos cada vez mais altos. Aumentei o ritmo. Não demais, mas o suficiente para que o som da carne batendo se tornasse mais úmido e mais sujo.
— Está gostando?
— Sim... porra, sim...
— Gosta que eu use você assim?
— Sim, senhor.
Tirei-o do cu pouco antes de perder o controle e, sem lhe dar tempo para nada, voltei a enfiá-lo na boceta com uma única estocada. Ela gritou e gozou quase imediatamente pela segunda vez, desfeita, escorrendo ao redor do meu pau. Aproveitei aquela contração selvagem e comecei a fodê-la sem freio, com força e rapidez, até que o som de nossos corpos se misturasse aos seus soluços de prazer.
Agarrei sua cintura com as duas mãos e enterrei-me nela repetidamente até o fundo. Já não havia espaço para pedagogia. Apenas para a fome. Samira estava completamente entregue, repetindo “sim, senhor” entre gemidos, empurrando-se para trás para me receber mais. Sua obediência já não era forçada; era puro desejo transformado em submissão.
— Vou gozar — disse, com a voz quebrada. — Diga onde.
Ela virou o rosto como pôde.
— Dentro... por favor, dentro.
Coloquei o preservativo antes do trecho final e continuei a fodê-la por mais alguns segundos, o suficiente para senti-la novamente no limite. Então gozei numa série de estocadas profundas, grunhindo contra suas costas, esvaziando-me dentro do látex enquanto sua boceta me ordenhava em espasmos. Ela desabou sobre os lençóis, ainda tremendo.
Retirei-me devagar, tirei o preservativo e fui ao banheiro. Quando voltei, ela continuava de bruços, exausta, com o cabelo desarrumado e a lingerie meio tirada. Levei-lhe água. Ela bebeu devagar, ainda sem fôlego. Depois virou-se e ergueu os olhos para mim com uma expressão que já não era apenas curiosidade ou necessidade. Era certeza.
— Agora entendo — sussurrou.
Sentei-me na beira da cama e passei os dedos por sua bochecha. Sua pele estava ardendo.
— Entende o quê?
— Que não era apenas o dinheiro que me arrastava para cá.
Não precisei perguntar mais. Eu sabia. Aquela prova tinha sido sexo, sim, mas também outra coisa: uma porta aberta para uma dinâmica de poder que vinha se formando havia tempo demais entre nós. Observei-a estendida entre os lençóis do hotel, satisfeita, vencida e mais desperta do que nunca.
A prova havia terminado. O verdadeiro problema era que nós dois tínhamos gostado demais.