Pular para o conteúdo
Relatos Ardientes

Minha confissão terminou de joelhos na sacristia

3.8 (50)
Ilustração do conto erótico: Minha confissão terminou de joelhos na sacristia

Eu vinha remoendo aquilo havia semanas. Desde o que tinha acontecido com Marcos, o marido da minha irmã, eu não conseguia dormir uma noite inteira sem acordar suado, com o coração batendo na garganta e o pau duríssimo colado no umbigo, pingando precum sobre os lençóis. Não sabia se era desejo ou culpa. Provavelmente as duas coisas. O que eu sabia é que, toda vez que fechava os olhos, voltava a sentir o gosto da rola do meu cunhado na boca, o peso dos ovos dele contra o meu queixo, e o pau ficava duro de novo, feito um poste.

A paróquia de São Estêvão estava quase vazia naquela quarta-feira à tarde. Cheirava a cera velha e madeira úmida. Sentei no banco mais afastado do altar e esperei a mulher que estava se confessando terminar. Demorou uma eternidade. Quando enfim ela saiu, atravessei a nave com as pernas trêmulas e entrei no confessionário.

Cena 1 do conto: Minha confissão terminou de joelhos na sacristia
Esperó en silencio.

— Ave Maria Puríssima — disse, e minha voz soou ridícula, como a de uma criança recitando de cor.

— Sem pecado concebida. Conte, irmão.

A voz do outro lado da treliça era grave, mas jovem. Não era o padre Anselmo, o padre velho que eu esperava encontrar. Esse homem soava diferente. Engoli em seco e comecei a falar. Contei tudo. Contei como Marcos me tinha pegado olhando para a rola dele no chuveiro durante as férias na casa de campo dos meus sogros, como ele tinha ficado parado sob o jato de água deixando que se visse bem, gorda, pendendo entre as coxas como um pêndulo. Contei como, naquela mesma noite, quando todos dormiam, desci para a sala e ele já estava lá, me esperando no sofá, com a calça do pijama baixada até os tornozelos e o pau duro apoiado contra o ventre. Contei que me ajoelhei na frente dele sem que ninguém me pedisse, que abri a boca e a deixei cair sobre a rola dele como se fosse a coisa mais natural do mundo.

— Continue — disse o padre. Sua voz não tinha o tom de reprovação que eu esperava.

— Padre, eu botei na boca. Toda. Até o fundo da garganta. E gostei tanto, gostei tanto de sentir ela pulsar contra a minha língua, de ouvi-lo respirar como um animal por cima de mim, que no dia seguinte procurei um jeito de aquilo acontecer de novo.

Houve um longo silêncio. Ouvi o padre respirar. Uma respiração pesada, mais profunda do que o normal. Notei que meu corpo tinha reagido à lembrança: a calça estava apertada na altura da virilha, o pau comprimido contra o tecido e uma mancha úmida crescendo onde a glande repousava.

— Filho — disse ele por fim, e a voz soou mais perto, como se tivesse se inclinado em direção à grade —, venha comigo para o escritório. Vamos conversar cara a cara.

Ouvi a cortina se abrir do outro lado. Uma mão apareceu pela minha e a afastou. Tentei disfarçar a ereção cruzando as mãos sobre o colo, mas era inútil: o volume era obsceno, a cabeça do meu pau marcando-se com clareza contra o tecido da calça.

O padre se chamava Padre Nicolás. Devia ter uns trinta e cinco anos, cabelo raspado, barba escura aparada com precisão e uns olhos de um verde intenso que contrastavam com a pele olivácea. Vestia camisa preta de manga curta com colarinho clerical e os braços preenchiam as costuras de um jeito que não parecia próprio de homem de fé. Os peitorais se marcavam sob a camisa e, na virilha, se olhava bem, havia um volume considerável que a batina preta não conseguia esconder por completo.

