O verão que passei treinada como égua
Assim que atravessei a porta ele me mandou me preparar, e eu soube que, por dois meses, deixaria de ser mulher para me tornar sua égua mais obediente.
Assim que atravessei a porta ele me mandou me preparar, e eu soube que, por dois meses, deixaria de ser mulher para me tornar sua égua mais obediente.
Antes de receber o concílio, puxou a coleira, e sua mascote emergiu trêmula debaixo da mesa, com o olhar perdido em pura adoração.
Despertei amarrada, amordaçada e vendada, sem saber onde estava nem quanto tempo havia passado. Só tinha uma certeza: a mulher que eu fui já não existia.
Acreditou que seria o trabalho mais fácil de sua vida: um homem sozinho, indefeso, de costas. Não contava que essas mesmas mãos decidiriam sua ruína.
Ele atravessou muralhas que ninguém vencera para cravar a espada nela. Ela apenas estalou os dedos, e o herói descobriu quem mandava de verdade naquele trono.
Dirigi até uma caverna perdida para me algemar sozinha durante o fim de semana. O que eu não calculei foi que alguém encontraria as chaves antes de mim.
Ele veio à minha sala achando que nenhum jogo de dominação poderia com ele. Dei a ele uma palavra de segurança e avisei que ele imploraria para usá-la.
Ele passava anos se exibindo impune para as corredoras do parque. Na noite em que escolheu a mulher errada, descobriu até onde vai um castigo.
Entrou no bar em busca de companhia barata. Saiu de joelhos num beco, descobrindo que prazer e humilhação podiam ser a mesma coisa.
Ele achou que naquela noite mandaria. Assim que cruzou a porta, as cordas já estavam prontas e os sorrisos delas não tinham nada de inocentes.
Quando a porta voltou a se abrir, Rubén entendeu que a noite anterior tinha sido só o começo do que aquelas mulheres pretendiam fazer com ele.
Passei a noite toda esperando por ela, amarrado à cama daquela casa, sabendo que no domingo ela voltaria para terminar o que tínhamos começado.
A professora passou um dedo por seu decote e sussurrou em seu ouvido que abrisse as pernas. Nerea obedeceu antes de entender que já não havia volta.
Aceitamos as regras sem saber direito a que estávamos nos entregando: uma ilha, vários amos e a promessa de que um não sempre seria um não. O resto o desejo decidia.
Nós lhe demos lingerie vermelha e a promessa de uma noite sem regras. Na mesma madrugada, entre corpos estranhos, minha tímida Camila deixou de pedir permissão.
Quando soou o tiro do Marechal, soube que aquela seria nossa última noite. O que eu não imaginei foi no que a festa se transformaria quando as luzes se apagassem.
Ela confiava cegamente nela, por isso não perguntou para onde iam quando o carro saiu da autoestrada e seguiu rumo à costa com a professora no banco de trás.
Saíram do clube às duas da manhã. Renata não imaginava que a verdadeira atração daquela noite era transmitida numa tela aos pés da cama.
«Normalmente agora você teria de se ajoelhar e esperar em silêncio», ela me disse enquanto ajustava a coleira. Eu não sabia que seria eu a terminar mandando.
Eu já adestrava submissas pela internet havia anos, mas nunca imaginei que por trás da máscara da minha nova escrava estaria o rosto da mulher da casa da frente.