A confissão de madrugada que mudou tudo
Quando Diego parou o carro em frente ao motel, eu soube que aquela conversa de madrugada sobre minha fantasia mais secreta tinha tido consequências.
Quando Diego parou o carro em frente ao motel, eu soube que aquela conversa de madrugada sobre minha fantasia mais secreta tinha tido consequências.
Eu o vi sair por aquela porta e meu coração disparou na hora. Eu usava o vestido mais vermelho que tinha. Queria que a primeira coisa que ele visse fosse eu.
Assim que saí do estacionamento, ela enfiou a mão dentro da calça. Eu dirigi procurando a primeira estrada sem saída que encontrasse.
Ela usava botas até o joelho e aquele tipo de olhar que têm as mulheres que já sabem o que querem. Levantei para lhe dar meu cartão antes que o momento se perdesse.
Subi à oficina com o envelope na mochila, os óculos escuros e a saia ao vento. Naquela manhã, eu não sabia que sairia de lá sendo outra.
Quando abri a porta e o vi ali, com aquela pinta de bom moço e os braços marcados, soube que aquela tarde mudaria algo para nós dois.
Subi a escada de metal com a saia colada ao corpo e a mochila cheia de notas, sentindo todos os olhares da oficina subirem pelas minhas pernas.
Quando entrei no caminhão para conferir os paletes, ele subiu atrás de mim. Ninguém mais estava no galpão. E os dois sabíamos exatamente o que ia acontecer.
Tenho um dom que me permite conhecer as pessoas só de olhar nos olhos. Nessa noite, usei isso para destruir uma mentira.
Na tarde em que Diego chegou suado do jogo e tirou a camiseta, tudo mudou. A tatuagem que Carmen tinha ampliado na tela na noite anterior.
Rodrigo me disse sem rodeios numa noite, quando eu achava que era só hora de dormir. A voz dele era tranquila, quase calma demais para o que estava me pedindo.
Naquela semana, tudo ia mal com meu parceiro. Meu ex aproveitou a primeira brecha e Diego esperava com uma foto que me deixou sem palavras. O fim de semana mais sujo da minha vida.
Cruzar as pernas no momento certo foi tudo o que precisei para que ele parasse de fingir que não me olhava. O resto foi só questão de tempo.
Ela saiu do banheiro com um blazer branco que mal cobria o necessário, uma chupeta vermelha nos lábios e aquele sorriso dela. Sabia que aquela noite seria diferente.
Quando minha colega de casa me disse «me leva com você», eu soube que aquela noite ia me fazer perder mais do que a timidez. O que eu não imaginei foi que ele apareceria.
Ele ficou com o pau pulsando diante de mim enquanto eu contava tudo. E quanto mais detalhes eu dava, mais ele se aproximava de um limite que nenhum dos dois queria cruzar.
Beijei-o pela primeira vez aos dezesseis anos e não conseguimos terminar. Onze anos depois, encontrei-o no clube do meu namorado, de braço dado com outra mulher.
Quatro homens poderosos mortos da mesma forma. Todos nus, exaustos. Alguém os escolhia, os seduzia e os levava ao limite exato antes do fim.
Eu passava um mês sonhando em reencontrá-lo quando minha colega de quarto confessou que me invejava. Naquela mesma noite a levei comigo para a rave.
Marcelo me observava do sofá enquanto Rodrigo me despia com calma. Depois, meu marido quis saber algo que eu nunca lhe tinha contado.