A vingança do jornalista contra suas torturadoras
Acordei amarrado num porão, nu e à mercê da mulher que eu investigava. Não sabia que, em poucas horas, seria eu quem seguraria o chicote.
Acordei amarrado num porão, nu e à mercê da mulher que eu investigava. Não sabia que, em poucas horas, seria eu quem seguraria o chicote.
Quando Elena abriu as portas, o cheiro de carne queimada veio antes da imagem. Dois corpos quebrados, um trabalho sujo e uma guarda disposta a impedi-lo.
Acordei algemado ao teto de uma sala cheia de chicotes e argolas. Duas mulheres queriam me dobrar. Ninguém avisou que eu aprendia rápido.
Rodrigo engatinhava atrás dos saltos dela pelos corredores do castelo, nu e com o colar apertando sua garganta. Aquele era o café da manhã da rainha.
Eu estava amarrada à mesa quando ele se ajoelhou na minha frente. Não era a primeira vez que eu pedia algo assim, mas três homens era outro nível.
Entrei no quarto dela com uma bandeja e ela me olhou da cama, quase sem roupa, e perguntou: —Você gosta do que vê? Algo em mim despertou sem aviso.
A saia xadrez, as meias altas, a maquiagem borrada. Naquela tarde sozinha em casa, me tornei quem mais queria ser, e meu corpo me surpreendeu de um jeito que eu não esperava.
Rodrigo pendia do Pilar à beira do colapso. Valeria não podia desafiar a Rainha, mas também não ia deixar um homem saudável morrer por negligência.
Acordei com as mãos amarradas em um quarto escuro. Não me lembrava de como havia chegado ali. Mas sabia que estava investigando as pessoas erradas.
Rodrigo pendia do poste dos condenados quando Catalina cruzou o umbral. A guarda Nora já tinha a mão na adaga. Havia regras que ninguém quebrava naquele castelo.
Me prometeram uma transformação. O que encontrei foi um inferno de submissão, castigo e humilhação onde meu corpo deixou de ser meu.
Apresentaram-na à casa como a mais uma, mas quando a porta do quarto do Amo se fechou atrás dela, Elena soube que nada a havia preparado para aquilo.
Quando desliguei o telefone, minhas mãos tremiam. Uma clínica de disciplina extrema. Um ano presa, sem saída. E eu tinha dito sim.
Há anos eu era a fera na cama. Os homens me temiam ou me agradavam. Ninguém tinha me amarrado. Ninguém até eu dar meu e-mail àquele desconhecido do chat.
Eu sabia que haveria consequências por chegar tarde. O que eu não sabia era que Marcos tinha planejado algo muito pior do que um castigo.
Suspenso pelas pontas dos pés com o pescoço mordido por dentes de metal, o cativo esperava a morte quando a sanadora encontrou a brecha entre a ordem e a piedade.
De manhã, eu era a esposa invisível de sempre. À noite, escrevia o que não ousava pedir. Até que alguém leu e decidiu me dar tudo isso.
Cheguei ao complexo em busca de um corpo que obedecesse sem perguntar. O que encontrei naquela tarde superou tudo o que eu tinha imaginado.
Mateo me tinha falado daquela fazenda semanas antes, mas nenhuma palavra dele poderia me preparar para o que Rodrigo e Esteban fariam comigo ao atravessar o portão.
Ela negociou os termos por mensagens de voz. Ao cruzar a porta da casa, soube que a negociação havia acabado para sempre.