A regra que meu marido não mudou na nossa lua de mel
Damián e eu escolhemos os Dolomitas para a nossa lua de mel porque queríamos algo que não fosse a típica praia com coquetéis e multidões. Procurávamos aventura e silêncio em igual medida, e aquele vilarejo perdido entre montanhas nevadas nos deu tudo: uma cabana de madeira com lareira, neve até as janelas e a sensação de estar no fim do mundo. Eu passara meses imaginando essa viagem. O que eu não imaginava era o quanto iria aprender nela.
No primeiro dia começamos as aulas de esqui. Nenhum de nós tinha pisado numa pista antes, então passamos a manhã entre risadas e tombos. Eu caía a cada três metros, acabava com neve dentro da gola e me erguia de novo com o rosto vermelho. Damián, por outro lado, aprendia com aquela calma metódica dele, medindo cada movimento, dominando as pistas fáceis antes do meio-dia. Vê-lo concentrado, sereno, controlando a descida como controlava todo o resto, me deixava de um jeito que eu não sabia explicar: meu cuzinho ficava úmido dentro do macacão de esqui só de olhar para ele.
O instrutor era um rapaz jovem e simpático que logo reparou em mim. Não digo por vaidade: eu notava isso em como ele se aproximava para corrigir minha postura, em como segurava minha cintura por mais tempo do que o necessário, em como a mão dele descia uma vez para roçar minha bunda por cima da calça. Damián também notava. Não dizia nada, mas se mantinha por perto, atento, com aquele olhar tranquilo que eu aprendera a ler. Cada vez que o instrutor me tocava, meu marido observava de soslaio, sem dizer uma palavra, e eu sentia o peso daquele olhar mais do que o frio.
As tardes eram nossas. Descíamos ao vilarejo, passeávamos pelas ruas cobertas de guirlandas acesas e jantávamos em algum daqueles restaurantes minúsculos onde servem fondue e vinho quente temperado. Falávamos do futuro, da casa que queríamos, dos filhos que talvez tivéssemos. Damián pegava minha mão por cima da mesa e eu me sentia a mulher mais afortunada do mundo.
De volta à cabana, as noites se tornavam outra coisa. Assim que fechávamos a porta, a roupa começava a cair no chão. Na primeira noite mal tive tempo de tirar as botas: Damián me empurrou contra a parede de madeira, abriu minha blusa de um puxão e chupou meus mamilos até deixá-los duros e avermelhados, mordendo-os com a força exata para que me escapasse um gemido longo. Com uma mão ele ergueu minha saia e com a outra arrancou minha calcinha num puxão seco. Enfiou dois dedos no meu cuzinho encharcado sem aviso prévio e os afundou até a junta, movendo-os com lentidão, procurando aquele ponto que me fazia apertar as pernas e morder o ombro dele.
—Você está escorrendo, Noelia —sussurrou no meu ouvido—. O dia inteiro pensando nisso, né?
—Sim, amor —ofeguei—, o dia inteiro.
Ele me levou ao tapete diante da lareira, me deitou de costas e abriu minhas pernas bem escancaradas. Ajoelhou-se entre elas e me olhou por um segundo antes de baixar a boca ao meu cuzinho. Começou com lambidas lentas, longas, subindo da entrada até o clitóris, saboreando-me como se tivesse todo o tempo do mundo. Depois enfiou a língua dentro, a retirou, e começou a sugar meu clitóris com sucções firmes que me fizeram arquear as costas contra o tapete. Eu agarrava a cabeça dele com as duas mãos, enterrava os dedos no cabelo e pedia mais sem pudor.
—Continua, Damián, não para, porra, não para.
Quando estava prestes a gozar, ele se afastou. Pôs-se de joelhos, baixou a calça e me mostrou o pau duro, grosso, pulsando na mão. Aproximou-o do meu rosto e eu abri a boca sem que fosse preciso pedir. Chupei-o devagar primeiro, saboreando a ponta, passando a língua no freio, e depois comecei a engoli-lo até o fundo, até a ponta bater na minha garganta e os meus olhos se encherem de lágrimas. Ele segurava meu cabelo num rabo de cavalo improvisado e empurrava o quadril para foder minha boca num ritmo suave que foi aumentando até me fazer engasgar.
—Boa garota, assim, engole tudo —rosnava—. Olha como seu marido fica com essa boquinha.
