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Relatos Ardientes

O que calei meses antes daquela noite de dezembro

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No primeiro dia em que Diego viu Valentina, ela estava de costas, organizando papéis no arquivo do corredor. Usava uma saia cinza que não pretendia disfarçar nada, e Diego, que tinha acabado de entrar na empresa havia três semanas, não soube para onde olhar. Escolheu olhar para ela.

Suas coxas eram largas, roliças, do tipo que não passa despercebido em lugar nenhum. Toda vez que ela se esticava para alcançar uma pasta na prateleira de cima, o tecido se esticava de um jeito que Diego achava difícil ignorar. No escritório, circulava um apelido para ela, um daqueles apelidos cruéis que viajam em voz baixa e fazem os covardes rirem. Como se ela fosse só isso.

Diego sabia que deveria ter baixado os olhos e seguido com seu relatório. Não o fez.

Foi então que Valentina virou e seus olhares se cruzaram. Ele não desviou o olhar, não fingiu estar lendo nada. Ficou ali, sustentando o dela com uma calma que ele próprio não esperava de si mesmo. Algo aconteceu naquele instante, algo que Diego não soube nomear, mas que percebeu com clareza.

Valentina apertou a pasta contra o peito e caminhou até sua mesa sem dizer nada. Diego a seguiu com os olhos, hipnotizado por aquele movimento característico de suas coxas, aquele balanço que os outros achavam ridículo e que a ele parecia a coisa mais natural do mundo.

***

No apartamento, naquela noite, Diego abriu uma cerveja e se sentou no sofá com o olhar perdido. Fechou os olhos e tentou não pensar nela. Não adiantou nada.

Perguntou a si mesmo o que havia de errado com ele. Valentina não era a mulher mais chamativa do escritório, ele sabia. Tinha o cabelo sem forma, roupas funcionais e sem pretensão, e um jeito de se mover que denunciava anos tentando ocupar o menor espaço possível. Mas havia algo nela, algo na maneira como sustentara seu olhar sem desviar os olhos, que tinha ficado grudado em algum lugar entre o estômago e a cabeça.

E as coxas dela. O rabo dela. Isso também era, por que negar na intimidade do próprio apartamento? Aquela bunda enorme, pesada, que se movia com vida própria sob a saia cinza.

Bebeu a cerveja devagar, pensando nos olhos cor de mel dela, na expressão de surpresa que cruzara o rosto quando ele não desviou o olhar. Como se não estivesse acostumada a alguém olhar para ela sem zombaria.

Acabou tirando a calça ali mesmo, no sofá, com a mão se fechando ao redor do pau já duro. Agarrou-o com força e começou a subir e descer, imaginando aquelas nádegas pálidas se abrindo sob suas mãos, imaginando afundar o rosto entre elas, mordê-las, marcá-las. Gozei rápido e sujo, com um rosnado preso entre os dentes, e o sêmen sujou a camiseta e os dedos. Ficou ali sentado, respirando, com o pau ainda meio mole e uma vergonha morna que não o impediu de repetir a cena mentalmente antes de ir dormir.

Aquela ideia, simples e um pouco triste, foi a última coisa em que pensou antes de pegar no sono.

***

Levaram duas semanas para conversar de verdade. Foi na copa do escritório, enquanto os dois esperavam a cafeteira terminar o ciclo. Diego comentou algo sobre o café queimado que o chefe administrativo sempre preparava, Valentina soltou uma risada breve que ele não esperava, e daí nasceu alguma coisa. Uma conversa. Depois outra. Depois um almoço numa quinta-feira ao meio-dia no bar da esquina.

Para Diego, aquele almoço foi uma revelação. Valentina era inteligente, cáustica, com um senso de humor seco que podia cortar você se não tomasse cuidado. Falava pouco sobre si mesma, mas, quando falava, o que dizia tinha peso. Não era a mulher invisível que o escritório havia decidido que ela era. Era alguém acostumada a não ser vista, e essa diferença, para Diego, era tudo.

