O santero do beco me lançou um feitiço
Ele passou uma pedra pelas minhas costas, murmurou algo que eu não entendi e, de repente, eu só queria uma coisa: que aquele homem me tomasse. Não sei se foi feitiçaria. Sei que não resisti.
Ele passou uma pedra pelas minhas costas, murmurou algo que eu não entendi e, de repente, eu só queria uma coisa: que aquele homem me tomasse. Não sei se foi feitiçaria. Sei que não resisti.
Durante anos carreguei uma curiosidade sem nome. Quando Diego apareceu na enseada, sozinho e livre, algo mudou antes mesmo de a noite acabar.
Fiquei na soleira com a taça de vinho na mão e o olhei de longe. Ele ergueu a vista. Eu sorri. Não foi preciso dizer mais nada.
Quando pedi que ela abrisse um pouco as pernas e o rapaz no fundo não conseguiu parar de olhar para ela, entendi que aquela fantasia era só o começo.
Eu vinha sendo invisível para meu marido há meses. Quando o técnico bateu à porta naquela tarde, algo em mim decidiu que eu não ia deixar a oportunidade passar.
Pedi que ela vestisse a saia mais curta que tinha e esperasse o entregador. Eu me escondi atrás do sofá. O que aconteceu depois superou tudo o que tínhamos imaginado.
Eu usava a lingerie mais ousada e queria que alguém me notasse. Quando ele apareceu entre os jardins e me viu de pernas cruzadas, soube que a semana seria diferente.
Entrei na água à noite com lingerie e um brinquedo apertado, certa de que estaria sozinha. Alguém me observava da escuridão do bar.
Eu vinha há dias com essa fantasia martelando na cabeça. Quando Héctor apareceu na quadra vazia, soube que a noite acabaria de outro jeito.
Conversamos por meses no chat antes de nos vermos ao vivo. Quando o vi na entrada do teatro, soube que aquela noite não terminaria como eu planejava.
Cada vez que ela apertava minha mão, eu entendia: estava cruzando as pernas devagar para que ele pudesse vê-la por inteiro.
Quando percebi que alguém me olhava nua do prédio em frente, não senti medo. Senti aquele formigamento que já não consegui ignorar.
Ela saiu da água achando maravilhoso estar sozinha e livre. Ao voltar para a margem, sua roupa, mochila e botas tinham desaparecido.
Estávamos conversando havia três semanas sem nos vermos. Quando finalmente atravessei a porta do apartamento dele naquela noite, soube que não sairia dali igual.
Quando atravessei a ponte e vi a mulher do sobretudo preto me esperando, soube que nada do que eu escrevesse na minha matéria poderia contar a verdade daquela semana.
Eu estava há meses cobrando de desconhecidos quando ligou uma garota que vinha perder a virgindade comigo. Naquela tarde entendi quase tudo.
Eu só queria algo temporário enquanto terminava o ensino médio. Não esperava que aquelas vozes noturnas num mundo virtual me ensinassem tanto sobre desejo.
Quando vi a mensagem na bandeja, não sabia que aceitá-la me levaria a uma tarde com dois desconhecidos no parque e à noite mais intensa da minha vida.
Baixei o olhar ao ver minha saia mais curta do que o prudente. Cruzei as pernas no banco e, antes mesmo de o coquetel chegar, sentia dois pares de olhos cravados no meu decote.
Eu havia prometido a ela um presente de aniversário diferente. O que ela não imaginava era que minha surpresa a esperava do outro lado de um buraco na parede.