O que a esposa do cônsul me ofereceu
Resolvi uma crise na aduana e o cônsul me convidou para sua residência. Não imaginei o que me esperava no fundo do jardim, nem o que viria depois.
Resolvi uma crise na aduana e o cônsul me convidou para sua residência. Não imaginei o que me esperava no fundo do jardim, nem o que viria depois.
Vesti as roupas de Camila como uma brincadeira. Acabei no apartamento de um desconhecido, sem saber como chegara ali nem o que aconteceria.
Foi a noite em que fui mais longe sozinha e sem uma peça de roupa. Cães, homens, motos e o parque central: vi tudo com a pele nua.
Eu tinha um quarto secreto atrás da minha loja de lingerie. Naquela tarde, Andrés já estava nu quando eu cheguei. Não esperávamos mais ninguém.
Eu andava sozinha na chuva, com a roupa grudada no corpo, quando ele me viu da obra. Nenhum dos dois disse muita coisa. Não foi preciso.
Quando lhe propus um drinque naquele sábado, não imaginei que ao fim da noite nós dois teríamos cruzado uma linha sem volta.
Depois de anos guardando esse segredo, eu disse de uma vez: minha mulher transava com outros homens e eu sabia. O que vi nos olhos do meu tio não foi julgamento, mas algo mais obscuro.
Assim que os últimos colegas foram embora, ela subiu para o andar de cima. Tirou a saia primeiro. Depois a camisa. Depois tudo o mais.
A recepcionista saiu para almoçar e o doutor fechou a porta do consultório. Eu tinha ido por uma simples escoriação. Saí por algo completamente diferente.
Desci até ela e senti de imediato: aquele gosto que não era dela. Naquele instante eu soube o que tinha acontecido, mas não disse nada. Continuei.
Eu morava na fazenda e podia usar roupa de mulher o dia inteiro sem ninguém me incomodar. Até que um desconhecido escreveu dizendo que gostava das minhas fotos.
Quando saí do banho, ela estava ali com lingerie preta e aquele sorriso que eu não via havia anos. Naquela noite, ela tinha um plano para mim que eu jamais teria imaginado pedir.
Sandra precisava de ajuda com uma persiana. Eu precisava esquecer o pior dia da minha vida. Nenhum de nós esperava que Valentina chegasse tão cedo.
Eu não sabia como Marcos reagiria quando eu contasse. Mas, com Andrés a poucos metros naquela festa, não consegui mais me calar nem por um segundo.
Desci da moto a meia quadra e entrei em silêncio pela porta dos fundos. Do quarto vinham vozes que demorei a reconhecer.
Quando ela abriu a porta não estava maquiada e o olhar dela tinha uma melancolia que me acertou o peito antes de trocarmos uma única palavra.
Minhas amigas estavam demorando e ele apareceu sem eu chamar. Em dez minutos, os dois já sabíamos onde iríamos terminar.
Fui consertar a máquina de lavar dele com uma tanga vermelha por baixo da calça. Só precisava achar o momento para ele notar. Ele não disse nada, mas ficou olhando.
Cheguei ao apartamento dele na hora combinada. Ele abriu a porta de roupão; ela desceu depois, nervosa e excitada. A noite seria longa.
Eu havia filtrado dezenas de perfis até chegar a Marcos. Tudo o que eu pedia, e a paciência que nunca sobra. Mas sempre alguém chega cedo demais.