Ele cumpriu sua promessa implícita desde o começo: não insinuou nada, não a encarou demais quando estavam juntos, não fez nenhum daqueles comentários que sabia que outros já tinham feito. Tratou-a como o que ela era: uma pessoa.

E, dessa forma, quase sem perceber, tornaram-se amigos.

***

Os meses que se seguiram foram um exercício de contradição permanente.

Para Valentina, a amizade com Diego foi a primeira coisa genuinamente boa que lhe acontecia em muito tempo. Tinha alguém que a esperava às sextas para tomar alguma coisa, alguém que lhe mandava mensagens de manhã sobre o trânsito ou alguma notícia absurda, alguém que ria das suas piadas antes mesmo de ela terminar de contá-las. Andava diferente. Sentava-se diferente. Aos poucos, ocupava mais espaço no mundo.

Para Diego, esses mesmos meses foram outra coisa. Ele tinha aprendido a querer Valentina de um jeito que não sabia separar do desejo. Aproveitava cada conversa, valorizava a lealdade tranquila dela, gostava do silêncio que existia entre os dois quando não havia nada a dizer. Mas também, toda vez que ela se inclinava sobre a mesa do bar para ver o cardápio, toda vez que se levantava e o tecido da calça se ajustava àquela bunda enorme, o pau começava a endurecer dentro do zíper e ele precisava cruzar as pernas para não se denunciar.

—Outra vez com a Valentina, Diego? —perguntou um colega um dia na copa, com aquele sorriso que não era um sorriso—. Já aproveitou? Já comeu ela?

Diego o encarou com uma frieza que silenciou o outro em dois segundos.

—Ela é minha amiga. Fecha a porra da boca.

Mas a palavra “amiga” teve gosto de algo complicado no caminho até sua mesa.

À noite, porém, a contenção que mantinha durante o dia se dissolvia por completo. Jogava-se na cama com o pau já duro antes mesmo de a luz do corredor se apagar. Imaginava Valentina nua, agachada à sua frente, mostrando aquela bunda branca, abrindo as nádegas com as próprias mãos para que ele visse a xoxota rosada e o cu escuro entre tanta carne. Batia uma pensando em meter o pau até a garganta dela, em foder a xoxota dela de quatro, em ver os peitos dela sacudindo enquanto a penetrava. Gozo em jorros sobre o próprio ventre e depois ficava olhando para o teto, naquele silêncio que não era exatamente culpa, mas se parecia bastante com ela. No dia seguinte, saudava-a no escritório como se nada tivesse acontecido, como se aquela mesma boca que agora sorria não tivesse gemido seu nome nas sombras na noite anterior.

***

Na noite de vinte de dezembro, o escritório esvaziou antes das sete. Todo mundo tinha para onde ir: ceias em família, encontros com amigos, a obrigatória alegria das festas. Diego e Valentina ficaram sozinhos no andar, fingindo terminar relatórios que não eram urgentes.

Quando finalmente desligaram os computadores e desceram para a garagem, o frio da noite os recebeu com força. A cidade brilhava com luzes alheias. Valentina se encolheu no casaco e caminhou ao lado de Diego em silêncio.

Diante do carro, parou.

—Diego —começou, e no tom de voz ele reconheceu o esforço que cada palavra lhe custava—. Não tenho nada para fazer esta noite. E sei que você também não gosta dessas datas.

Fez uma pausa. O vapor de seu hálito se dissolveu no ar frio.

—Quer subir para a minha casa? Tenho vinho e acho que ainda sobrou um pouco de queijo.

Diego a olhou. A proposta pairava entre eles, íntima e frágil, diferente de tudo o que haviam compartilhado até então. Não era o bar das sextas. Era o espaço dela.

—Claro —disse, e sua voz saiu mais rouca do que pretendia—. Parece muito melhor do que ouvir as músicas de Natal do vizinho do terceiro.

Valentina sorriu. Um sorriso pequeno, genuíno, que transformou completamente seu rosto.

