O que vi na garagem da minha tia me mudou para sempre
Aviso antes de começar: isto não é ficção. Não é uma fantasia elaborada nem um exercício literário. É o que aconteceu numa tarde de agosto e faz mais de um ano que não sei como contar isso a ninguém. Escrevo agora porque preciso tirar isso de onde o tenho guardado.
Minha mãe Laura tem cinquenta e oito anos. Morena, um metro e sessenta, compleição de mulher que trabalhou a vida toda com o corpo. É do tipo de pessoa que não fala muito de si mesma e que, quando está em silêncio, é difícil saber o que está pensando. Eu a conheço a vida toda, claro, mas sempre houve partes dela que foram território proibido.
Minha tia Rosa é quatro anos mais velha. Loira — pintada desde os quarenta, com a ajuda da cabeleireira de sempre — e da mesma altura que minha mãe. As duas irmãs se dão bem quando se dão bem e mal pra caralho quando se dão mal, e esse equilíbrio vem sendo assim há décadas sem que ninguém tenha conseguido mudar.
Aquela tarde de agosto fui eu quem as levou à casa da Rosa. Tinham combinado de almoçar e passar o dia juntas. Eu as deixei na porta e disse que ia dar uma volta. Não estava com vontade de passar horas numa cozinha alheia ouvindo conversa sobre receitas ou sobre os vizinhos.
Fiquei fora quase duas horas. Caminhei até a praça do bairro, tomei um café no bar embaixo da ponte, voltei devagar. Quando cheguei à casa da minha tia, toquei a campainha. Ninguém respondeu. Testei a porta principal e estava entreaberta. Entrei.
O corredor estava vazio. A cozinha também. A sala também. Mas do fundo da casa vinha um som que não combinava com uma tarde tranquila de visita de família: algo seco e ritmado, com pausas curtas e depois mais golpes, e então um silêncio breve antes de começar de novo.
Segui o som até a garagem.
***
O que vi ao abrir aquela porta demorou vários segundos para eu processar.
Minha tia Rosa estava sentada no que só podia ser descrito como um canto de ringue improvisado. Atrás dela, uma cadeira virada de costas fazia as vezes de poste. As paredes da garagem eram o perímetro do quadrilátero, delimitado com cordas de varal presas às colunas de obra. Rosa usava um short escuro, as mãos enfaixadas com fita de boxe branca, e nada mais da cintura para cima. O cabelo preso numa trança apertada. Descalça. Tinha um hematoma na maçã do rosto direita que já começava a ficar roxo, e outro nas costelas que adivinhei pela forma como ela respirava. As tetas, generosas e caídas pelos anos, se moviam a cada respiração pesada, com os mamilos escuros endurecidos pelo suor e pelo ar frio da garagem.
No canto oposto, minha mãe Laura. Igual à irmã: short, mãos enfaixadas, topless. O cabelo solto, úmido de suor, colado ao pescoço e aos ombros. Descalça. Um fio de sangue seco sob o nariz, já escurecido. Os braços caídos nas cordas de cada lado, como alguém descansando entre esforços. As tetas dela eram menores que as de Rosa, mais firmes, com os mamilos rosados e eriçados, brilhando de suor sob a lâmpada nua.
As duas me olharam ao mesmo tempo quando entrei. Nenhuma se cobriu. Nenhuma deu explicações.
— Ainda bem que você chegou — disse minha mãe, sem sair do lugar —. Traze água pras duas e anda logo. Falta um round.
Não perguntei nada. Não sei se fui capaz de articular palavra naquele momento. Saí para o corredor, peguei duas garrafas na geladeira da cozinha e voltei para a garagem com as pernas que não me obedeciam direito.
Eu tinha que ser honesto comigo mesmo: desde a adolescência, uma das imagens que mais me perturbavam era a de mulheres boxeando. Nunca soube bem por quê. Era algo que misturava força e vulnerabilidade de um jeito que eu não encontrava em nenhum outro lugar, uma combinação de agressão e exposição que me era impossível ignorar. Eu fantasiava com isso havia anos. E ali estava, tornado real, com a particularidade de que as protagonistas eram minha mãe e minha tia.
Eu estava com a rola dura como pedra dentro da calça, marcando sem remédio o jeans. Uma ereção que eu não conseguiria disfarçar se alguém reparasse.