Quando eu já não aguentava mais, ele me deitou outra vez, colocou minhas pernas sobre os ombros e me meteu o pau numa única estocada. Eu gritei contra o ombro que tapava minha boca. Ele me fodia assim, dobrada quase ao meio, com aquela mistura dele de carinho e exigência que me desmontava: às vezes devagar, até o fundo, olhando nos meus olhos; outras em golpes secos que faziam meus seios quicarem e minhas unhas se cravarem nas costas dele. Me virou, me pôs de quatro diante do fogo e me pegou por trás, com uma mão na nuca me esmagando o rosto contra o tapete e a outra na cintura, puxando-me para trás a cada investida. Ele me fodia tão forte que se ouvia o barulho úmido do meu cuzinho e o choque dos ovos dele contra mim.
—Goza para mim, Noelia, goza no meu pau —ordenou.
E eu gozei. Com um grito abafado, apertando o pau dentro de mim, tremendo por inteira. Ele aguentou um pouco mais, até cravar os dedos em meus quadris, tirar-o de dentro de mim e abrir minha bunda com as duas mãos para gozar por cima, jatos grossos e quentes que caíram na minha fenda e na lombar. Fiquei ofegante contra o tapete, com as pernas abertas, sentindo o sêmen dele escorrer em direção ao meu cuzinho.
Depois dormíamos pele com pele, sem nada de roupa entre nós dois. Essa era a regra dele desde o início da nossa relação, e eu adorava: nada de tecidos, nada de barreiras, só o calor do corpo dele contra o meu, e o pau mole apoiado contra minha coxa como lembrança.
***
No terceiro dia tudo mudou. O aquecimento da cabana pifou à tarde e, quando a noite chegou, o frio já tinha entrado pelas paredes como um intruso. Damián, prático como sempre, vestiu uma calça de algodão e uma camiseta para dormir. Eu, aliviada, tirei do armário um pijama grosso de flanela e me preparei para entrar na cama com ele.
—Noelia, você sabe que isso não é permitido —disse, e sua voz tinha aquela firmeza serena que não admitia discussão.
Olhei para ele sem entender.
—Damián, está um frio horrível. Você não pode esperar que eu durma nua com essa temperatura. Você está de roupa!
Ele cruzou os braços e me observou em silêncio por alguns segundos antes de responder.
—É diferente. Eu estabeleço as regras, e esta não muda. O importante é justamente isso: manter a obediência quando é incômodo, não só quando é fácil.
—Mas isso é absurdo —protestei, abraçando o próprio corpo—. Não vou passar frio por capricho.
Ele não se abalou. Apontou para o chão de madeira, bem em frente à cama.
—De joelhos. Vamos esclarecer isso agora.
Hesitei. Ele estava com o cenho franzido e a mandíbula tensa, e por um momento pensei em bater o pé. Mas eu conhecia Damián, sabia que ele não iria ceder, e no fundo havia uma parte de mim que não queria que ele cedesse. Ajoelhei-me devagar sobre a madeira gelada, ainda com o pijama, envolvendo o torso com os braços.
—Quero que você entenda uma coisa —disse, inclinando-se um pouco na minha direção—. As regras que temos não são para os dias confortáveis. A obediência nos momentos difíceis é o que sustenta todo o resto. O que realmente nos une.
Engoli em seco. Apesar do frio, apesar da raiva, havia algo no tom dele que me amolecia.
—Me desculpa. Você tem razão.
—Bom. Agora tire o pijama.
Abri os olhos de supetão. Mas, depois de um instante de vacilação, obedeci. Tirei a flanela peça por peça, até ficar só de lingerie, com as bochechas ardendo de frio e de vergonha ao mesmo tempo. O ar gelado envolveu minha pele nua e eu comecei a tremer sem conseguir evitar.
—A calcinha e o sutiã também —acrescentou sem elevar a voz—. Tudo fora.
Soluquei o sutiã e o deixei cair no chão. Meus mamilos ficaram duros na hora, mais pelo ar gelado do que por qualquer outra coisa, embora não totalmente. Baixei a calcinha até os joelhos e depois até os tornozelos, e fiquei completamente nua, ajoelhada diante dele, com as mãos apoiadas nas coxas e o olhar baixo.
—Você vai ficar assim por alguns minutos, para pensar —disse, me olhando com uma calma que arrepiava mais do que o frio—. Para se lembrar de que as regras são cumpridas mesmo quando custam. Abra as pernas. Um pouco mais. Quero ver seu cuzinho enquanto você pensa.
Obedeci. Afastei os joelhos até sentir o ar frio entrando entre as coxas, até a vulva. Os minutos seguintes pareceram eternos. Cada segundo de joelhos naquela madeira era uma mistura estranha de incômodo e de algo mais profundo, algo que eu não queria admitir. Meu corpo todo tremia, minha pele se arrepiava, meus mamilos doíam de tão duros que estavam, e, ainda assim, eu sentia meu cuzinho ficando úmido por dentro, a humilhação gelada se misturando a uma excitação turva que subia pela barriga. Não disse uma palavra. Deixei o castigo seguir seu curso porque sabia que era o que ele esperava de mim, e porque obedecê-lo, mesmo assim, me enchia de uma calma estranha.
