Confesso o que aconteceu naquela manhã no morro
Reconheci ela no topo do morro. Sete anos sem ver, e ela me olhou como se soubesse que naquele sábado eu estaria lá. O que veio depois eu não devia ter deixado acontecer.
Reconheci ela no topo do morro. Sete anos sem ver, e ela me olhou como se soubesse que naquele sábado eu estaria lá. O que veio depois eu não devia ter deixado acontecer.
Levávamos quatro anos trocando olhares naquele bar. Ela de óculos, eu sem saber o que fazer com tudo o que sentia cada vez que ela me servia.
Fazia meses que eu não saía. Coloquei o vestido preto, fui sozinha ao evento e não imaginei que aquela noite terminaria entre dois homens.
Preparamos o jantar juntos entre beijos furtivos. Ninguém imaginou como aquela noite de filmes terminaria no sofá quando ele descobriu meu costume secreto.
Ele trancou a porta, sentou na mesa e me olhou com uns olhos verdes que não julgavam nada. Eu ainda estava ofegante.
Mateo tinha vinte e cinco anos e um olhar que não pedia licença. Quando Andrés o chamou para casa, nós dois sabíamos que aquela noite não ia acabar cedo.
Apoiei a testa na porta para não fazer barulho. As crianças dormiam do outro lado e eu me desfazia sob as mãos do meu marido, mordendo o lábio.