Ninguém reparou. Ou ninguém comentou.
***
Fui primeiro para o canto da Rosa, como minha mãe havia indicado. Minha tia abriu a boca antes mesmo de eu dizer qualquer coisa e bebeu um gole longo direto da garrafa. Cuspiu num balde que tinha aos pés. Passei a ela uma toalha que encontrei sobre a cadeira e limpei a maçã do rosto com cuidado. Ela também estava vermelha no ombro esquerdo e havia marcas de vários golpes nas costelas do mesmo lado. As tetas da tia madura roçaram meu antebraço quando ela se inclinou para cuspir, e senti o calor da pele suada contra a minha.
— Sua mãe não telegrava quando vai atacar — ela me disse em voz baixa, enquanto eu passava vaselina na sobrancelha —. Nunca faz isso. É assim a vida toda. Isso a torna mais perigosa do que parece à primeira vista.
Assenti, sem saber o que mais fazer. Terminei com ela e fui para o outro canto.
***
Minha mãe estava apoiada nas cordas, com os braços abertos para os lados e o queixo levemente erguido. O suor escorria da clavícula até o ventre em linhas que a lâmpada do teto fazia brilhar, passando entre as tetas, contornando o umbigo, sumindo sob a cintura do short. Ela respirava devagar, com um controle que me pareceu quase deliberado, como se estivesse medindo cada tomada de ar antes de gastá-la.
Ofereci a garrafa. Ela bebeu sem tirar os olhos dos meus.
— O lábio — eu disse.
Peguei um algodão do pequeno kit de primeiros socorros que estava sobre uma caixa de ferramentas e limpei o sangue do lábio inferior dela. Ela não se mexeu durante todo o tempo. Sustentou meu olhar com uma expressão que eu não soube decifrar na hora, embora mais tarde eu tenha achado que entendi o que significava.
— As coxas — disse.
Ajoelhei-me diante dela. Levantei suas pernas uma de cada vez e as apoiei nos meus joelhos. Massageei os quadríceps com os polegares, trabalhando os nós que o esforço havia deixado na parte da frente da coxa. A pele ardia, lisa de suor, e sob meus dedos senti o músculo tenso, castigado. Subi um pouco as mãos, empurrando para cima, em direção à virilha, até tocar a borda do short com os nós dos dedos. Ela jogou a cabeça para trás e soltou o ar devagar, um som que estava em algum ponto entre o alívio físico e outra coisa que eu não quis nomear. De onde eu estava ajoelhado, meu nariz ficava a um palmo da sua entreperna, e eu sentia o cheiro de suor misturado com algo mais denso, mais íntimo, que me fez engolir em seco.
Para. É sua mãe. Para agora mesmo.
Prendi o cabelo dela em duas tranças para não cair nos olhos durante o round. Passei vaselina nas maçãs do rosto e na ponte do nariz. Ela me deixou fazer tudo sem dizer nada, com aquela maneira dela de estar completamente presente sem precisar se mexer. Quando passei o polegar besuntado de vaselina no lábio inferior dela, ela abriu um pouco a boca e o mordeu por um instante, muito de leve, quase imperceptível.
O temporizador apitou: um bipe curto de relógio de cozinha que tinham colocado em cima de uma caixa de ferramentas. Minha mãe se ergueu de repente, levantou os punhos à altura do rosto e me olhou por um segundo antes de avançar até o centro do ringue.
Naquele segundo entendi que ela sabia exatamente o que eu estava sentindo.
***
O round que veio depois não se parecia em nada com o que eu tinha imaginado.
Eu havia construído na cabeça uma cena desajeitada, quase cômica: duas mulheres de certa idade se batendo de leve no corpo, rindo entre um golpe e outro. O que vi foi completamente diferente. As duas se conheciam desde que nasceram. Sabiam onde estava a guarda da outra, o que doía e o que não doía, como ceder uma posição sem se expor. E vinham acumulando a tarde inteira uma raiva que agora encontrava seu caminho do único jeito que podia encontrar entre elas.
Rosa atacou primeiro com uma combinação rápida: dois diretos no rosto da minha mãe seguidos de um gancho no corpo. O primeiro passou de raspão. O segundo entrou na sobrancelha e a fez piscar. O gancho foi recebido por Laura nas costelas e ela soltou um golpe de ar pela boca, mas não recuou um centímetro.