Passados uns dez minutos, Damián se levantou e se aproximou. Passou o dorso dos dedos pela minha bochecha, depois por um mamilo gelado e, por fim, desceu a mão entre minhas coxas abertas. Tocou meu cuzinho com dois dedos e sorriu ao constatar que eu estava molhada.
—Olha o que acontece com você quando se comporta bem —murmurou—. Vem para a cama.
Estendeu a mão e me ajudou a ficar de pé. Quando entrei debaixo das cobertas, estava congelada, tremendo dos pés à cabeça. Ele me abraçou imediatamente, esfregando minhas costas e meus braços para devolver o calor aos poucos. Depois desceu a mão e enfiou dois dedos no meu cuzinho, sem deixar de me olhar.
—Entende por que é importante manter a obediência? —perguntou, procurando meus olhos e movendo os dedos dentro de mim com uma lentidão que me fazia apertar as coxas.
—Sim, Damián. Sinto muito. Prometo que não vai acontecer de novo —respondi baixinho, me sentindo pequena e, ao mesmo tempo, estranhamente protegida.
—Bom. E para evitar mal-entendidos como este, a partir de agora, se você não concordar com algo, vai me pedir permissão antes de dar sua opinião. Só quando eu autorizar você poderá dizer o que pensa. Entendeu?
—Entendi —sussurrei.
Ele tirou os dedos, brilhando com meus fluidos, e passou-os pelos meus lábios antes de metê-los na minha boca. Chupei-os sem desviar o olhar do dele.
—Boa garota.
Ele se virou e adormeceu quase de imediato, me deixando com o cuzinho latejando e sem permissão para me tocar.
***
O frio continuava se infiltrando pela cabana quando, já de madrugada, Damián se mexeu ao meu lado, meio dormindo. Eu tinha me encolhido contra ele e começava finalmente a esquentar.
—Noelia —murmurou, roçando meu ombro.
Levantei o olhar, sonolenta.
—O que foi?
—Preciso que você me ajude —disse, com a voz rouca de sono—. Minha bexiga está cheia e eu não quero levantar com esse frio.
Levei um segundo para entender o que ele me pedia. Lembrei do acordo daquela mesma noite e, em vez de protestar, pedi permissão para expressar minha dúvida. Damián, reforçando justamente a lição que acabava de me ensinar, disse com calma que não era hora de discutir, e sim de confiar nele por completo.
Não insisti. Dei a ele um pequeno sorriso na penumbra e escorreguei debaixo das cobertas, procurando-o com a boca. Baixei a calça dele até as coxas e encontrei seu pau mole, morno, que agarrei com a mão antes de enfiá-lo inteiro na boca.
Quando o tomei entre os lábios, ele relaxou só um pouco e deixou escapar um primeiro jato morno que encheu minha língua.
—Bebe.
Engoli sem soltá-lo, e ele voltou a relaxar para deixar sair um pouco mais. O gosto era amargo, ácido, desagradável no começo, mas vinha quente e, de algum modo absurdo, me confortava o estômago no meio daquele quarto gelado. Enquanto recebia aquilo, sentia uma mistura de coisas que não sabia organizar: pudor, uma ponta de nojo e, ao mesmo tempo, a satisfação boba e profunda de ser útil ao homem que eu amava. E, para minha surpresa, meu cuzinho reagiu: eu sentia ele voltando a ficar molhado debaixo das cobertas.
Assim, aos poucos, em pequenos goles, com cuidado, bebi tudo o que ele tinha sem deixar escapar uma única gota nem uma única reclamação. Quando terminou, Damián ergueu um pouco a manta e me olhou com um sorriso cansado.
—Sabia que podia contar com você.
Eu, ainda corada, com o gosto amargo na boca, comecei a subir em direção ao pescoço dele.
—Sempre, amor. Agora durma tranquilo.
Mas ele segurou de leve minha nuca e me manteve ali por mais um tempo. Não foi preciso mais nada: o pau dele, que continuava dentro da minha boca, começou a engrossar contra minha língua, a pulsar, a se esticar. Eu o envolvi com os lábios e comecei a chupá-lo devagar, lambendo todo o comprimento, sugando a ponta, apertando os ovos com a mão livre. Ele suspirava na escuridão, com uma mão no meu cabelo marcando o ritmo. Tirei-o por um instante para lambê-lo da base ao glande, saborear aquele resto misturado de sal e amargor, e voltei a engoli-lo até o fundo, até umas leves ânsias que não deixei que ele ouvisse.
