Pular para o conteúdo
Relatos Ardientes

Deitei com o namorado da minha tia para me vingar dela

4.2(10)

Meu nome é Carolina e o que vou contar é algo que ainda me custa acreditar que fiz. Não sou o tipo de garota que procura confusão, mas às vezes os problemas encontram você, e, quando isso acontece, você descobre coisas sobre si mesma que jamais teria imaginado.

Tudo começou num domingo em que fomos visitar minha tia Graciela. Meus pais não a viam desde que ela se separou do irmão do meu pai, então era uma daquelas reuniões de família cheias de abraços demorados e perguntas incômodas. Eu me dava bem com meus primos e passamos a tarde toda nos divertindo, jogando cartas e lembrando as férias da infância.

Meu pai disse que voltaria para nos buscar, mas se atrasou. Já era noite quando apareceu o novo namorado da minha tia. Ele se chamava Damián. Ela o apresentou com certa vergonha, quase se desculpando por ter refeito a vida. A mim isso não importava; o que notei de imediato foi que ele era bem mais jovem do que ela. Devia ter uns vinte e oito, talvez trinta. Moreno, com os braços definidos e um sorriso que ele usava demais.

— Estão muito gostosas as sobrinhas — disse ao nos cumprimentar, me olhando por um segundo a mais do que o necessário.

Eu sorri por educação e continuamos conversando sobre bobagens. Em algum momento me levantei para ir ao banheiro. A casa tinha dois: um embaixo, perto da escada, e outro em cima, entre os quartos. O de baixo estava ocupado, então subi. Ao sair, passei em frente ao quarto principal e vi Damián sem camisa, procurando alguma coisa numa gaveta. Tinha as costas largas e uma tatuagem na lateral que descia até o quadril.

Eu não queria olhar para ele, mas foi impossível desviar os olhos. Ele ergueu a cabeça, me pegou ali parada e apenas sorriu. Não disse nada. Não precisava.

Desci com o coração acelerado e me sentei como se nada tivesse acontecido. Minha tia, minha mãe e minha prima saíram para comprar pão na esquina. Eu fiquei com meu primo e com Damián. Antes de voltarem, meu primo pediu meu número. Damián estava ao lado e o anotou também no celular dele, com naturalidade, como quem salva o contato de qualquer pessoa.

Meus pais chegaram, fomos embora para casa e eu esqueci o assunto.

***

Até que, três dias depois, postei uma história nas minhas redes e recebi uma mensagem de um número desconhecido. Ignorei. Ele insistiu. Na quarta mensagem, respondi perguntando quem era.

— Sou Damián, o namorado da sua tia.

Fiquei olhando para a tela sem saber o que responder. Não acreditei até ele descrever exatamente o que eu estava vestindo naquele domingo: a saia verde, as sandálias brancas, o cabelo preso num coque frouxo.

Agradeci o elogio e pensei que aquilo terminaria ali. Mas então ele me perguntou uma coisa que me deixou gelada: se era verdade o que minha tia e minha prima diziam sobre mim. Segundo ele, falavam pelas minhas costas. Diziam que eu era uma puta, que saía com meio mundo, que não tinha vergonha.

Doeu. Nada disso era verdade. Eu era discreta com a minha vida e não entendia de onde tiravam aquelas histórias. Senti raiva, e foi por essa raiva que Damián entrou.

— Que decepção — ele me escreveu. — Eu queria saber mais sobre você.

— O que você queria saber? — respondi, ainda irritada.

A conversa começou inocente, mas em algum ponto virou. Foi gradual, como quando se aumenta o volume da música sem perceber e, de repente, você sente tudo pulsando no peito. Ele me perguntou do que eu gostava, o que me excitava, se eu tinha vivido experiências que não podia contar a ninguém. Eu entrei no jogo. Cada resposta dele me deixava mais molhada.

Eu perguntei se ele tinha uma boa vida sexual com minha tia. Ele confessou que quase não se viam a sós porque meus primos não a deixavam sair. Havia frustração nas palavras dele, e eu a reconheci porque também sentia isso.

— Nesse domingo em que te vi, seu corpo ficou marcado na minha cabeça — ele me escreveu. — Não consegui parar de pensar em você.