Segui-o pela nave lateral até uma porta de madeira maciça. Ao abri-la, entramos num escritório pequeno: um crucifixo na parede, uma mesa com duas cadeiras frente a frente e uma janela com as cortinas fechadas. Ele trancou a porta. O clique da tranca percorreu minha coluna e apertou meus ovos.

Cena 2 do conto: Minha confissão terminou de joelhos na sacristia
Pasaron al despacho.

— Sente-se — indicou, apontando para a cadeira. Ele se apoiou na borda da mesa, a meio metro de mim, com os braços cruzados —. A primeira coisa que você precisa saber é que Deus perdoa. A segunda é que eu já ouvi coisas muito piores do que a sua.

— Impossível, Padre.

— Você se surpreenderia. — Descruzou os braços e apoiou as mãos na mesa —. Uma vez veio um rapaz que tinha seduzido o marido da tia; chupava ele todas as noites enquanto a tia dormia ao lado. Outra vez, dois irmãos que passavam anos fodendo sempre que os pais saíam de casa. São situações mais frequentes do que as pessoas imaginam.

— E o senhor, Padre? Já sentiu algo parecido alguma vez?

— Já fui jovem — disse, e pela primeira vez desviou o olhar para a janela —. Sim.

— Mas o senhor parece tão correto, tão sereno.

— Isso é a minha confissão agora? — Ele sorriu, e aquele sorriso mudou completamente o rosto dele. Os dentes brancos, as rugas finas ao redor dos olhos. Era bonito. Porra, bonito pra caralho. Minha boca encheu d’água imaginando ele nu.

— Não quero ser indiscreto. Mas me sinto tão sozinho com isso, Padre. Como se fosse o único.

A mão dele pousou na minha bochecha. Foi um gesto suave, quase paternal, mas o calor da palma atravessou minha pele como uma descarga que foi direto para o meu pau.

— Já pequei muito, filho. Já estive com homens. Um de cada vez e com vários ao mesmo tempo. Já chupei paus em saunas até a mandíbula adormecer. Já recebi gozos na boca, na cara, no cu. Já conheci lugares onde só existe o desejo e mais nada: quartos escuros cheios de paus duros procurando um buraco onde enfiar. Já senti o suor alheio, o frenesi, dois paus se esfregando contra a minha cara ao mesmo tempo. — O olhar dele se perdeu por um instante, como se contemplasse algo que só ele podia ver —. Isso pode acontecer com qualquer um de nós.

— É, Padre, mas eu nunca pensei que aconteceria comigo.

— Ninguém pensa. — Ele me olhou de novo com aqueles olhos verdes, e a expressão ficou prática —. Mas, antes de terminar a confissão, você precisa estar com a mente calma. E eu vejo que não está.

Baixei os olhos. A ereção ainda estava ali, evidente sob o tecido da calça, já com um círculo escuro de líquido encharcando a roupa. Não fazia sentido esconder.

— Não vou mentir, estou com a cabeça nublada — disse, apontando o óbvio.

— Ainda está de pau duro? — perguntou sem tirar os olhos dos meus. Havia algo no tom dele que já não era pastoral.

— Sim, Padre. Duríssimo.

— Vamos resolver isso primeiro. Ninguém vai entrar aqui. — Fez um gesto com o queixo na direção da minha virilha —. Tire-o para fora. Vá em frente.

Senti vergonha e alívio ao mesmo tempo. Desabotoei o botão, desci o zíper e deixei meu pau saltar para fora, duro e pulsante contra o ar fresco do escritório. A ponta brilhava úmida, o prepúcio puxado para trás deixando a glande inchada e vermelha. Ele olhou sem disfarce, examinando tudo, calculando a grossura, o comprimento, as veias que o percorriam.

— Entendo o que seu cunhado viu — disse com a voz um tom mais baixa —. Você tem um pau lindo, filho. Comece. Eu te absolvo quando terminar.