Minha mãe respondeu com dois diretos no peito da irmã, sem pressa, com uma precisão que vinha de conhecer bem o alvo. Os punhos enfaixados atingiram em cheio as tetas de Rosa, que rebotaram com a força do golpe. Rosa cambaleou meio passo e contra-atacou com raiva: um cruzado que acertou a mandíbula de Laura e a fez perder o equilíbrio por um instante.
Se agarraram perto das cordas. Os troncos suados se chocaram e se apertaram. As tetas das duas irmãs se esmagaram uma contra a outra, os mamilos roçando com a fricção do clinch. As duas mulheres se seguravam pelos braços enquanto os pés buscavam apoio no chão úmido. Diziam coisas no ouvido uma da outra que eu não podia escutar de onde estava, palavras curtas e baixas, daquelas que só fazem sentido entre pessoas que passam décadas conhecendo uma à outra demais.
Se separaram. Voltaram a atacar.
Os golpes que entravam eram duros de verdade. Não eram de exibição nem de treino. Soavam secos, concretos, e deixavam marca visível. As pernas das duas tremiam pelo cansaço acumulado durante toda a tarde. O chão da garagem tinha manchas de suor que tornavam o terreno traiçoeiro. A única lâmpada do teto oscilava cada vez que as cordas se tensionavam com um impacto.
Minha mãe recebeu um gancho na mandíbula que a fez se agarrar à irmã para não cair. Rosa tentou se soltar e não conseguiu: Laura a reteve pelos braços, segurando-a e se segurando ao mesmo tempo. Foi um momento estranho, suspenso: a violência da luta e a proximidade de duas pessoas que se querem, tudo misturado no mesmo abraço.
Depois os golpes começaram a perder potência. O cansaço falou mais alto que a vontade. As trocas foram ficando mais espaçadas, menos precisas, mais parecidas com um agarrão do que com uma luta de verdade. Até que o temporizador tocou.
As duas ficaram no centro do ringue sem falar. Nenhuma levantou os braços. Nenhuma declarou nada. Olharam-se por vários segundos com aquela forma de olhar que os irmãos têm quando já não é preciso dizer mais nada. Depois cada uma foi para o seu canto.
Empate. As duas sabiam disso. Nenhuma disse.
***
O caminho de volta para casa foi em silêncio. Minha mãe tinha colocado uma camiseta por cima do torso e prendido o cabelo como podia. Eu dirigia com as mãos apertadas no volante tentando pensar em qualquer coisa que não fosse o que eu acabara de ver. Não consegui. A rola ficou dura durante todo o trajeto, apertada contra a calça, tanto que doía.
Quando chegamos, ela subiu direto para o banheiro sem dizer nada. Eu me sentei no sofá da sala e fiquei olhando para a parede com a mente presa numa única imagem que se repetia. Minha cueca estava úmida de líquido pré-ejaculatório. Fazia tempo que algo assim não me acontecia sem eu ter me tocado.
Ouvi o barulho do chuveiro. Depois o silêncio. Depois os passos dela no corredor.
Ela apareceu na porta da sala com o cabelo ainda molhado, colado aos ombros. Usava uma regata cinza, fina, com algumas áreas escurecidas pela água. Uma calcinha azul. Descalça. Os mamilos marcados sob o tecido fino.
Eu nunca a tinha olhado assim. Durante anos eu me proibi de fazer isso. Nessa noite eu não consegui.
Ela se sentou ao meu lado no sofá, muito perto, e por um momento nenhum de nós disse nada. A televisão estava desligada. Na rua, alguém passou de carro e o ruído do motor foi se perdendo no silêncio da noite.
— O que você achou do que viu hoje? — ela perguntou.
A mão dela deslizou devagar entre minha calça e minha coxa. Não foi acidental. Houve intenção em cada centímetro daquele movimento. Ela me olhou enquanto fazia isso, procurando alguma coisa na minha cara, e encontrou, porque eu não desviei o olhar nem fiz nenhum gesto para impedi-la.
— Você não sabe quantas vezes gozei me imaginando assim — eu disse. A voz saiu mais firme do que eu esperava —. Num ringue, lutando boxe, como você fez hoje.
