Minha namorada me pediu permissão e eu não soube dizer que não
Eu dei permissão para ela ficar com outro. O que eu não esperava era ficar colado ao telefone, ouvindo tudo, sem conseguir desligar.
Eu dei permissão para ela ficar com outro. O que eu não esperava era ficar colado ao telefone, ouvindo tudo, sem conseguir desligar.
Eu sabia que haveria consequências por chegar tarde. O que eu não sabia era que Marcos tinha planejado algo muito pior do que um castigo.
Eu respirava fundo diante da porta do quarto quando as mãos dele envolveram minha cintura por trás. Eu não estava preparada para o que viria.
Prometi a mim mesma que não ia cair de novo. Mas quando ele abriu a porta e me olhou daquele jeito, eu soube que todas as minhas regras iam se quebrar antes do amanhecer.
Eu vinha me dizendo havia semanas que era o certo: criar distância, pegar aquele avião e não olhar para trás. Mas quando abri a porta e o vi, tudo desandou.
Aquele armário de homem comia um sanduíche no balcão. Bastou cruzar olhares para saber que naquela noite eu iria procurá-lo na porta da boate.
Quando Valeria corrigiu a postura dele na máquina, ele não conseguiu esconder. Ela viu, sorriu e propôs algo que não estava em nenhum programa.
Quando ele me levou para a escada de serviço do salão, já fazia meia hora que a mão dele tinha decidido por nós duas. Eu só deixei acontecer.
O jardim estava escuro quando Marcos me arrastou para trás das sebes. O que veio depois, entre champanhe e corpos, ninguém havia planejado.
Cafeína demais para dormir, desci ao saguão e ela ainda estava lá: loira, elegante, com uma xícara de café nas mãos e aquele sorriso que não era totalmente inocente.
A vendedora garantiu que ninguém poderia me ver. Quando a caixa caiu no chão, fiquei exposta diante de três desconhecidos que não pretendiam ir embora.
Quando os gemidos começaram do outro lado da parede, ela dormia ao meu lado. O que vi no espelho naquela madrugada ainda não sei contar a ninguém.
Deixei o carro a um quarteirão para não fazer barulho. As luzes estavam apagadas, mas do fundo da casa vinham risadas que não combinavam com reunião nenhuma.
Faziam três meses que eu não ficava com ninguém, e quando o vi entrar no lobby eu soube que aquela noite seria diferente. Não me enganei.
Ninguém respondeu quando toquei a campainha. Entrei, percorri o corredor e, ao chegar à garagem, fiquei paralisado diante do que vi.
Caminhei até a escola sentindo o sêmen de Ramiro entre as pernas. O dia mal tinha começado.
Quando Natalia começou a tirar a blusa, entendi que aquela despedida não ia ser como as outras. Eu tinha 18 anos e nunca tinha tocado numa mulher.
Quando saí do banho, Sebastián estava com as peças rosas na mão e com aquele olhar firme que eu sabia que não conseguiria recusar.
Debaixo da jaqueta dele, algo se movia. Eu devia ter ido embora. Em vez disso, deslizei a mão e o que veio depois mudou aquele verão para sempre.
Caminhei descalça pelo corredor e encostei a testa na porta do quarto. Sabia que ele viria atrás. E sabia exatamente o que ele faria comigo ali.