Nessa noite, deitada na minha cama, enfiei a mão por baixo da calcinha e me toquei imaginando que eram os dedos dele. Gozei rápido, quase com culpa, e depois fiquei olhando para o teto, com a respiração ofegante e o celular ainda quente sobre o travesseiro.

***

As mensagens continuaram durante a semana toda. Cada dia mais explícitas, cada noite mais longas. Ele me dizia o que faria comigo se pudesse me ter. Eu descrevia como me tocava enquanto lia. Era um jogo perigoso, e nós dois sabíamos disso.

Na sexta-feira, ele propôs que nos víssemos no sábado. Eu disse que ia pensar, mas a verdade é que já tinha decidido. Não era só desejo; era também uma espécie de vingança silenciosa contra minha tia e sua língua venenosa. Se ela ia me chamar de puta sem motivo, pelo menos eu lhe daria um.

No sábado, me arrependi três vezes antes do meio-dia. Eu tinha dado meu endereço a ele e não sabia como cancelar sem parecer covarde. Ele me escreveu dizendo que chegaria mais tarde do que o planejado, e eu já estava procurando desculpas para não sair de casa quando meus pais disseram que iam visitar uns amigos.

A casa vazia. A tarde inteira.

Enviei mensagem para ele: se quisesse, podia passar na minha casa direto.

Ele aceitou na hora.

Fui tomar banho e a tesão subiu com o vapor. Me depilei com cuidado, passei as mãos por todo o corpo, senti a pele escorregadia e sensível. Não me toquei. Queria guardar tudo para ele.

Escolhi a roupa devagar, como quem prepara um cenário. Uma calcinha fio dental rosa, pequena, que ficava marcada entre os lábios. Uma minissaia curta sem meia. Uma blusa branca justa que deixava o umbigo de fora. Saltos pretos. Olhei-me no espelho e me senti poderosa, desejada, pronta.

Antes de descer, tirei o sutiã. Por baixo do tecido branco, meus mamilos duros se desenhavam. A campainha tocou e meu coração bateu na garganta.

***

Abri a porta e lá estava Damián, com uma camiseta preta que marcava os braços e aquele sorriso que eu já conhecia de cor. Disse para ele entrar. Mal fechei a porta e senti as mãos dele entrando por baixo da minha saia, apertando minha bunda com urgência.

— Você está incrível — ele me disse ao ouvido. — Está com um cheiro delicioso.

Virei-me, segurei sua nuca e o beijei. Foi um beijo longo, úmido, daqueles que já não são prelúdio, mas declaração de intenções. Fomos nos movendo até a sala sem nos separar, esbarrando na mesinha, derrubando uma almofada no chão.

Já sentados no sofá, percebi que ele olhava meus seios. Meus mamilos marcavam o tecido como se pedissem atenção. Ele deslizou as mãos por baixo da minha blusa e os apertou com firmeza, massageando, beliscando de leve enquanto me beijava o pescoço. Fechei os olhos e senti o corpo todo vibrar.

— Você está muito gostosa — ele sussurrou. — Você não sabe o quanto eu te desejava.

Ele abriu minhas pernas com decisão e enfiou os dedos por baixo da minha calcinha. Eu estava encharcada. Enfiou dois dedos dentro de mim enquanto me beijava o pescoço, e eu gemi no ouvido dele sem conseguir me conter. Sentir aquilo, na minha própria sala, com a porta recém-fechada e o risco pulsando em cada canto, deixava tudo mais intenso.

Não aguentei mais. Fiz ele ficar de pé à minha frente, desabotoei sua calça e puxei a cueca boxer de uma vez. O pau dele saiu duro, grosso, com as veias salientes. Levei-o à boca sem pensar. Passei a língua da base à ponta, chupei devagar, depois mais fundo. Ele segurava meu cabelo e dizia que eu fazia muito bem, que eu tinha uma boca incrível.

Desci até os testículos dele, lambi, os coloquei na boca com cuidado enquanto o masturbava com a mão. Depois voltei a engoli-lo até o fundo da garganta. Cada gemido dele me excitava ainda mais. Eu estava me tocando com a outra mão, precisava sentir alguma coisa dentro de mim.

***

Damián me afastou com delicadeza, me deitou no sofá e abriu minhas pernas. Ajoelhou-se à minha frente e começou a me lamber. Sua língua era lenta, precisa, levava o tempo que fosse necessário em cada dobra. Sugou meu clitóris com os lábios e colocou um dedo, depois dois, movendo-os em círculos enquanto a boca não parava. Eu me arqueava, me agarrava ao encosto, empurrava o quadril contra o rosto dele.

