A travesti madura do hotel onde tudo é permitido
Subi ao terceiro andar com minhas meias de rede e meus saltos brancos, deixei a porta entreaberta e esperei o som dos meus passos despertar a fome dos homens do corredor.
Subi ao terceiro andar com minhas meias de rede e meus saltos brancos, deixei a porta entreaberta e esperei o som dos meus passos despertar a fome dos homens do corredor.
Aceitei o convite com a lingerie guardada na bolsa. Não imaginei que a câmera não existiria, e que o plano real era eu.
Disquei o número com o pulso trêmulo. Uma voz com sotaque sul-americano me mandou subir ao terceiro, disse que não doeria e que naquela noite eu aprenderia a pedir mais.
Naquela manhã, abri as cortinas com a ideia de espiar as camareiras. Não imaginei que seria uma desconhecida na janela da frente que não tiraria os olhos de mim.
Três manhãs por semana ela limpava o corredor bem do outro lado da minha escrivaninha. E três manhãs por semana eu aprendi a não desviar os olhos do vidro.
Sussurrei minha fantasia no ouvido dela no meio do vagão lotado. Ela se surpreendeu, depois mordeu meu lábio e eu soube que naquela noite íamos para um hotel.
Pedi uma foto do meu marido e me veio a de outro homem: um desconhecido perfeito. Nessa noite, não imaginei até onde aquela imagem me levaria enquanto eu dormia.
Eu estava havia um ano sem escrever para ele. Naquela tarde, abri o e-mail, digitei seu nome e, antes de pensar, já contava exatamente o que queria que ele me fizesse.
Faltava mais de uma hora para chegar, o assento ao lado estava vazio e aquela coceira entre as pernas não me deixava pensar em outra coisa.
Eu estava há dias excitada e sem um minuto a sós. Nessa sexta, reservei um quarto, tirei o vibrador da caixa e decidi que a noite era minha.
Tinha cabelo vermelho, batom e um corpo de parar o trânsito. O que eu não imaginava era o que encontraria quando enfiei a mão debaixo do vestido.
Ela nunca tinha ficado com alguém quinze anos mais velho. Naquela noite, no quarto do hotel, descobriu que a inteligência também seduz.
Eu a avisei que, se não gostasse, a deixaria na próxima esquina. Ela sorriu, reclinou meu banco e me pediu que fechasse os olhos por um segundo.
Quando me jogaram naquela cela, jamais imaginei que duas desconhecidas a transformariam no cenário onde aprendi a me render ao desejo e ao prazer.
A gaveta emperrava por causa de um caderno manuscrito. Dentro estavam as páginas mais íntimas de um desconhecido e de seu amante de oito anos.
Quando me ajoelhei na areia com o sol batendo nas minhas costas, não imaginei que alguém observava cada movimento do outro lado do rochedo.
Toda manhã é igual: abro os olhos com o corpo em chamas e a cama revolta, sabendo que nenhum travesseiro vai bastar para acalmar o que eu realmente peço.
Pedi uma piña colada no quiosque e o garçom me trouxe com um sorriso. No segundo dia, entendi que o serviço dele ia muito além do bar.
O primeiro cliente me pediu algo que não estava no meu contrato. Quando voltei ao quarto, Salvador respirava como se estivesse acordado havia horas.
O namorado dela brincava no celular a um metro de distância enquanto ela entreabria a cortina do provador e, toda vez que se despia, conferia com o olhar que eu ainda estava ali.