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Relatos Ardientes

Quatro anos olhando para ela sem ousar falar

4.4 (50)
Ilustração do conto erótico: Quatro anos olhando para ela sem ousar falar

Existe um tipo de mulher que não aparece de repente. Você precisa ir descobrindo aos poucos, como quando aprende a ler em uma língua nova. Laura era assim. Um metro e sessenta e poucos, cabelo escuro com ondas suaves que iam até os ombros, óculos de armação fina que emolduravam uns olhos castanhos tranquilos. Se vestia sem pretensão: jeans, blusas soltas, tênis. Uma mulher que não competia pela sua atenção e, talvez por isso, era a única que conseguia tê-la por completo.

Ela não era chamativa no sentido convencional. Não era daquelas que entram num bar e todo mundo levanta a cabeça. Mas havia algo nela que ia se instalando devagar, como uma temperatura que sobe sem que você perceba, e um dia você se dá conta de que passou meses pensando nela sem motivo aparente. Sem ter falado de nada importante. Sem ter vivido nenhum momento extraordinário. Só aquela presença constante, tranquila, que não pedia nada e por isso ficava gravada em algum lugar que você nem sabia bem onde era. Passei meses batendo punheta pensando nela sem saber exatamente o que havia nela que me deixava tão duro. Só que, cada vez que eu fechava os olhos na cama, minha rola endurecia imaginando-a atrás do balcão, e eu ia buscá-la com a mão até gozar.

Foi isso que me prendeu desde o início. Não entendê-la. Não saber que peitos ela tinha debaixo das blusas, que buceta ela tinha debaixo do jeans, que cara faria se eu a encontrasse montada na minha rola às três da manhã.

Laura toca o bar da família desde jovem. Um boteco de bairro sem pretensão, com o balcão de madeira gasto e a cafeteira barulhenta do tempo das antigas. Meus pais iam lá desde sempre, então eu a conhecia a vida toda. Mas eu só passei a vê-la de verdade quando tinha uns vinte e cinco anos. Foi algo gradual, sem uma data clara de início. De repente, me peguei procurando-a com os olhos sempre que entrava no bar, prestando atenção em como ela se movia atrás do balcão, em como segurava os copos com as duas mãos quando havia muita gente, em como escutava sem interromper quem falava com ela. Ela tinha essa habilidade rara de fazer você sentir que estava recebendo atenção, mesmo ocupada com outra coisa. E eu, enquanto a observava, encarava a curva da bunda dela toda vez que se abaixava para pegar algo da geladeira, encarava os mamilos marcando sob o tecido fino da blusa quando a noite esfriava, encarava a língua quando ela umedecia os lábios sem perceber.

Ela também me olhava. No começo, eu ignorei. Pensei que fosse coisa da minha cabeça, que meu cérebro buscava confirmação de algo que só existia na minha imaginação. Mas com o tempo, com os anos passando, a coisa ficou óbvia demais para continuar ignorando. Quando eu entrava, ela levantava o olhar mesmo se estivesse no meio de algo. Quando eu ia embora, havia sempre uma fração de segundo antes de voltar ao que fazia. Uma pausa pequena, quase imperceptível, mas que eu aprendi a reconhecer. E uma vez, só uma vez, eu a peguei baixando os olhos diretamente para o volume da minha calça jeans quando eu me levantei do banco. Foi meio segundo. Mas foi o suficiente para que naquela noite eu me masturbasse duas vezes seguidas pensando naquele olhar.

Não era uma tensão dramática nem cinematográfica. Era algo mais cotidiano e, por isso mesmo, mais difícil de sacudir.