Cuspi na mão e comecei a me masturbar devagar, deslizando o punho para cima e para baixo, sentindo a glande aparecer e desaparecer sob o prepúcio a cada movimento. Ele não desviava o olhar. Tinha os nós dos dedos brancos de apertar a borda da mesa.

— Conte mais — pediu —. O que aconteceu depois com o seu cunhado?

— Naquela mesma noite eu voltei a chupar ele. No quarto de hóspedes, com a porta entreaberta. Ele me fez ajoelhar entre as pernas dele e enfiar a rola inteira na boca até a ponta tocar minha campainha e os meus olhos se encherem de lágrimas.

— Você engoliu?

— Tudo, Padre. Cada gota. O leite me encheu a boca, quente e grosso, e eu engoli de uma vez só. Não queria deixar rastro. Meus sogros dormiam no quarto ao lado.

— E você gostou do gosto? — A voz dele tinha ficado rouca. Vi a mão direita descer, sem que ele percebesse, até o próprio colo, ajustando o volume sob a calça.

— Lambi até a última gota. Chupei os ovos também, um por um, depois que ele gozou. Beijei a rola de cima a baixo até deixá-la limpa.

— Houve mais alguma coisa?

— No dia seguinte saímos para correr de manhã. Ele me levou para uma trilha isolada entre os pinheiros, baixou minha calça de moletom até os joelhos e me dobrou contra uma árvore.

— Ele te fodeu ali mesmo? — A sombra da ereção já era inegável sob a calça preta. Um pau grosso preso contra a coxa.

— Sim, Padre. Ele cuspiu no meu cu, passou saliva na rola e começou a empurrar. No começo doeu, ardia como se ele estivesse me abrindo ao meio, mas depois de algumas investidas a dor virou outra coisa. Ele começou a me foder duro, me segurando pelas ancas, batendo os ovos contra o meu cu. Eu mordia o antebraço para não gritar.

— Sem lubrificante? — perguntou com a mandíbula travada.

Cena 3 do conto: Minha confissão terminou de joelhos na sacristia
La confesión se volvió más difícil.

— Padre, quando eu estou assim de excitado, com um pouco de saliva basta. Meu cu recebe tudo, sem resistir. — Parei de me tocar porque estava à beira e não queria gozar ainda. Virei na cadeira, baixei a calça até os joelhos e mostrei o que queria mostrar: o cu empinado, as nádegas afastadas, o buraco cor-de-rosa contraindo sozinho. Chupei os dedos, os encharquei de saliva e enfiei um, depois outro, devagar, sentindo como eu me abria sem resistência, fodendo a mim mesmo na frente dele.

Ouvi a respiração dele mudar. Um suspiro grave, animal. Virei para olhá-lo. Estava paralisado, com as pupilas dilatadas e os lábios entreabertos. O volume do pau sob a calça era agora descomunal. Peguei a mão dele sem pedir permissão e a levei até o meu cu. Os dedos dele percorreram minha pele, primeiro com cautela, depois com intenção. Ele os levou à boca, umedeceu-os com saliva abundante e voltou a me tocar. Quando o senti entrar, afundando dois dedos até os nós, um arrepio me sacudiu da cabeça aos pés e um gemido longo me escapou.

— Assim, Padre, assim — ofeguei —. Enfie até o fundo.

Ele começou a movê-los dentro de mim, abrindo-os como uma tesoura, me esticando. Encontrou um ponto no meu interior que me fez arquear as costas e soltar um grito abafado. Ele sorriu ao notar, e voltou a apertar ali, uma e outra vez, até que o precum me descia em fio entre as pernas.

De repente, parou. Baixou a cabeça, as mãos imóveis sobre os joelhos. O peso do voto de celibato flutuava no ar como incenso.

Estendi a mão até a calça dele.