***

Compraram vinho tinto no supermercado da esquina. O apartamento de Valentina era pequeno e arrumado, com estantes cheias de livros e uma planta meio morta no parapeito da janela. Colocaram um filme que nenhum dos dois realmente viu. Beberam o vinho. Conversaram sobre coisas sem importância e depois sobre coisas que importavam de verdade.

Por volta das dez, o silêncio entre eles mudou de textura. Valentina estava numa ponta do sofá, com a taça na mão, olhando para a tela sem ver nada. Diego, na outra ponta, olhava para ela.

—Diego —disse ela.

—Diz.

Valentina demorou a falar. Quando falou, olhou diretamente para ele. —Nossa amizade. O que ela é para você?

Diego piscou. Era uma pergunta direta que merecia uma resposta direta. —É a coisa mais real que eu tenho neste trabalho —disse—. Você é a única pessoa aqui com quem posso ser eu mesmo.

Ela assentiu, mas havia algo mais em sua expressão, algo que ainda não tinha dito. Apertou a taça entre os dedos.

—E você gosta de mim de verdade? —A voz saiu quase num sussurro—. Ou há algo mais que você nunca me disse?

O silêncio que se seguiu durou o bastante para dizer tudo. Diego deixou a taça na mesa e a encarou.

—No começo —disse, com a voz grave e tranquila—, o que notei em você foi físico. Não vou mentir. Mas o que encontrei depois foi outra coisa. Eu te valorizo, Valentina. Você é inteligente, honesta e eu gosto de você como pessoa. —Fez uma breve pausa—. Mas também não posso negar o resto. Toda noite eu penso em te foder, Valentina. Eu bato uma pensando em você. Na sua bunda, na sua boca, em meter o pau e não parar até você gritar. Tudo se emaranhou e eu já não sei separar.

Valentina o ouviu sem interrompê-lo. Quando ele terminou, algo em sua expressão se afrouxou. Não era exatamente alívio. Parecia mais a liberação de algo que havia muito tempo estava apertado.

Levantou-se, estendeu a mão e o guiou até o quarto.

***

O quarto era simples. Uma cama de casal, uma luminária no criado-mudo, a roupa do dia seguinte dobrada sobre a cadeira no canto. Diego não viu nada disso. Só viu Valentina, de pé diante dele, com os olhos nos dele.

Ele tomou o rosto dela entre as mãos. O primeiro beijo foi lento, quase uma pergunta. Ela respondeu sem vacilar, se abrindo sob seus lábios com uma suavidade que o surpreendeu. O gosto era de vinho tinto e algo mais íntimo, algo que pertencia só àquele momento. A língua de Diego entrou entre seus dentes e encontrou a dela, e Valentina soltou um som baixo, quase um gemido, que atravessou a roupa dele até o pau já endurecido.

O desespero veio depois. O beijo ficou mais profundo, mais urgente. Diego levou uma mão à bunda de Valentina e apertou a carne por cima da saia, afundando os dedos até onde o tecido permitia. Ela ouviu um som na própria garganta, meio suspiro, meio rendição, e o sentiu como um sinal que não precisava de tradução.

—Porra —murmurou ele contra a boca dela—. Há quanto tempo eu queria tocar você assim.

—Cala a boca e faz —respondeu ela, e sua voz tinha um tremor que não era medo.

Quando Valentina se afastou, suas mãos foram direto para a cintura da saia. O zíper desceu devagar. Diego prendeu a respiração.

O tecido caiu no chão.

E ali estavam. Suas coxas, sua bunda, aquela parte dela que tinha sido a origem de tudo e que os outros reduziam a um apelido barato. Sem a mediação do tecido, sem o contexto humilhante do escritório, eram simplesmente magníficas. Grandes, pálidas, com aquela redondeza sólida que se movia com um tremor próprio quando ela ajustou levemente a postura. A calcinha de algodão simples se ajustava sobre aquela abundância, e o elástico quase desaparecia na profundidade da fenda central, marcando a racha da bunda por baixo do tecido molhado.

Diego soltou o ar devagar. O pau se contraiu de uma vez dentro do zíper, duro a ponto de doer.