Ela sempre usava jeans. Nada que saltasse aos olhos. Mas havia algo no jeito como se movia quando caminhava até o outro lado do balcão que fazia eu olhá-la sem querer. Aqueles jeans que esticam, os que não são de tecido rígido, os que marcam o que há por baixo se houver alguma coisa para marcar. Nela não marcava nada. E eu ficava ali, com aquela pergunta sem resposta rodando na cabeça, imaginando possibilidades diferentes. Uma tanguinha de fio dental enfiada entre as nádegas. Uma tirinha finíssima cruzando o quadril. A buceta raspada e sem nada por cima, os lábios apertados contra a costura da calça. Era um pensamento absurdo, eu sei. Mas era o que vinha sempre que eu a via andar, e com os anos parei de resistir. Ia para casa com a rola meio-mole e passava a noite imaginando-a aberta de pernas, os dedos enfiados na própria buceta, me olhando com a mesma calma de trás do balcão enquanto umedecia a mão.

***

O verão passado foi diferente.

Entrei no bar em meados de julho, numa terça-feira à tarde. Estava quente e o local estava quase vazio. E lá estava Laura, atrás do balcão, com o cabelo preso num coque displicente e uma regata nova, ou pelo menos eu nunca a tinha visto usando aquela. Vestia um jeans que lhe caía justo no quadril e abria um pouco na barra, e umas sandálias de couro preto com tira entre os dedos. O cabelo preso deixava à mostra o pescoço e a parte alta dos ombros. A regata era solta o suficiente para que, quando ela se inclinava para pegar algo da geladeira baixa, eu visse o sutiã preto e a curva dos seios apertados contra ele.

Cena 1 do conto: Quatro anos olhando para ela sem ousar falar
Algo cambió ese martes.

Pareci congelar por um segundo na porta. Não consegui evitar. Meu pau começou a inchar só de vê-la.

Há coisas que você não consegue explicar por inteiro. Sempre gostei de óculos numa mulher, embora por muito tempo não soubesse bem por quê. Acho que têm algo de dupla identidade: o que você vê na frente e o que imagina que existe por trás. O rosto de bibliotecária correta e a imagem mental desse mesmo rosto com os óculos tortos e a boca cheia de rola. As sandálias também, esse jeito de deixar os pés à mostra que tem algo de informal e íntimo ao mesmo tempo, algo que te lembra que por baixo de tudo está o corpo de verdade. Os pés de Laura eram finos, com as unhas pintadas de vermelho escuro, e eu me imaginei chupando um por um enquanto ela apertava minha rola com a outra mão. Laura reunia as duas coisas, e naquele dia reunia isso com aquele corpo que eu imaginava havia anos sem conseguir confirmar totalmente.

Me aproximei do balcão. Ela ergueu os olhos.

— O que eu te sirvo? — perguntou, com aquela voz tranquila que tinha, como se não existisse urgência em lugar nenhum do mundo.

— Um shot de Baileys — eu disse.

Enquanto ela preparava, permiti-me olhá-la sem disfarce, algo que eu raramente fazia porque me parecia desnecessariamente óbvio. Mas naquele dia não me importei. Olhei o decote, as clavículas, a linha do pescoço descendo até o começo dos seios. Olhei os mamilos marcando sob o tecido da blusa, dois pontos duros que não estavam ali quando eu entrei. Ela também não fez nada para cortar o olhar. Se movia atrás do balcão com aquela calma de sempre, como se estivesse completamente à vontade com a minha atenção, como se soubesse perfeitamente que eu estava olhando os peitos dela e gostasse disso.

Quando ela me entregou o copo, nossas mãos ficaram perto. Houve um momento estranho, desajeitado, em que pareceu querer roçar a minha e depois parou. Eu vi claramente. Não foi acidental nem casual: foi um movimento iniciado e cancelado, no meio do caminho entre a intenção e o freio. Meu pau estava duro dentro do jeans e doía contra o tecido.

Saí para fumar para organizar as ideias e para a ereção baixar um pouco.

Quando voltei, fui para o outro lado do balcão, onde ela estava apoiada com os cotovelos na madeira. Estendi a mão para pegar o copo vazio que estava à sua frente e ela pôs a mão por cima da minha, devagar, sem tirar os olhos dos meus. Eu movi o indicador e acariciei o pulso dela, bem devagar, seguindo a linha do tendão. A pele estava quente. Passei o dedo pela parte interna do antebraço e senti o pulso disparado sob a ponta do dedo.