— Filho, vamos ver... — murmurou, mas não me afastou. Meus dedos percorreram o contorno da ereção por cima do tecido, para cima e para baixo, medindo. Era longa, grossa, e se curvava em direção ao umbigo. Ele soltou um suspiro longo, rendido, e abriu um pouco mais as pernas.

Abri o zíper dele. O pau apareceu grosso e curvado para cima, com uma gota espessa de líquido brilhando na ponta, os ovos pendendo baixos e pesados dentro do escroto coberto de pelos negros. Olhei por um instante, medindo. Era mais grosso do que o do Marcos, e a glande tinha uma cor violácea de tão inchada. Eu gostava de pau demais, já não podia me controlar nem queria.

Enfiei-o na boca num só movimento, até sentir o pelo pubiano contra o meu nariz.

Ele gemeu e jogou a cabeça para trás. A mão dele encontrou minha nuca e empurrou de leve, afundando a rola mais além do palato, até a garganta.

— Porra, porra, filho — ofegou —. Você acabou de aprender a fazer isso de verdade?

Assenti sem tirar o pau dele da boca, subindo e descendo com um ritmo que já tinha se tornado natural, como se eu tivesse esperado a vida inteira por aquilo. Lambia a parte de baixo da rola com a língua achatada, sugava a ponta com os lábios apertados, voltava a enfiá-la até as ânsias me sufocarem e depois respirava um segundo antes de engolir de novo. Ele empurrou um pouco mais, me guiando pela nuca, fodendo minha boca com investidas curtas e ritmadas.

— Não para — ofegou —. Engole inteira, assim, o tempo todo.

Retirei o pau dele por um segundo para lamber os ovos, um e depois o outro, metendo-os na boca e sugando até ele soltar um grunhido. Subi pela parte de baixo da rola com a língua, devagar, até voltar a engolir a glande. Me afastei outro segundo para respirar e o encarei de baixo, com os lábios brilhando de saliva e precum.

— Padre, o senhor vai ter que me perdoar isso assim que a gente acabar.

— Sim, mas não pare. Chupa, chupa, filho da puta, que você faz isso muito bem.

Desabotoei a camisa dele botão por botão enquanto continuava a lambê-lo. O torso apareceu coberto de pelos escuros, corpo de homem que trabalha a terra ou carrega peso, não de alguém que posa em frente a um espelho. Os mamilos duros, marrons, surgindo entre os pelos. Passei a língua pelo abdômen dele, enfiei o nariz no umbigo, mordi de leve a anca e voltei a engolir-lhe o pau até o fundo, sentindo-o pulsar contra minha língua.

— Preciso de mais uma coisa — disse, levantando-me, e me virei, apoiando as mãos na mesa, oferecendo o cu empinado com as pernas afastadas.

Ele se ajoelhou atrás de mim. O que fez então ninguém jamais tinha feito comigo: afastou minhas nádegas com as duas mãos e enfiou a língua diretamente no meu buraco. O prazer subiu da base da coluna até o alto da cabeça, quente e elétrico, e cada lambida o multiplicava. Eu sentia a barba dele raspando minhas nádegas, a língua entrando e saindo, os lábios beijando meu anel com fome.

— Assim, assim, coma meu cu, Padre — gemi, apoiando a testa na madeira da mesa —. Não pare, não pare.

Ele se afastou um instante para cuspir diretamente no meu buraco, e a saliva quente escorreu entre minhas nádegas. Voltou a enfiar a cara ali, fodendo-me com a língua, alternando com a ponta dura sobre o anel contraído. Enfiava e tirava a língua, brincava ao redor, sugava o buraco com os lábios e depois tornava a cravá-la dentro. Eu movia o cu contra a cara dele, me esfregando, completamente entregue.

— Você tem o cu mais limpo e gostoso que já provei na vida — rosnou, afastando-se para puxar ar —. Vou te abrir inteiro.