— Agora me enfia — pedi com a voz quebrada. — Não aguento mais.

Ele se levantou, se ajeitou entre minhas pernas e empurrou. Senti como ele me abria, a grossura me esticando, uma dor breve que se desfez em prazer quando ele começou a se mover devagar. Deixou o pau dentro de mim por um instante, parado, olhando nos meus olhos, e então começou a me cavalgar com ritmo constante.

Gozei rápido. Rápido demais. Um orgasmo curto e violento que me fez apertar as pernas em torno da cintura dele. Mas ele não parou. Continuou se movendo, mais fundo, mais forte, e eu sentia cada terminação nervosa do meu corpo em chamas.

Ele tirou o pau de dentro de mim, arrancou a calcinha que já pendia de um tornozelo e me colocou de quatro na beirada do sofá. Empinada assim, ele me penetrou de novo. Dessa vez, senti-o mais fundo, me preenchendo por completo. Ele me segurava pela cintura e me puxava para ele a cada investida. Me deu uma palmada e o som ecoou na sala vazia.

— Vai, me dá mais forte — eu disse sem reconhecer a própria voz. — Não para.

Ele apertava minhas nádegas, as separava, me dava palmadas alternadas enquanto me penetrava sem descanso. Eu gemia contra a almofada sob o rosto, mordendo-a para não gritar. Depois desceu a boca até minhas costas e senti os lábios dele percorrendo minha coluna enquanto ele continuava dentro de mim.

***

Ele me virou de novo de barriga para cima. Aproveitei para sentar e enfiar o pau dele na minha boca outra vez. Queria provar nós dois juntos, sentir meu próprio gosto misturado ao dele. Depois ele me deitou, colocou minhas pernas sobre os ombros e me penetrou assim, fundo, num ângulo que me fazia ver estrelas.

Ele apertava meus seios com as duas mãos enquanto me olhava nos olhos. Eu sustentava o olhar dele, mordendo o lábio, dizendo para não parar, para me dar tudo.

O segundo orgasmo me sacudiu inteira. Senti as pernas tremerem, o abdômen se contrair, um calor líquido me percorrendo de dentro. Damián acelerou o ritmo, suas investidas ficaram mais curtas e desesperadas, e de repente ele saiu de mim e gozou sobre meu abdômen e meus seios. Seu sêmen quente caiu em jatos longos enquanto ele gemia com a cabeça jogada para trás.

Ficamos imóveis, ofegantes, olhando para a bagunça. Minha calcinha estava jogada ao lado do sofá. Peguei-a e limpei o sêmen do meu corpo com ela, devagar, como um ritual. Entreguei a ele para que limpasse o que restava. Quando ele me devolveu, dobrei-a e a deixei sobre a mesinha de centro.

— Você precisa ir embora — eu disse, me erguendo. — Meus pais podem chegar a qualquer momento.

Acompanhei-o até a porta caminhando devagar, em silêncio, com as pernas ainda fracas. Antes de sair, ele me beijou outra vez, de leve, e voltou a enfiar a mão entre minhas coxas. Me encontrou quente, aberta, pulsando.

Cheguei perto do ouvido dele e sussurrei:

— Diz para a minha tia que eu não sou nenhuma louquinha. Que sou uma mulher que sabe o que quer e se deita com quem ela menos imagina.

Ele sorriu, me deu um último beijo na testa e foi embora.

Fechei a porta e me encostei nela, com os olhos fechados. Voltei para a sala, peguei a calcinha úmida da mesinha e a aproximei do rosto. Ainda cheirava a ele, a mim, ao que acabávamos de fazer. Passei a língua no tecido e senti o gosto salgado do sêmen dele misturado à minha excitação.

Coloquei-a assim, encharcada, e subi para o meu quarto. Deitei na cama olhando para o teto, com um sorriso que não cabia no meu rosto. Não sentia culpa. Não sentia arrependimento. Só sentia que, pela primeira vez, a versão de mim que os outros inventaram ficava pequena diante da realidade.

Ver todos os contos de Confissões

Avalie este conto

4.2(10)

Comentários

Seja o primeiro a comentar.

Deixe um comentário

Entrar ou criar conta

Escolha como quer continuar.