Ela não disse nada por alguns segundos. A mão dela chegou onde queria e apertou devagar, sem pressa, a rola dura por cima do tecido.
— Eu sei — respondeu —. Sei disso há muito tempo.
Enfiei a minha sob o tecido da calcinha dela e a agarrei com firmeza. Encontrei a buceta ensopada, os lábios inchados e quentes, os pelos aparados. Deslizei os dedos pela fenda de cima a baixo e os mostrei brilhantes diante dos olhos dela. Ela deixou escapar um som curto e contido, como se tivesse guardado aquilo por horas esperando o momento de soltar.
— A noite é longa — disse —. E tem coisas que você não sabe sobre mim que já está na hora de saber.
Ela chupou meus dedos um por um, olhando nos meus olhos, com a boca aberta e a língua percorrendo cada junta até deixá-los limpos dos próprios fluidos. Depois se ajoelhou no chão, na frente do sofá, entre minhas pernas, e desabotoou minha calça com a mesma calma cirúrgica com que momentos antes havia mastigado o protetor bucal entre um round e outro. Ela puxou meu jeans e a cueca até os tornozelos. A rola saltou para cima, dura, com a glande inchada e uma gota transparente pendurada na ponta.
— Meu Deus, filho — murmurou, envolvendo-a com a mão ainda enfaixada pelas marcas da fita —. Você está linda. E ficou querendo sair a noite toda, não foi?
Ela baixou a cabeça e enfiou a rola inteira na boca num único movimento, até eu sentir o fundo da garganta apertando contra a glande. Não houve teste, não houve preliminar tímida. A boca dela era quente e firme e sabia exatamente o que estava fazendo. Começou a me chupar num ritmo constante, subindo e descendo, com a língua enrolada sob o freio, fazendo barulho de saliva e sucção. Fixou os olhos escuros em mim enquanto me chupava, sem desviar uma vez sequer.
— Mãe, porra... — consegui dizer.
Ela tirou a rola da boca e a segurou colada na bochecha, me olhando de baixo com o queixo brilhando de saliva.
— Fala direito — disse —. Me diz como você quer que eu chupe. Sem vergonha comigo, não esta noite.
— Chupa até o fundo. Engole inteira.
Ela sorriu de leve e voltou a me comer, dessa vez mais devagar, deixando que entrasse na garganta até o nariz tocar o pelo pubiano. Ficava ali por alguns segundos, com a rola cravada dentro, engolindo em volta da glande, antes de subir de novo. Desceu para meus ovos, lambeu um por um, levou-os à boca em turnos enquanto me masturbava com a mão enfaixada. Depois voltou a subir e a me chupar com fome de verdade, como se tivesse passado anos esperando tê-la na boca.
Eu a afastei antes de gozar. Segurei seus ombros e a ergui do chão. Arranquei a regata por cima da cabeça dela e as tetas ficaram nuas, menores que as da irmã, mas firmes, com os mamilos rosados e duros. Me joguei sobre elas, chupando, mordendo, puxando com os dentes enquanto eu baixava a calcinha com as duas mãos. Ela gemeu pela primeira vez com a boca aberta, sem se conter.
Empurrei-a para trás no sofá, abri suas pernas de golpe e enfiei a cara na buceta. Estava tão molhada que meus lábios grudararam na barba já no primeiro toque. Passei a língua por toda a fenda, de baixo a cima, parando no clitóris inchado, chupando-o, mordiscando-o com cuidado. Ela agarrou meu cabelo com as duas mãos e apertou meu rosto contra a buceta, empurrando o quadril para cima.
— Come ele, filho, come bem, assim, não para...
Enfiei dois dedos dentro dela enquanto continuava chupando o clitóris. Senti apertar ao redor, contrair, e notei todo o corpo começando a tremer. Curvei os dedos para cima, buscando aquele ponto áspero, e ela soltou um grito rouco que se quebrou na garganta. Ela gozou na minha boca de um jeito que eu nunca tinha visto nenhuma mulher gozar antes, com espasmos que sacudiam o ventre e as coxas, encharcando meu queixo, agarrada ao meu cabelo com tanta força que achei que ia arrancar um tufo.
Quando levantei a cabeça, eu estava todo escorrendo. Ela se sentou, lambeu minha boca, chupou a si mesma dos meus lábios, enfiou a língua até a minha garganta e me masturbou devagar com a mão.