Valentina acompanhou seu olhar. Viu o volume grosso marcado na calça e, em vez de se afastar, algo em sua expressão mudou. Um brilho de algo que ela nunca tivera por inteiro: poder. Ela, com aquele corpo que sempre fora um peso, tinha deixado esse homem assim. Nessa necessidade crua e transparente. Nesse pau duro morrendo para entrar nela.

—Agora você —disse, com uma voz que não era a do escritório.

Diego se despiu sem pensar. A camisa foi primeiro, depois o cinto, depois a calça e a cueca de uma vez. O pau saltou livre, grosso e vermelho de sangue, com a ponta já brilhando de líquido. Valentina ficou olhando para ele e passou a língua no lábio inferior sem perceber.

—É maior do que eu pensava —disse em voz baixa.

—Você estava pensando nele?

—O tempo todo. Cada vez que você vestia aquelas calças cinzas.

Diego riu rouco. Ela se ajoelhou devagar.

O primeiro contato foi tímido, apenas os lábios roçando a ponta. Ela sacou a língua e lambeu a gota que surgia, saboreando-a de olhos fechados. Diego deixou escapar um som que não tentou controlar. Ela ganhou confiança a cada reação dele, abrindo a boca e engolindo a glande inteira, chupando com as bochechas fundas. A saliva começou a escorrer, fios brilhantes que molharam seu queixo e desceram pelo pescoço. Ela o levou cada vez mais fundo, até a ponta tocar o fundo e fazê-la tossir uma vez sem tirá-lo por completo.

—Isso, isso, chupa assim —ofegou Diego, com as duas mãos afundadas no cabelo dela, guiando o ritmo—. Porra, você faz isso muito bem.

Valentina o olhou de baixo, com o pau aparecendo e voltando a entrar entre seus lábios esticados, os olhos brilhantes e desafiadores. Tirou a rola com um ploc molhado e passou a língua por todo o comprimento, dos testículos à ponta, parando para chupar um por um, colocando-os na boca com um cuidado que fez as pernas dele tremerem. Depois voltou a engoli-lo inteiro, subindo e descendo a cabeça com um ritmo que arrancava de Diego um ofego atrás do outro. Com uma mão, segurava a base e apertava; com a outra, acariciava os seios por cima do sutiã.

—Para —rosnou ele—. Para ou eu gozo na sua boca agora mesmo.

—Talvez eu queira que você goze na minha boca —disse ela, tirando-o por um segundo e voltando a lambê-lo devagar, olhando nos olhos dele.

—Ainda não. Ainda não. Levanta.

Quando finalmente se afastou, Diego a ajudou a se erguer. Suas mãos percorreram seus lados sem pressa, sentindo cada curva. Ele desabotoou o sutiã, e os seios caíram pesados, maiores do que a roupa deixava imaginar, com os mamilos escuros e já endurecidos. Diego inclinou a cabeça e colocou um deles na boca, sugando com força, mordiscando de leve, e o gemido que ela soltou foi longo e honesto, sem nada de encenação. Passou para o outro e fez o mesmo, puxando o mamilo com os dentes até ela arquear as costas.

—Diego, meu Deus —ofegou ela—. Diego, continua.

Depois, ajoelhou-se diante dela.

As mãos dele se agarraram às coxas dela, e Valentina, entendendo, girou levemente. Diego pegou o tecido da calcinha.

—Você precisa puxar forte —sussurrou ela—. Se não, não sai.

Ele assentiu e puxou com decisão. O tecido cedeu de uma vez, revelando o que ele imaginara durante meses: os lábios rosados e brilhantes dela, já encharcados e abertos, emoldurados naquele vale de carne pálida e morna, quase sem pelos. Diego ficou um segundo olhando a buceta inchada, com a umidade brilhando entre as dobras, e lhe deu um beijo bem no monte.

—Abre as pernas —pediu—. Sobe na cama e abre as pernas.

