Aprendi a obedecer aos pés de Lorena
Na primeira vez em que ela me mandou pintar as unhas dos pés, minhas mãos tremiam. Não de medo: de vontade de obedecê-la.
Na primeira vez em que ela me mandou pintar as unhas dos pés, minhas mãos tremiam. Não de medo: de vontade de obedecê-la.
Eu guardava esse segredo havia anos. Bastou uma garrafa de vodca e uma velha havaiana branca para ela assumir o controle e me pôr de joelhos.
Quando ela me agarrou pelo braço na saída, entendi que não procurava um pedido de desculpas. Procurava um escravo, e eu já estava de joelhos antes mesmo de ela pedir.
Eu disse para ela trazer os modelitos mais exagerados que tivesse. Queria passeá-la pela cidade e, ao voltar ao hotel, me perder entre seus pés por horas.
Bastou que ela olhasse meus pés nus sobre os azulejos frios para entender, antes de mim, em que tipo de homem eu podia me tornar se ela ordenasse.
Desci ao banheiro com uma urgência simples e a encontrei lá, ensaboada e sorrindo, já sabendo a ordem que eu estava prestes a dar.
Cada vez que a irmã dela se virava, ela tirava as sandálias e deixava os pés à mostra, sabendo o que fazia comigo e curtindo cada segundo da minha tortura.
Ela tirou o sapato dentro do carro, deslizou o pé até minha virilha e sussurrou: “Sua primeira vez vai ser me obedecendo? Melhor para nós dois”.
Acordei amarrado no banco de couro, nu e amordaçado, e entendi que a sessão não era para me curar: era para elas se divertirem comigo.
À uma da madrugada, ela tirou os saltos para provocar, como sempre. Não sabia que naquela noite alguém transformaria seu capricho em ordem.
Llevaba semanas admirando sus pies desde la última fila. El día que se quitó las sandalias y me clavó la mirada, supe que ya no había vuelta atrás.
Ela chegou do treino ainda com o uniforme, me olhou de cima e eu entendi que aquela tarde mudaria tudo entre nós para sempre.
Levei três meses para chegar ao sofá de Mariana, tirar suas sapatilhas devagar e descobrir se ela realmente se importava com eu não conseguir parar de olhar seus pés.
Eu disse que gostava dos pés dela e ela riu. Não imaginava que, naquela tarde, enquanto cuidava das sobrinhas, eu estaria de joelhos diante da cama dela com os tênis nas mãos.
Aprendi a contar as horas até ela dormir. Só então, na escuridão do beliche, as sandálias eram minhas e ninguém podia ver o que eu fazia com elas.
Cheguei à casa dela por causa de um trabalho da escola e a encontrei de havaianas. A partir daí, nunca mais consegui olhar nos olhos dela sem pensar nos pés.
Passei anos fingindo que não olhava os pés dela. Numa noite, descalça na cama, ela me mandou ajoelhar e eu soube que não havia mais volta.
Virei as costas para a câmera, movi os quadris devagar e esperei. Eu só queria que um estranho me dissesse o que fazer com o meu próprio corpo.
Nos fins de semana, eu não vou ao cinema pelo filme. Vou me sentar lá atrás, esperando que pés desconhecidos se apoiem em mim e decidam quanto eu aguento.
Era meia-noite em ponto quando atravessei o pátio descalço. As havaianas rosas dela ainda estavam ali, mornas, com a marca de cada dedo esperando por mim na escuridão.