Ouvi um som pequeno, quase inaudível, que se cortou de imediato. Um suspiro. Um suspiro cortado no meio.

— Obrigada — disse ela, e voltou a se mover para a outra ponta do balcão. Mas, ao se virar, vi a nuca avermelhada e vi os mamilos ainda mais duros do que antes, marcando-se contra a blusa como se estivessem pedindo para eu chupá-los ali mesmo.

Nessa noite eu não dormi bem.

Cheguei em casa com a rola prestes a explodir dentro do jeans. Baixei a calça assim que fechei a porta, sem acender a luz. Bati uma no sofá pensando na cara que ela tinha feito ao sentir meu dedo no pulso, no suspiro que lhe escapara, em como os mamilos tinham marcado na blusa. Gozei logo, cedo demais, e fiquei ali sentado com a mão cheia de porra e a respiração entrecortada. Dez minutos depois estava duro de novo. Comecei outra vez, dessa vez na cama, imaginando-a de joelhos entre minhas pernas com aqueles óculos tortos e a boca aberta, me chupando devagar, me olhando de baixo com a mesma calma com que me servia café. Gozei pela segunda vez com um gemido rouco que não consegui conter. E ainda me masturbei uma terceira vez antes de dormir, imaginando-a montada em mim, os seios sacudindo, a buceta apertando minha rola enquanto ela terminava de gozar por cima.

***

Levei alguns dias para criar coragem e voltar, e quando o fiz, escolhi uma tarde em que sabia que o bar estaria vazio. Terças depois das quatro, antes de o pessoal do trabalho começar a chegar: esse era o momento. Entrei, não havia mais ninguém. Ela estava sentada num banco no fundo do balcão, conferindo algo no celular.

— O que eu te sirvo? — disse, sem se levantar ainda.

— Um café com gelo.

Enquanto preparava, sentei-me na extremidade do balcão, o ponto mais distante da porta. Quando trouxe, ela ficou de pé à minha frente, apoiada na madeira com as duas mãos. Nós nos olhamos por um momento sem dizer nada. Eu sentia o calor da proximidade dela com uma nitidez que me pareceu quase incômoda, esse tipo de calor que não é só temperatura, mas algo mais, algo que ocupa o espaço entre duas pessoas e não pode ser ignorado. Olhei o decote a partir da altura do banco e vi um pedaço de sutiã, desta vez branco, e vi um mamilo crescendo contra ele.

— Laura — eu disse —, você me atrai. Faz tempo que me atrai. Não sei exatamente o quê, mas há algo em você que eu não consigo entender direito e isso está me deixando louco há anos. Eu bato punheta pensando em você. Faço isso há anos. Gozei pensando em você mais vezes do que com todas as mulheres com quem realmente transei.

Olhei para ela depois de dizer isso. Esperei alguma coisa: desconforto, surpresa, um sorriso cortês que encerrasse o assunto de modo educado. O que vi foi outra coisa completamente diferente.

— Já estava na hora de você me falar isso — respondeu ela, apoiando as mãos no balcão com absoluta calma —. Eu também gozo pensando em você. Bastantes vezes.

Ela disse isso sem drama. Como quem confirma algo que já era óbvio havia muito tempo e que estava começando a ser ridículo demais para não nomear. Como se dizer "eu gozei pensando em você" fosse o mesmo que dizer "está chovendo".

Respirei fundo. Meu pau estava duro de novo contra o jeans e notei como ela lançou um olhar rápido para o volume antes de voltar a me encarar.

— Há quanto tempo você está esperando eu falar?

— Bastante — admitiu, com um meio sorriso que era o primeiro sorriso de verdade que eu via nela em anos de conhecê-la —. Tempo demais. Teve noite em que enfiei dois dedos pensando no seu rosto e fiquei puta por não poder usar você de verdade.