Valentina subiu na cama e se deitou de costas. Abriu as pernas devagar, deixando-o ver tudo. Diego se colocou entre suas coxas e passou a língua por toda aquela região, de baixo para cima, lenta e plana, sem pressa. O sabor encheu sua boca. Ela gemeu alto, suas mãos encontraram o cabelo dele, e Diego sentiu a pressão dos dedos como uma instrução e uma súplica ao mesmo tempo.

Chupou com dedicação. Abriu-lhe os lábios com dois dedos e passou a ponta da língua no clitóris inchado, circulando ao redor, sugando-o suavemente. Enfiou a língua na buceta e a retirou, entrando e saindo enquanto o polegar continuava atendendo ao clitóris. Depois meteu dois dedos, curvando-os para cima, procurando o ponto interno, enquanto a boca não se afastava da parte de cima. Valentina se contorcia sobre a cama, agarrada ao lençol com uma mão e ao cabelo dele com a outra, movendo as coxas contra o rosto dele.

—Aí, aí, não para, não para —gemia—. Diego, porra, eu vou gozar.

Diego apertou o ritmo, chupando o clitóris com mais força enquanto os dedos entravam e saíam mais rápido. Valentina soltou um grito abafado e todo o corpo se contraiu de uma vez. A xoxota apertou os dedos dele com espasmos que ele sentiu claramente, e a umidade lhe encharcou o queixo e escorreu pelo pulso. Não parou até que as pernas dela tremessem e o clímax a atravessasse por completo, deixando-a dobrada na beira da cama, ofegante com um som que Diego não esqueceria tão cedo.

***

Quando Valentina recuperou o fôlego, voltou-se para ele. Os olhos dela eram outra coisa agora. Mais escuros, mais abertos. Deitou-se melhor na cama e o encarou.

—Vem —disse—. Mete logo. Faz meses que eu quero isso.

Diego se posicionou sobre ela. Agarrou o pau e passou-o de cima a baixo pela buceta encharcada, molhando a ponta, roçando o clitóris com a glande até ela soltar um gemido impaciente. Encaixou a cabeça e empurrou. A penetração foi lenta no começo, buscando o encaixe acima de tudo. A rola abriu caminho centímetro a centímetro entre as dobras quentes, e Valentina soltou um som que era ao mesmo tempo tensão e acolhimento.

—Que grande, porra, que grande você tem —ofegou ela—. Mete tudo.

Diego empurrou até o fundo, até que os testículos batessem na bunda dela. Ficou parado um segundo, sentindo a xoxota apertá-lo por todos os lados, tão quente e estreita que quase gozou naquele instante. Depois começou a se mover.

Encontraram um ritmo que começou cauteloso e foi ficando mais rápido, mais urgente, à medida que a tensão de meses se liberava da única forma possível. Diego enterrou o rosto no pescoço dela, mordeu-a logo abaixo da orelha. Cada investida arrancava dela um ofego curto, quebrado na garganta. Os seios dela sacudiam com o impacto, os mamilos duros roçando o peito dele. Valentina fincou as unhas nas costas dele, não para machucá-lo, mas para se ancorar, para estar completamente presente naquele momento.

—Mais forte —pediu ela—. Me fode mais forte, você não vai me quebrar.

Diego se apoiou nas mãos, recuou e começou a metê-la com a força que ela pedia. O som de carne contra carne encheu o quarto, aquele barulho molhado da buceta encharcada engolindo o pau até a base e o expelindo de novo e de novo. Ele agarrou um tornozelo e abriu mais a perna dela, jogando-a sobre o ombro para entrar mais fundo. Valentina abriu a boca sem emitir som, dobrando o pescoço para trás sobre o travesseiro.

Em certo ponto, ela o empurrou de leve, virando sobre a barriga. Diego entendeu sem precisar de palavras. Ela se apoiou nos joelhos e nos cotovelos, empinando a bunda, e aquela imagem —quelas duas nádegas enormes e pálidas se oferecendo a ele, com a buceta avermelhada e pingando entre elas— foi a coisa mais obscena e mais bonita que Diego já vira na vida.

—Porra, olha sua bunda —murmurou—. Olha essa porra dessa bunda que você tem.

