A viúva que aprendeu a obedecer ao seu novo dono
Ao lado do caixão aberto, enquanto todos fingiam chorar, Mariana só conseguia pensar nas mãos daqueles dois homens e no que fariam com ela naquela mesma noite.
Ao lado do caixão aberto, enquanto todos fingiam chorar, Mariana só conseguia pensar nas mãos daqueles dois homens e no que fariam com ela naquela mesma noite.
Ela sempre foi a forte, a que cuidava de todos. Numa tarde chuvosa, um desconhecido mandou que ela entrasse no carro — e ela obedeceu.
Ele tinha vinte e poucos anos, uma esposa magra nadando lá embaixo e uns olhos famintos que me imploravam sem saber. Naquela tarde, eu lhe ensinei quem manda.
Apertei enviar e algo se quebrou para sempre. Com a coleira no pescoço, eu soube que, ao cruzar a porta do bar, deixaria de ser quem fui.
Começou com uma tanga vermelha e um «coloca isso, amor». Terminou com ela sorrindo da bancada, decidindo pelos dois como seria o resto da minha vida.
Eu disse que naquela noite não saía. Então ele bateu na minha porta com um vestido rosa na mão e aquele sorriso que já sabia de antemão que ia me ganhar.
Tranquei a porta do meu escritório, abri o vídeo do dia e vi minha mulher mordendo os lábios enquanto ele a abraçava por trás na cozinha.
Ninguém no fórum imaginaria que ela o esperava nua e de joelhos, prendendo a respiração, para que ele cruzasse a porta e a lembrasse de quem ela pertencia.
Achei que iria implorar para que ela guardasse o segredo. Não imaginei que, quando ela voltasse à sala, viria com um chicote na mão e botas de salto.
No banheiro me esperava um nécessaire com um bilhete: «vista tudo e ligue». A partir desse instante deixei de decidir sobre o meu próprio corpo.
Passei dois anos imaginando esse dia. Não sabia que um homem de terno, com a idade do meu pai e os olhos cravados em mim, decidiria como seria minha primeira vez.
Saí de casa com a calcinha dobrada no bolso e três frases que eu não escolhi escritas na pele. Cada aula me deixava mais perto do limite, sem permissão para gozar.
Esta manhã, enquanto esperava o café, voltei a me ver de joelhos sobre o piso recém-lustrado, com as pernas dormentes e o olhar baixo, aguardando uma única ordem dele.
Entrei pensando que era o dono de tudo. Marisol, de joelhos e com suas luvas amarelas, já tinha decidido que naquela noite a dona seria ela.
Me arrastaram para a sala de exame por não respeitar as regras. Não sabiam que era exatamente o que eu queria: que alguém finalmente decidisse por mim.
Eu estava havia dias sem saber dela, sonhando com suas ordens. Naquela tarde, atravessei uma porta que não devia e descobri até onde eu estava disposto a ir.
Gozei três vezes sobre o banco do vestiário antes de entender que minha promoção já não dependia dos meus gols, mas de quanto eu aguentava de joelhos.
Ela desceu do carro com a jaqueta entreaberta e eu soube que naquela noite não ia me conter. Ela tinha dito que não devíamos; eu já tinha decidido o contrário.
Há anos ela limpava casas alheias com um sorriso gentil, mas naquela tarde, de joelhos sobre o mármore, descobriu o quanto precisava ser tratada como um objeto.
«Vim ver se minha mulher trabalha bem», disse o homem na minha porta. Uma hora depois eu estava de joelhos na minha própria cozinha, com o avental dele.