Voltou a enfiar a língua, e dessa vez acrescentou um dedo. Depois dois. Ele fodia minha entrada com os dedos enquanto a língua brincava ao redor, e eu gemia contra a mesa, soltando fios de baba sobre a madeira.

Virei-me, baixei a calça dele até os tornozelos e o empurrei até que as costas ficassem contra a mesa. Lambi a ponta, saboreando o líquido salgado que não parava de brotar, enfiei a rola inteira outra vez até a garganta, e então me apoiei de barriga para cima sobre a superfície da mesa, abrindo as pernas com as mãos atrás dos joelhos, mostrando o buraco aberto e encharcado de saliva.

— Padre — encarei-o diretamente nos olhos —, enfie. Até o fundo. Sem piedade.

Algo mudou na expressão dele. Uma sombra escura cruzou seus olhos verdes. Ele me agarrou pelas ancas, cuspiu generosamente no meu buraco, cuspiu sobre o próprio pau, besuntou-o bem até ficar brilhando, apoiou a glande na minha entrada e empurrou de uma vez só, até o fundo, até sentir os ovos dele batendo no meu cu.

O grito que me escapou começou como dor e terminou como algo completamente diferente. Ele me tapou a boca com a palma e começou a me foder, primeiro devagar, encontrando o ângulo, tirando quase tudo e tornando a me enfiar com calma, até meu buraco se acostumar com a grossura dele. Depois mudou o ritmo: começou a me foder com investidas firmes, profundas, que faziam a mesa tremer contra a parede. Cada estocada me arrancava um gemido abafado contra a mão dele.

— Como seu cu aperta — rosnou entre os dentes, o suor começando a brilhar na testa e a escorrer pelo peito peludo —. Porra, que cu de puta você tem.

— Me foda, Padre — implorei, tirando a mão dele da boca e abraçando-o pelos ombros —. Mais forte. Por favor, me arrebente.

E ele não parou. Alternava estocadas rápidas e secas com outras lentas e profundas, até o fundo, e eu sentia ele entrar e sair, me preenchendo cada vez mais, atingindo aquele ponto interno que me fazia ver faíscas. Ele me segurou as pernas por baixo dos joelhos, levantou-as para apoiá-las nos ombros e me dobrou quase ao meio para cravar a rola num ângulo novo, brutal, que me arrancou um grito que ele voltou a calar com a mão.

Eu o agarrei pelos ombros, ele me segurou pelas nádegas e me ergueu da mesa com meu pau preso entre nossos ventres. Ele me sustentou no ar enquanto me penetrava, minhas pernas em volta da cintura dele, a rola entrando e saindo de baixo para cima; a força dele era real, de homem que não precisava de academia para ter força. Toda vez que eu descia contra a rola dele, os ovos batendo contra o meu cu com um estalo úmido.

— O senhor é um touro, Padre — ofeguei entre as investidas.

— Você que me fez assim, filho. Você e esse cu apertado.

Empurrei-o até que as costas dele tocassem o tampo da mesa. Montei nele como um cavaleiro, escolhendo a velocidade, escolhendo o quanto queria engolir dele. Às vezes só a ponta, sentindo a glande me abrir e ficar dentro dos primeiros centímetros, brincando ali. Quase sempre inteira, até notar os ossos dele contra a minha pele, os ovos pesados esmagando sob o meu cu. Subia e descia, contraindo o buraco ao redor da rola dele, olhando-o nos olhos. Os dois estávamos encharcados de suor. O escritório cheirava a corpo, suor e sexo, misturado ao aroma adocicado da cera. Meu próprio pau dava chicotadas entre nossos ventres, deixando marcas de precum sobre o abdômen peludo dele.

Ele me agarrou as ancas com as duas mãos e começou a me investir por baixo, com força, me fodendo num ritmo brutal enquanto eu me deixava cravar. A mesa rangia sob nós. O crucifixo na parede tremia no prego.

— Vou gozar — me avisou com o olhar vidrado.