As mãos dele se agarraram àquelas nádegas e as separou. A pele estava quente e tremia sob suas palmas. Viu a buceta aberta, brilhante, e também o cu apertado mais acima, escuro e virgem. Deu uma palmada que ecoou no quarto, e a carne tremeu com um movimento longo que colocou o pau dele no limite. Outra palmada do outro lado. Valentina gemeu e empinou mais a bunda, oferecendo-a.

Encontrou a entrada daquele ângulo e empurrou devagar, sentindo o calor denso que o envolvia por completo. O pau afundou até o fundo e as nádegas dela se achataram contra sua pelve. Valentina pressionou o rosto contra o travesseiro e soltou um gemido longo, que era mais do que prazer físico, era também a aceitação de algo que há muito tempo ela não recebia.

O ritmo foi crescendo. Diego apertou os quadris dela com as duas mãos, afundando-se mais fundo, e a carne das nádegas dela se movia a cada investida, aquele tremor que ele seguira com os olhos durante meses no escritório e que agora era real e quente sob suas palmas. Às vezes ele parava só para olhar o pau entrando e saindo, coberto pelos fluidos dela, como a buceta se esticava ao redor dele para engoli-lo.

—Toca seu clitóris —ordenou, com a voz entrecortada—. Esfrega enquanto eu te fodo.

Valentina obedeceu. Levou uma mão entre as pernas e começou a se acariciar, e Diego notou de imediato como a xoxota começava a apertar em ondas, cada vez mais rítmicas, cada vez mais urgentes.

—Vou gozar de novo —ofegou ela contra o travesseiro—. Vou gozar, não para, não para.

—Goza no meu pau. Goza no meu pau, Valentina.

Ela gozou com um grito abafado, e a buceta se fechou ao redor dele com uma força que foi o fim para os dois. Diego enterrou o pau até o fundo e aguentou ali, sentindo o orgasmo subir pela coluna. Gozou dentro dela, em jorros grossos e quentes, com um rosnado animal que lhe saiu do peito. Continuou empurrando devagar enquanto se esvaziava, e cada investida arrancava mais um espasmo, mais um tremor. Quando finalmente se retirou, um fio de sêmen e fluidos derramou da buceta dela e escorreu pela coxa.

O clímax os deixou imóveis e ofegantes sobre os lençóis amarrotados, com o silêncio do quarto se fechando lentamente ao redor deles. Diego desabou ao lado dela e a abraçou por trás, com o rosto enterrado na nuca, respirando o cheiro dos dois misturado.

***

A manhã entrou pela janela sem pedir licença. Diego acordou com as costas de Valentina contra o peito e a respiração dela lenta e regular. O quarto cheirava aos dois, ao que tinham feito e a algo mais difícil de nomear.

Ouviu o barulho da água do chuveiro correndo algum tempo depois. Levantou-se e empurrou a porta do banheiro com cuidado.

Valentina se retesou ao ouvi-lo entrar. —Diego —disse, e sua voz era firme, mas havia um fio frágil nela—. Não vou deixar você fazer nada agora. Preciso de um momento.

Ele não avançou com nenhuma intenção. Aproximou-se devagar e a envolveu por trás, sem exigir nada. A água os encharcou aos dois.

—Desculpa —murmurou, com a boca perto do ouvido dela—. Se alguma coisa que eu disse ou fiz te incomodou.

Valentina demorou um instante. Depois relaxou e apoiou a cabeça no ombro dele.

—Não me incomodou —disse—. Estou bem. De verdade.

Ficaram assim um tempo, sob a água quente, sem dizer mais nada. Tudo o que era complicado continuaria complicado, mas naquele momento havia algo simples: duas pessoas que tinham se visto de verdade, talvez pela primeira vez em muito tempo.

Valentina levantou uma mão e esfregou o dorso dos dedos de Diego, que descansavam sobre o ventre dela. Um gesto pequeno, sem pretensão, carregado de uma ternura que não precisava de tradução.

Diego a apertou um pouco mais contra si.

Lá fora, a cidade começava a se mover. Dentro do banheiro pequeno, nada disso importava ainda.

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