Meus encontros lésbicos em um app de videogame
Era só um jogo para fazer amigas, mas quando ela perguntou se podia vir naquela noite, entendi que a gente tinha cruzado uma linha que eu queria cruzar.
Era só um jogo para fazer amigas, mas quando ela perguntou se podia vir naquela noite, entendi que a gente tinha cruzado uma linha que eu queria cruzar.
Eu o adicionei sem pensar. Li tudo o que ele publicou. Nunca dei um like. Três anos depois, ainda não ouso escrever para ele, mas penso nele toda noite.
Ele tinha vinte e um anos e me olhava havia meses de um jeito que eu fingia não notar. Nessa noite, meu filho foi dormir e ficamos sozinhos.
Duas mulheres separadas, um apartamento arrumado demais e um baralho que ninguém deveria ter encontrado naquela noite.
Estava há um mês pensando naquela noite, e contei tudo a Sandra sem filtros. Ela ouviu em silêncio e no fim disse: tenho inveja. Foi assim que tudo começou.
Fazia um mês que eu não conseguia tirar daquele canto do Industria da cabeça. Nessa madrugada, decidi voltar, mas desta vez não iria sozinha.
O corredor estava em silêncio, a porta dele entreaberta. Eu sabia que não devia entrar. Entrei mesmo assim.
Desde que entrei no carro, os olhos dele voltavam ao espelho uma e outra vez. Era óbvio que ele estava me olhando. Decidi fazer algo a respeito.
Eu caminhava sem rumo quando ele ergueu o rosto do segundo andar e sustentou meu olhar como se soubesse, antes de mim, que acabaríamos enroscados nos lençóis dele.
Ele me pediu uma rapidinha enquanto eu escrevia. Saiu do banho cheirando a ele e eu vesti as meias de renda. O resto eu ainda saboreio.
Quatro homens pagaram para me usar num armazém. Minha filha controlava a porta. Nessa noite deixei de ser quem eu era.
Quando entrei naquele bar e ouvi sua voz se apresentando, algo dentro de mim desabou. Não foi desejo. Foi rendição absoluta.
Quando vi o homem se aproximando pela trilha, ele apertou minha cabeça com mais força. Não ia parar. E eu também não queria que ele parasse.
Havia meses eu fantasiava me render a alguém que soubesse assumir o controle. Não imaginei que o encontraria numa sexta-feira, no balcão de um bar.
Ela mentiu na frente de todo mundo no estacionamento para subir no meu carro. Antes de sair da cidade, já tinha procurado minha mão. E eu também não queria voltar pra casa daquele jeito.
A brisa noturna, dois baseados acesos e a certeza de que todos dormiam. Só faltava alguém dizer em voz alta o que nós dois pensávamos.
Reconheci ela no topo do morro. Sete anos sem ver, e ela me olhou como se soubesse que naquele sábado eu estaria lá. O que veio depois eu não devia ter deixado acontecer.
Levávamos quatro anos trocando olhares naquele bar. Ela de óculos, eu sem saber o que fazer com tudo o que sentia cada vez que ela me servia.
Fazia meses que eu não saía. Coloquei o vestido preto, fui sozinha ao evento e não imaginei que aquela noite terminaria entre dois homens.
Preparamos o jantar juntos entre beijos furtivos. Ninguém imaginou como aquela noite de filmes terminaria no sofá quando ele descobriu meu costume secreto.