Aquela noite na barraca eu nunca contei a ninguém
Voltávamos da praia para o camping quando uma garota pediu carona no meio do caminho. Eu não sabia que naquela noite descobriria outra coisa.
Voltávamos da praia para o camping quando uma garota pediu carona no meio do caminho. Eu não sabia que naquela noite descobriria outra coisa.
Fechei a porta do hotel, olhei para as mãos trêmulas dele e soube que aquele desconhecido estava tão assustado quanto eu. E nenhum dos dois pensava em ir embora.
Naquela tarde, eu não buscava amor nem explicações; buscava dois corpos diferentes no mesmo quarto de motel e a certeza de que ninguém jamais saberia o que aconteceu ali.
Quando o vi entrar no dark room atrás de mim, soube que a noite não terminaria na minha cama. Ele tinha o corpo que só se vê em revista.
Pensei que a chuva me deixaria sem nada. A vinte metros vi o rapaz moreno ao lado do banco, ensopado, e entendi que a noite só estava começando.
Passei anos imaginando isso vendo vídeos às escondidas. Numa tarde, uma mensagem em uma página de encontros, e um desconhecido entrou no meu carro pronto para mudar tudo.
Eles eram jovens, abertos e queriam algo diferente. O que não sabiam é que naquela noite no hotel eu também descobriria uma parte de mim que vinha escondendo havia anos.
Ela ergueu a taça do canto como se brindasse comigo. Ele se aproximou e me disse ao ouvido que queriam me levar ao apartamento em Pichincha. Eu não sabia o que viria depois.
Subi os quatro andares com o coração disparado. Queria um brinquedo, mas saí com algo mais: o olhar da garota atrás dos óculos gravado para aquela noite.
Minha mulher saiu com as «amigas» e eu fui para a casa de Mauricio. Uma câmera, dois casais e a pergunta de qual dos dois seria a melhor puta naquela noite.
Uma noite, depois de cervejas demais, eu disse sim. O que veio depois me obrigou a repensar tudo o que eu achava saber sobre mim.
Subi para o segundo andar do ônibus achando que dormiria as sete horas seguidas. Trinta minutos depois, um rosto surgiu entre os assentos e me perguntou para onde eu ia.
Andrés sabia exatamente o que fazia com as mãos. Cheguei com dor nas costas e saí com algo sem nome, em que ainda penso quando adormeço.
Eu já fazia tempo que queria fazer isso: escolher um homem em um lugar público e levá-lo para a cama. Naquela tarde no café, enfim tomei coragem.
Naquela tarde na praia, soube que os quatro estavam nos olhando. O que eu não sabia era que, naquela noite, tudo o que Roberto e eu tínhamos imaginado iria acontecer.
Na noite em que vi aquela garota sair do quarto da irmã Graciela, eu devia ter seguido andando. Em vez disso, fiquei. E isso mudou tudo.
Ela abriu a porta com um vestido que não deixava nada à imaginação. Eu soube que aquele jantar não seria como os outros, mas não imaginei até onde chegaríamos.
Eu o esperei com uísque e quase nada de roupa. Ele não sabia que aquela noite era só o começo de um plano que eu vinha montando em silêncio há semanas.
A TV ligada, as luzes apagadas, uma manta cobrindo nós três. Ninguém disse nada. Foi meu amigo quem moveu a mão primeiro, devagar, como se já esperasse aquele momento.
Faziam dias que Luciana tinha tido sua estreia bissexual e já pedia mais. O que planejamos naquela noite em Buenos Aires mudou tudo para ela.