A noite em que levei minha colega de casa para a rave
Quando minha colega de casa me disse «me leva com você», eu soube que aquela noite ia me fazer perder mais do que a timidez. O que eu não imaginei foi que ele apareceria.
Quando minha colega de casa me disse «me leva com você», eu soube que aquela noite ia me fazer perder mais do que a timidez. O que eu não imaginei foi que ele apareceria.
Eu passava um mês sonhando em reencontrá-lo quando minha colega de quarto confessou que me invejava. Naquela mesma noite a levei comigo para a rave.
Marcelo me observava do sofá enquanto Rodrigo me despia com calma. Depois, meu marido quis saber algo que eu nunca lhe tinha contado.
A Sofía me contou naquela noite que o namorado dela era grande demais para ela. Eu só sorri. Para mim, aquilo não era um problema, e sim um convite.
Ela saiu do banheiro com um blazer branco sem nada por baixo e uma chupeta vermelha entre os lábios. Naquela noite eu soube que Camila não tinha vindo para me agradar: tinha vindo para se divertir.
Naquela noite me preparei como nunca. Camila chegaria com sua mochila e seu sorriso maroto, e eu sabia exatamente o que ia pedir a ela.
Saímos para procurar um beco e voltamos com um segredo. Algumas sextas mudam a gente sem pedir licença.
Ele me sussurrou o número do quarto no ouvido e foi embora. Fiquei com o café pela metade e o pulso martelando na garganta.
Uma porta entreaberta foi o começo. Depois veio o espelho que instalei no quarto dela para enxergar melhor, noite após noite.
Naquela tarde decidi que ia transar com ele custasse o que custasse, mesmo tendo que me vestir para ele e chegar sem disfarce. O que aconteceu depois me deixou tremendo.
Quando contei na varanda o que aquele desconhecido tinha me feito um mês antes, não esperava que ela pedisse para ir junto da próxima vez.
Ela percebeu antes de mim. Pegou minha mão na pista e me olhou como se soubesse exatamente o que eu ainda não admitia para mim mesma.
Eu não conseguia dormir. O calor me consumia por dentro e nenhum orgasmo era suficiente. Eu precisava que alguém me visse fazer o que faço sozinha.
Resisti três dias antes de discar o número dele. Quando ouvi Marcos atender, soube que nenhuma promessa que fiz a mim mesma importava mais.
Eu o vi ao meio-dia na cafeteria da costa. Naquela noite ele estava na porta do clube com a chapa de segurança, e eu soube que não iria embora sem prová-lo.
Passávamos dois anos frente a frente sem saber que guardávamos o mesmo segredo: uma vida paralela cheia de desejos que ninguém imaginaria.
Sandra nunca tinha me surpreendido assim. Mas naquela tarde no pinhal, com Lucía e Marcos a poucos metros, ela decidiu que era a hora.
Eu dizia a mim mesma que só passava perto do campo pelo caminho mais curto. Mas quando os olhos dele me seguiram e a mão dele roçou minha cintura, não consegui mais mentir.
Sabia que estava errado, mas cada mensagem dele me deixava mais molhada. No sábado, quando meus pais saíram, abri a porta sem sutiã.
Quando entrei naquela tarde na sala vazia do clube, eu já sabia que não íamos falar de livros. O que eu não sabia era quanto tempo eu vinha esperando por isso, nem o quanto eu ia me perder.