Fui sugar baby de três homens e enganei todos eles
Aprendi muito cedo que meu corpo valia mais do que qualquer diploma. O que nenhum deles soube é que eu jamais senti nada enquanto me pagavam.
Aprendi muito cedo que meu corpo valia mais do que qualquer diploma. O que nenhum deles soube é que eu jamais senti nada enquanto me pagavam.
Meu marido passou duas décadas esperando que eu cruzasse essa linha. Nunca imaginei que faria isso numa tarde qualquer, contra a parede do meu próprio escritório.
Quando ela desceu do avião com aquele short e aquele sorriso, soube que o código de não tocar na irmã de um amigo me custaria caro.
Eu era casado, hétero e tinha certeza de quem eu era. Nessa madrugada, dentro de um carro parado ao lado da praia, deixei de ser.
Ninguém naquela trilha imaginava o que eu levava vestido sob a roupa, nem a mulher selvagem que o roçar do ar acabou despertando naquela tarde.
Nunca fomos amigas, mas ela me olhava com desprezo toda vez que o namorado ficava me encarando demais. E eu decidi dar a ela um motivo de verdade para me odiar.
Aceitei o quarto que ele me alugou sem suspeitar de nada. Três semanas depois eu já planejava minha nova vida com ele, enquanto meu marido seguia me ligando toda noite.
Quando me mudei para a capital pensei que só ia procurar trabalho. Meu companheiro me ensinou outra coisa: que os homens olham para o que não deviam, e que basta um gesto para confirmar.
Subi as escadas mal conseguindo andar, com o vestido cheirando à noite inteira. Eu não sabia que minha mãe estava acordada, me esperando no corredor.
Há coisas que nunca disse em voz alta. Esta é uma delas: o que minha prima planejou comigo naquele janeiro, sem que eu percebesse até ser tarde demais.
Romina levava anos imaginando a mãe quando transava com o namorado. Naquela noite, com a língua solta pelo vinho, não conseguiu mais guardar isso.
Quando ela abriu a porta com aquele vestido curto e aquele sorriso carregado de álcool, soube que a noite não terminaria como ela havia planejado.
O elevador parou no oitavo e ele entrou. Eu tinha os últimos pesos no bolso e a certeza de que aquela manhã algo ia acontecer entre nós.
Fechei o notebook, entrei debaixo da água sem pensar em nada e, quando a esponja roçou meus seios, soube que aquele banho não seria como os outros.
Chego em casa, fico nua na poltrona e perco a conta. É minha rotina, meu segredo, a única coisa de que realmente preciso no fim do dia.
Eu estava sozinho, o calor era insuportável e a água corria morna sobre minha pele. Então me veio uma ideia que eu vinha imaginando havia meses e nunca tinha tido coragem de fazer.
Demorou dois dias para chegar e, nesses dois dias, eu não pensei em outra coisa. Quando finalmente abri a caixa, soube que naquela noite ia me conhecer de um jeito novo.
Avisei que, se não gostasse, a deixaria na próxima esquina. Ela sorriu, reclinou meu banco e me pediu que fechasse os olhos por um segundo.
Minha colega dormia quando ele bateu com um ramalhete de fresias. Eu abri a porta de suéter e descalça. Naquela noite, prometi não deixar mais nenhum homem entrar na minha cama.
Toda manhã é igual: abro os olhos com o corpo em chamas e a cama revolta, sabendo que nenhum travesseiro vai bastar para acalmar o que eu realmente peço.