— Agora me fode — disse com a voz rouca —. Como você imaginou todos esses anos. Sem medo.
Eu a deitei de vez no sofá, passei os tornozelos por cima dos meus ombros e cravei a rola com uma investida até o fundo. A buceta a recebeu apertada, quente, encharcada, ajustando-se ao formato da rola como se tivesse sido feita sob medida. Ela arqueou as costas e gemeu de olhos fechados, mordendo o lábio inferior.
— Assim, filho, assim, me dá tudo...
Comecei a fodê-la com investidas longas e profundas, tirando a rola quase inteira antes de enfiá-la de novo até os ovos. O sofá rangia sob nossos corpos. As tetas dela quicavam a cada estocada, subindo e descendo, e ela as agarrava, beliscava os mamilos, se retorcia debaixo de mim. Peguei-a pelos quadris e acelerei o ritmo até o barulho das coxas batendo contra a bunda dela se tornar constante, úmido, obsceno.
— Fica de quatro — eu disse, e a voz saiu mais autoritária do que eu pretendia.
Ela obedeceu sem dizer palavra. Ajoelhou-se no sofá, arqueou as costas e me ofereceu a bunda. Segurei uma nádega em cada mão, abri-a, e cravei a rola por trás num único movimento. A buceta fez um som molhado ao recebê-la. Comecei a fodê-la com ainda mais raiva, agarrado à cintura, puxando o cabelo molhado com a outra mão, forçando-a a arquear mais as costas.
— Me diz que você quis isso durante anos — exigi, sem parar de estocar.
— Anos, porra, anos... — ela gemeu entre um golpe e outro —. Desde que te vi me olhando no corredor com dezoito anos. Eu sabia que você ficava duro. Sabia que você batia punheta pensando em mim. Me fode mais forte, filho, sem vergonha, arrebenta minha buceta...
Dei uma palmada na bunda dela e a nádega rebateu, ficando marcada de vermelho. Dei outra na outra. Ela soltou um grito de prazer e empurrou os quadris para trás, fodendo-me ela mesma, com a buceta escorrendo pela parte interna das coxas.
— Vou gozar de novo — avisou —. Ai, porra, filho, me dá assim, assim, não para, não para...
Ela gozou com o corpo inteiro tremendo, apertando a buceta ao redor da minha rola com tanta força que quase me arrancou junto. Desabou de bruços no sofá com a boca aberta contra a almofada, respirando entrecortada.
Eu a segurei por mais um momento, com a rola dentro, pulsando. Depois tirei, a coloquei de barriga para cima outra vez e me ajoelhei sobre ela, montado no peito. Levei a rola à boca dela e ela a abriu sem precisar que eu pedisse, mostrando a língua, me olhando de baixo com aqueles olhos escuros que eu tinha visto a vida toda e que agora significavam outra coisa completamente diferente. Masturbei-me sobre o rosto dela com a mão até começar a gozar, e a porra caiu em jatos na boca aberta, na bochecha, nos lábios, no queixo. Ela engoliu o que entrou e com o resto se limpou passando os dedos pelo rosto e depois chupando-os um por um, sem desviar o olhar.
Ficamos assim por alguns segundos, respirando, em silêncio, com a única luz da luminária da mesinha. Depois ela se sentou, me beijou devagar na boca — eu me provei em sua língua — e me disse no ouvido:
— Ainda não terminamos. Sobe comigo.
***
Isso aconteceu há mais de um ano. Desde aquela noite, o que havia entre minha mãe e eu mudou de um jeito que nenhum dos dois planejou e do qual nenhum dos dois se arrepende. Não foi um acidente de uma única vez nem o resultado de um momento de confusão passageira. Foi uma decisão silenciosa que nós dois tomamos ao mesmo tempo, sem precisar falar sobre isso.
Minha tia Rosa continua sem saber de nada, ou pelo menos eu acho. Embora com as irmãs nunca se possa ter certeza total do que elas sabem e do que escolhem ignorar.
O que eu sei é que naquela tarde de agosto, quando empurrei a porta da garagem e vi o que vi, algo que vinha ficando preso dentro de mim há anos finalmente encontrou um jeito de sair. E que algumas coisas, uma vez que acontecem, já não têm volta. Nem se quer que tenham.