— Goze dentro, Padre — eu disse, e acelerei o ritmo, enfiando até o fundo em cada movimento, desejando sentir como ele me preenchia —. Encha meu cu inteiro, Padre. Quero levar isso dentro de mim.

Ele ficou rígido por um segundo. Cravou as unhas nas minhas ancas. Rosnou do fundo do peito, um som animal que reverberou pelas paredes do escritório, deu três investidas lentas, profundas, brutais, quase me erguendo do chão a cada uma, e então senti ele se esvaziar dentro de mim, quente e abundante, jato atrás de jato de sêmen preenchendo meu interior. Eu sentia cada espasmo do pau dele descarregando dentro de mim, e cada um me arrancava um novo gemido. O corpo dele relaxou sob o meu, e o meu se deixou cair sobre ele, juntando abdômen com abdômen, peito com peito, suor com suor, meu pau ainda duro e pulsante preso entre os dois.

A boca dele procurou a minha. Nos beijamos. Foi meu primeiro beijo com um homem. Senti a barba dele raspando meu rosto, a língua brincando com a minha, profunda e voraz, o pau dele ainda dentro de mim, cada vez mais mole, mas sem querer sair. O sêmen dele começava a escorrer para fora, morno, deslizando pelo meu períneo.

Ele se afastou devagar, retirando o pau do meu cu com um som úmido e obsceno. Um fio de sêmen e saliva me escorreu pela virilha. Ele me encarou.

— Preciso de mais uma coisa — disse, e se ajoelhou à minha frente. Meu pau continuava duríssimo, apontando diretamente para o rosto dele, a ponta brilhando de precum. Ele abriu os lábios e mostrou a língua, esperando.

Comecei a me masturbar com o punho fechado apontando para a boca dele. Batia de leve meu pau contra os lábios entreabertos dele e ele o beijava sempre que eu aproximava, brincando com a ponta da língua sobre a glande, lambendo o precum que não parava de brotar. Passei a rola pela barba, pelas bochechas, pelos lábios, marcando o rosto dele com meu líquido pré-seminal. Ele estava com os olhos fechados e a boca aberta como um comungante.

— Padre, abra bem a boca — ofeguei —. Ponha a língua para fora, Padre.

Ele obedeceu. Mostrou a língua inteira, achatada, oferecendo-a como um cálice. Acelerei a mão no meu pau, esfregando-o rápido, sentindo tudo se acumular na base. Quando não aguentei mais, me tensionei inteiro, rosnei e gozei sobre a língua aberta dele. O primeiro jato salpicou o rosto dele da testa ao queixo. O segundo caiu dentro da boca dele, espesso e branco. O terceiro manchou o lábio inferior e a barba. Continuei descarregando sobre a língua dele até não me restar nada, e ele engoliu o leite com os olhos fechados, como se fosse um sacramento, sem desperdiçar uma gota.

Ele me olhou de baixo. Os olhos verdes, brilhantes. A barba manchada com meu sêmen. Passou a língua pelos lábios e lambeu o que tinha restado no rosto.

A culpa me invadiu como um balde de água fria.

Ele se levantou, me envolveu com os braços e me apertou contra o peito nu. O coração dele batia tão forte quanto o meu. Eu sentia o pau mole e pegajoso dele contra a minha anca.

— Agora sim — disse com a voz calma, voltando a ser o sacerdote —. Vamos para a penitência, filho.

Eu sabia que nenhuma penitência do mundo apagaria o que eu acabara de descobrir sobre mim mesmo: que eu tinha nascido para ter um pau dentro de mim, na boca ou no cu, e que voltaria àquele escritório toda quarta-feira à tarde enquanto o Padre Nicolás me deixasse entrar.

Ver todos os contos de Gay

Avalie este conto

3.8 (50)

Comentários

Seja o primeiro a comentar.

Deixe um comentário

Entrar ou criar conta

Escolha como quer continuar.