Voltamos ao clube liberal e perdemos o controle
Íamos há meses pelo meio liberal, mas naquela noite, entre a masmorra e o clube, descobri até onde minha mulher era capaz de ir quando se soltava por completo.
Íamos há meses pelo meio liberal, mas naquela noite, entre a masmorra e o clube, descobri até onde minha mulher era capaz de ir quando se soltava por completo.
Naquela noite me ajoelhei enquanto outro homem possuía minha esposa sobre a mesa. Ele se achava o dono; nenhum dos dois suspeitava do que realmente acontecia entre nós.
Quando entrou naquele clube oculto atrás de uma livraria de teologia, Marlene soube que a liberdade do marido seria paga com cada peça de roupa que deixasse cair diante do juiz.
Eu a tinha catalogado como inacessível: a diretora arrogante que travava minha hipoteca. Até vê-la entrar no clube de braço dado com o marido, disposta a tudo.
Eu a adverti entre os dentes, na cozinha, que ela pagaria pela traição. Não imaginei que acabaria ajoelhada no meu quarto, me implorando como nunca implorou a ele.
Achei que era só um jogo de mensagens fora de hora, até que uma tarde ele fechou a porta do meu escritório, apagou a luz e parou de me pedir permissão.
Voltei da cozinha nu, com o pano na mão, e soube que naquela noite não sobraria nada do meu orgulho sobre o mármore preto da sala dele.
Eu sabia que meus pais eram dominantes. O que eu não sabia era até onde estariam dispostos a ir para me dar o presente que pedi naquela manhã.
A água quente correu pelas minhas costas e, pela primeira vez naquele cativeiro, senti as mãos calejadas dele como uma carícia. Não abri os olhos. Eu havia prometido.
A mala de Unai já estava pronta, mas antes de cruzar o oceano ainda restava uma última noite: quatro corpos, duas correias e uma despedida que ninguém esqueceria jamais.
Eu passava um ano procurando alguém disposta a me tomar por completo. O e-mail daquela desconhecida mudou tudo: ela não queria brincar comigo, queria ficar com a minha vida inteira.
Ele foi bater à porta esperando uma avaliação rotineira. Quem abriu foi uma desconhecida de jaleco e um sorriso que prometia problemas, e ele percebeu que naquela tarde não mandaria em nada.
Elas ficaram ao lado do capacho, ainda mornas pelos pés descalços dela. Bastou minha filha se distrair um instante para eu cometer a loucura.
—Hoje à noite você não me serve com as mãos —disse, levantando a saia enquanto eu continuava de joelhos, esperando a única ordem que realmente importava.
Os pés dela na borda da minha poltrona foram só o começo. Naquela noite, descobri até onde eu estava disposto a ir para agradá-la.
Sou uma patrícia acostumada a comprar tudo o que desejo. Naquela tarde, descobri que há homens a quem não se dá ordens: obedece-se.
Ela disse ao avô que já ia embora, mas nem saiu do prédio: Sonia a esperava no fim do corredor com cinco velhos sem banho e uma promessa que a fazia tremer.
Eu passava anos roubando as sandálias dela para me esconder com elas. Na tarde em que me descobriu na escada, ela soube exatamente como usar meu segredo.
As reclamações dos vizinhos não a assustavam; a incendiavam. Naquele elevador, cheirava a cerveja e a homem sujo, e ela já estava de joelhos antes de chegar ao último andar.
Bastou que ela me encontrasse de joelhos ao lado da cama para que a amizade se rompesse e começasse outra coisa: obedecer a cada um dos seus caprichos sem reclamar.