***

Houve uma pausa longa em que nenhum dos dois falou. Terminei meu café devagar, tentando não tremer. Ela se escorou na bancada atrás do balcão, os braços cruzados, sem tirar os olhos dos meus. Do lado de fora passou um carro. A cafeteira fez barulho. Ninguém entrou pela porta.

— O que acontece comigo com você — eu disse por fim — é que eu te olho e não sei o que esperar. Com a maioria das pessoas a gente cria uma ideia de cara. Com você eu não consigo.

— É que eu não sou fácil de ler — disse ela.

— Eu sei.

— Nem na cama.

Ela disse isso sem desviar o olhar e sem mudar o tom. Como se fosse uma observação neutra, um aviso gentil que queria que eu processasse direito antes de continuar.

— O que você quer dizer? — perguntei, embora já tivesse uma ideia bem clara.

— Que gosto de foder dominando. Que gosto de ter um cara de joelhos, com a rola prestes a explodir, implorando para eu deixá-lo gozar. Que gosto de amarrá-los na cama, montar neles até secarem, e obrigá-los a comer minha buceta depois que gozaram dentro. Que tenho brinquedos e sei usá-los. Que da primeira vez que eu te foder vou fazer você implorar.

Fiquei em silêncio por um momento. Não por surpresa, mas para processar direito o que ela tinha acabado de dizer e para não responder rápido demais. Meu pau pulsava dentro da calça, e minha buceta secou de inveja só de imaginá-la naquela posição.

— Isso tem um problema — eu disse por fim.

— Qual?

— É que eu também gosto de mandar. Gosto de ter uma gata agarrada pelo cabelo me chupando a rola no meu ritmo. Gosto de deixá-la fodida até não conseguir nem falar. Até agora ninguém conseguiu com isso.

Ela sorriu de verdade então, pela primeira vez em anos de conhecê-la. Um sorriso lento, sem pressa, como se acabasse de receber exatamente o que esperava ouvir.

— Comigo vai ser diferente. Comigo você vai acabar de joelhos me implorando para eu deixar você gozar. E quando eu permitir, você vai gozar tão forte que vai esquecer seu nome.

— Vamos ver.

— Sim — disse ela —. Vamos ver.

***

Ela pegou o telefone e começou a procurar algo. Eu a observei enquanto fazia isso, aquela concentração dela que era a mesma para qualquer coisa: para preparar um café, para tocar as contas, para tomar uma decisão em segundos. Havia algo nisso que eu gostava muito, nessa forma de não dramatizar nada. Meu pau ainda estava meio duro e eu precisei acomodá-lo dentro da cueca sem que ficasse muito evidente. Ela me viu fazer isso e umedeceu os lábios por um segundo antes de voltar ao telefone.

— Este fim de semana — disse, sem levantar os olhos da tela —. Tem uma casa de campo a quarenta minutos daqui. Fica isolada. Sem vizinhos por perto. Você vai poder gritar tudo o que quiser e ninguém vai ouvir.

— Você está reservando isso agora?

— Já está reservado. Estou com a reserva feita há dois meses, caso um dia você abrisse a boca. Leve camisinha. Muitas. E não coma muito nesse dia, porque não quero que você vomite quando eu enfiar isso até o fundo da sua garganta.

Trocamos os números de telefone. Nesse momento entrou um cliente pela porta e ela voltou ao trabalho sem transição, como se a conversa que acabávamos de ter tivesse sido sobre o tempo. Eu me levantei, deixei o dinheiro do café no balcão e fui embora sem dizer mais nada. Estava com as pernas moles, a rola inchada e o pescoço quente.

Quando eu estava chegando à esquina, o celular vibrou.

Era uma foto. A mão de Laura sobre o tecido de uma tanguinha azul, fio dental, exatamente a que eu tinha imaginado por anos. O tecido tinha uma mancha escura e úmida na virilha, uma mancha grossa, redonda, que se espalhava de onde deveria estar o clitóris até mais abaixo. Dava para ver o volume da buceta contra o tecido molhado. Dava para ver o formato dos lábios apertados contra o fio. Abaixo da foto havia uma mensagem: "Olha o que você me deixou. Estou assim desde que te vi entrar. Põe a mão na massa, seu filho da puta."