—Assim, do jeito que você gosta, me chupando todinha —murmurou—. Boa esposa.
O pau dele ficou duríssimo, inchou dentro da minha boca até preenchê-la por completo. Acelerei o ritmo, subindo e descendo a cabeça, chupando com força, até sentir o corpo dele se retesar inteiro. Ele gozou com um estremecimento longo, jato atrás de jato de sêmen quente e espesso que encheu minha língua, minha garganta, e que fui engolindo sem deixar escapar uma gota, igual ao que eu tinha feito antes com o resto. Continuei chupando-o até a última contração, até ele finalmente ficar quieto. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele já havia se entregado ao sono, com a respiração lenta e um suspiro de alívio, sem tempo nem de me agradecer.
***
O ar parecia ainda mais gelado quando saí da cama. Sentia o gosto ácido e salgado misturado na boca e sabia que precisava escovar os dentes e enxaguar bem para que nenhum cheiro o incomodasse depois. Com uma mistura de resignação e determinação, fui ao banheiro, tremendo a cada passo sobre o chão de madeira, com o cuzinho ainda úmido entre as coxas e sem permissão para fazer nada a respeito.
O banheiro estava ainda mais frio. Escovei os dentes às pressas, me arrepiando cada vez que o ar roçava minha pele nua, os mamilos tão duros que doíam, e, quando terminei, voltei correndo para o refúgio das cobertas. Mas, ao me enfiar debaixo delas, meus movimentos despertaram Damián, que estava dormindo havia apenas alguns minutos.
—Você é muito chata, Noelia —disse com a voz rouca, tentando se acomodar de novo.
Encolhi-me, envergonhada por tê-lo acordado.
—Desculpa, estava frio e eu não queria que depois o cheiro ruim te incomodasse... —comecei a me justificar, ainda tremendo.
Ele abriu os olhos por completo e me olhou sério.
—Noelia, quando eu te repreendo não quero explicações nem justificativas. Só um pedido de desculpas. Nada mais.
As palavras dele me fizeram calar. Baixei o olhar, sentindo o peso da lição, e assenti com humildade.
—Você tem razão. Desculpa. Não vou mais me justificar.
Damián percebeu que eu falava sério. Suspirou e me puxou para junto dele, me envolvendo nos braços até que o calor do corpo dele começasse a desfazer o meu congelado. Baixou a mão até meu cuzinho, tocou-me devagar e percebeu que eu ainda estava encharcada. Sorriu contra meu cabelo.
—Olha como você ainda está molhada. Pode gozar, mas em silêncio.
Ele enfiou três dedos e começou a movê-los para dentro e para fora, com o polegar apertando meu clitóris em círculos lentos. Afundei o rosto no peito dele para não gemer, mordendo o lábio, apertando o quadril contra a mão dele. Ele me fodia com os dedos, procurando meu ponto lá dentro, até eu sentir a corrente subir das coxas. Gozei contra a palma dele num tremor mudo, apertando os dedos com o cuzinho, molhando a mão inteira. Ele os tirou devagar, passou-os pelos meus lábios para que eu lambesse os meus próprios fluidos, e me apertou contra si.
—Boa garota. Agora tenta dormir.
O ritmo pausado da respiração dele foi me arrastando aos poucos. Enquanto sentia o frio se dissolver contra o peito dele, prometi a mim mesma ser mais humilde. Embora o castigo tivesse sido duro, eu compreendia algo que não saberia explicar com palavras: que nossa relação se tornava mais forte justamente nesses momentos, nos desconfortáveis, nos que testavam o quanto eu estava disposta a entregar.
***
O resto da viagem transcorreu em calma. Consertaram o aquecimento no dia seguinte e voltamos às pistas e aos passeios pelo vilarejo. Cada dia se enchia de risadas e de histórias que sabíamos que lembraríamos para sempre. No último dia, enquanto fazíamos as malas, eu não parava de espirrar entre gargalhadas.
—Parece que o frio deixou uma lembrança —comentou Damián, me abraçando por trás.
—Pode ser. Mas valeu a pena —respondi, e falava sério.
Ele beijou minha testa.
—Você aprendeu muito nessa viagem. E isso faz com que tudo tenha valido a pena.
Assenti, sentindo que algo entre nós tinha se assentado para sempre. Nossa lua de mel nos Dolomitas ficaria gravada na minha memória como o que foi: o lugar onde entendi, de uma vez por todas, o que significava pertencer a ele. E, contra todas as expectativas, me deixou um gosto muito bom na boca.