O que fiz com o vizinho na cama da minha mãe
Eu o tinha visto só uma vez e não consegui esquecer o corpo dele. Quando soube que ele também me procurava, esperei minha mãe sair para trabalhar e o deixei entrar.
Eu o tinha visto só uma vez e não consegui esquecer o corpo dele. Quando soube que ele também me procurava, esperei minha mãe sair para trabalhar e o deixei entrar.
Me escondi no beiral do vestiário com Bruno colado nas minhas costas. Lá embaixo, minha mãe e a amiga dela se despiram entre os operários, e eu não consegui tirar os olhos.
Pensei que o merendero estaria vazio com essa chuva. Então ela apareceu, me pediu fogo e, duas horas depois, deixou o vestido escorregar até o chão.
Nessa quinta-feira eu não tinha aula e a manhã era minha. Abri a água, fechei os olhos e me deixei levar... sem imaginar que umas botas apareceriam na ventilação.
Sabia que aqueles dois não tinham me convidado só para pescar. E eu, se for sincera, também não tinha dito sim só pelo rio.
Nunca imaginei que um domingo qualquer no rio acabaria comigo de joelhos na grama, entregue a ele e implorando para que não parasse nunca.
Eu sabia que ele me desejava havia meses, e eu não ia parar até tê-lo na minha cama. O que eu não calculei foi quem nos descobriria depois.
Achei que estava sozinho entre a roupa estendida. Até que uma voz atrás de mim perguntou se eu gostava de suas calcinhas, e eu soube que não havia mais volta.
Só queria ser gentil e subir suas sacolas até o apartamento. Ela me ofereceu um refrigerante, trocou de roupa e deixou a porta do quarto entreaberta.
Nunca tinha sentido o desejo de outra mulher até aquela tarde, de pé no corredor, com a peça encharcada da minha colega entre as mãos e o pulso disparado.
Estou nua enquanto escrevo isso. E quero que você saiba exatamente o que passa pela minha cabeça quando fecho a porta e ninguém pode me ouvir.
Guardei isso por mais de uma década. Tudo começou por causa de um par de meias brancas e terminou num carro, às duas da manhã, com a última pessoa com quem eu devia me envolver.
Começou com um tornozelo torcido na quadra e terminou muitas semanas depois, numa noite em que a casa dela ficou vazia e já não houve motivo para segurar o desejo.
Queria surpreendê-lo no banho, como todas as tardes. Deslizei nua atrás daquela costas largas e, quando ele começou a se virar, entendi que não era meu namorado.
Voltei por Bryan, mas foi Andrés quem me parou no meio da rua, me agarrou sem vergonha e me chamou para o dia seguinte. Eu já sabia o que ia acontecer e não fiz nada para evitar.
Entrei no banheiro por engano e o encontrei sob a água. Desde aquela tarde, toda noite que fico sozinha volto àquela imagem e não consigo tirá-la da cabeça.
Eu estava furiosa, tremendo, com uma garrafa quase vazia ao meu lado. Disquei o número dele às três da madrugada só para ouvir sua respiração do outro lado da linha.
Eu tinha me acostumado a ser observada, mas naquela tarde, sozinha na cachoeira, decidi que dessa vez não ia me cobrir quando o descobrisse escondido entre as árvores.
Eu a olhava havia anos de um jeito errado. Nessa noite, depois de pegá-la com outro, ela entrou no meu carro sem saber que eu também escondia um segredo.
Às seis da manhã, com um prato de tacos na mão, resolvi sentar na mesa de dois desconhecidos que estavam me olhando fazia um tempo.