Entrei no hall do meu prédio, subi as escadas de três em três e entrei em casa batendo a porta. Baixei o jeans e a cueca até os tornozelos antes de chegar ao sofá. Meu pau estava tão duro que doía. Segurei-o com a mão direita e comecei a movê-lo devagar, olhando a foto da tanguinha molhada. Imaginei arrancar aquele fio com os dentes. Imaginei afastar os lábios da buceta com dois dedos e vê-los brilhando de úmidos. Imaginei enterrar a língua entre eles até tocar o clitóris inchado, e ouvi-la gemer naquela mesma calma despedaçada em mil pedaços. Comecei a me masturbar cada vez mais rápido. Cuspi na palma para escorregar melhor e meti com vontade, apertando os ovos com a outra mão, os pés fincados no chão. Pensei na boca dela envolvendo a rola, pensei na buceta dela apertada contra meu rosto, pensei nos seios dela saltando em cima de mim enquanto ela se fodia com meu corpo. Gozei com um rosnado longo, soltando jatos grossos de porra sobre o sofá, sobre minha mão, sobre a coxa. Três, quatro, cinco jorros, um atrás do outro, até a respiração falhar.

Fiquei ali largado por um minuto, ofegante, com a rola ainda dura pingando os últimos fios de porra. Peguei o celular com a mão livre, tirei uma foto da outra mão: os dedos cheios de leite, a coxa manchada, a rola ainda dura aparecendo por baixo. Mandei para ela com uma mensagem: "Foi isso que você conseguiu. E isso é só a primeira vez. Espera o fim de semana, porque eu vou te arrebentar."

Ela respondeu trinta segundos depois. Outra foto. Agora sem a tanguinha. A buceta raspada, os lábios separados com dois dedos, brilhando de tão molhada que estava. Um dedo enfiado até os nós. E abaixo, uma mensagem curta: "Estou assim há dois meses. Sonhe comigo esta noite."

Não houve mais mensagens naquela noite. Não eram necessárias. Eu me masturbava toda vez que acordava para olhar as fotos, e acordei três vezes antes do amanhecer.

***

Estou há dias pensando nesse fim de semana sem conseguir pensar em outra coisa. No que vai acontecer entre nós quando não houver balcão no meio, nem clientes que possam entrar, nem motivo algum para nos conter. Em como vai ter gosto a buceta dela quando eu finalmente a chupar. Em como minha rola vai ficar apertada quando eu a enfiar até o fundo. Em se ela vai conseguir o que disse que vai conseguir: me pôr de joelhos implorando. Em se eu vou deixá-la fazer isso, ou se isso é algo que realmente posso controlar. Em se vou acabar eu por cima, fodendo-a até deixá-la sem voz, ou se vou acabar eu por baixo com as coxas dela apertando minha cabeça enquanto eu chupo a buceta dela do jeito que ela mandar.

Porque o que está me tirando do sério não é o sexo em si. É que, durante anos, me perguntei o que havia por baixo daquela calma dela, daquele jeito de se mover sem pressa, daquela maneira de olhar para você como se já soubesse alguma coisa que você ainda não sabia. E agora que tenho uma resposta parcial — que por baixo dessa calma existe uma mulher que enfia dois dedos na própria buceta pensando em mim e que já tinha reservado uma casa de campo caso eu resolvesse abrir a boca —, eu quero a resposta completa. Preciso saber se a mulher que imaginei todo esse tempo existe mesmo ou se era apenas uma projeção minha que foi se construindo sozinha com os anos.

Laura disse que tem brinquedos. Disse que gosta de dominar. Disse que comigo vai ser diferente. Disse que eu vou acabar de joelhos implorando para ela me deixar gozar.

Eu normalmente não perco essas apostas.

Mas também não costumo desejar tanto perder assim. E também não costumo ficar duro tantos dias seguidos só de pensar em uma mulher.

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