O que aconteceu com meu professor na biblioteca
Na segunda, só descobri que ele não conseguia tirar os olhos de mim. Na sexta, me deu a chave da biblioteca e me marcou às seis.
Na segunda, só descobri que ele não conseguia tirar os olhos de mim. Na sexta, me deu a chave da biblioteca e me marcou às seis.
Era só um jogo para fazer amigas, mas quando ela perguntou se podia vir naquela noite, entendi que a gente tinha cruzado uma linha que eu queria cruzar.
Eu o adicionei sem pensar. Li tudo o que ele publicou. Nunca dei um like. Três anos depois, ainda não ouso escrever para ele, mas penso nele toda noite.
Ele tinha vinte e um anos e me olhava havia meses de um jeito que eu fingia não notar. Nessa noite, meu filho foi dormir e ficamos sozinhos.
Duas mulheres separadas, um apartamento arrumado demais e um baralho que ninguém deveria ter encontrado naquela noite.
Sempre pensei que gostava de homens. Foi o que achei, até a noite em que minha amiga me olhou de outro jeito e algo em mim respondeu sem eu decidir.
Estava há um mês pensando naquela noite, e contei tudo a Sandra sem filtros. Ela ouviu em silêncio e no fim disse: tenho inveja. Foi assim que tudo começou.
Fazia um mês que eu não conseguia tirar daquele canto do Industria da cabeça. Nessa madrugada, decidi voltar, mas desta vez não iria sozinha.
Quando ele me chamou à mesa e pediu que eu parasse de distraí-lo, eu soube que na sexta-feira minha tanga não voltaria para casa comigo.
O corredor estava em silêncio, a porta dele entreaberta. Eu sabia que não devia entrar. Entrei mesmo assim.
Desde que entrei no carro, os olhos dele voltavam ao espelho uma e outra vez. Era óbvio que ele estava me olhando. Decidi fazer algo a respeito.
Fui ao aeroporto com um vestido vermelho apertado demais e um segredo entre as pernas. Naquela noite, o vermelho entrou na nossa pele, na nossa boca, em tudo.
Ela apareceu sem avisar no início do semestre e, desde o primeiro dia, me encarou sem vergonha. Não sei quando comecei a precisar que ela fizesse isso.
Eu caminhava sem rumo quando ele ergueu o rosto do segundo andar e sustentou meu olhar como se soubesse, antes de mim, que acabaríamos enroscados nos lençóis dele.
Ele me pediu uma rapidinha enquanto eu escrevia. Saiu do banho cheirando a ele e eu vesti as meias de renda. O resto eu ainda saboreio.
Valentina viu o volume sob o shorts e não o ignorou. Levantou-se, olhou em volta para confirmar que a sala estava vazia e se aproximou devagar.
Quatro homens pagaram para me usar num armazém. Minha filha controlava a porta. Nessa noite deixei de ser quem eu era.
Eu tinha vinte e seis anos e nunca tinha feito nada parecido. Entrei naquela sala com as mãos trêmulas e saí sendo outra pessoa.
Se tivessem nos dito naquela manhã que acabaríamos num quarto com espelho no teto, nenhum de nós teria acreditado.
Quando entrei naquele bar e ouvi sua voz se apresentando, algo dentro de mim desabou. Não foi desejo. Foi rendição absoluta.