A travesti que Carlos não esperava levar para casa
Carlos me olhava da outra mesa com aquele sorriso de homem que acha que sabe o que quer. Ele não fazia ideia do que estava prestes a descobrir.
Carlos me olhava da outra mesa com aquele sorriso de homem que acha que sabe o que quer. Ele não fazia ideia do que estava prestes a descobrir.
Nunca tinha ficado com uma mulher. Quando abri a porta e a vi parada ali, soube que naquela noite algo em mim mudaria para sempre.
Nunca achei que depilar o corpo inteiro fosse mudar alguma coisa. Mas quando ele passou a cera nos meus glúteos e mandou eu ficar de quatro, algo acendeu em mim.
Ela apareceu de salto vermelho, legging de couro e sem calcinha. Desde o primeiro instante, soube que aquela manhã com minha sogra seria diferente.
Seus dedos subiram devagar pelas minhas coxas. Naquele momento eu soube que aquela massagem seria algo completamente diferente do que eu tinha pedido.
Depois de minutos caminhando, comecei a reconhecer as ruas. Quando ele abriu aquela porta, soube que já estivera ali — embora jamais imaginasse em que circunstâncias.
Quando o estranho do banco ao lado começou a olhar as pernas dela, ela não fechou os joelhos. Eu também não fiz nada para impedi-lo.
Sair de tanga e sutiã sob as leggings era meu ritual secreto. Eu não esperava que alguém tivesse coragem de me seguir. Nem que eu quisesse tanto que isso acontecesse.
Natalia estava com as pernas abertas na maca e o médico fingia aplicar creme. Eu observava do canto, imóvel, sem querer que ele parasse.
Combinei de encontrá-lo numa praça que eu não conhecia, numa cidade que não era a minha. Ele me convidou para o apartamento dele e perdemos a noção do tempo.
Eu morava na fazenda e podia usar roupa de mulher o dia inteiro sem ninguém me incomodar. Até que um desconhecido escreveu dizendo que gostava das minhas fotos.
Minhas amigas estavam demorando e ele apareceu sem eu chamar. Em dez minutos, os dois já sabíamos onde iríamos terminar.
Eu havia filtrado dezenas de perfis até chegar a Marcos. Tudo o que eu pedia, e a paciência que nunca sobra. Mas sempre alguém chega cedo demais.
Quando a lona se abriu no meio da noite, soubemos que o que tinha começado entre nós ia se transformar em algo muito maior.
Não percebi em que tipo de bairro tinha me enfiado até Valeria parar em frente ao hostel. Quando entendi, já era tarde demais — e mesmo assim entrei.
Passamos meses falando dessa fantasia: que alguém nos visse. Naquela noite no motel, transformamos isso num jogo com regras e sem volta.
Eu estava no limite. Sem dinheiro e sem opções, disquei o número de Rodrigo sabendo exatamente o que significava voltar a vê-lo.
Roberto levava meses em jejum sexual forçado. Nessa noite em Sevilha, Valeria prometeu mudar as regras. Ninguém esperava o que Natalia faria.
Quando ela se aproximou de mim no bar, eu soube que aquela mulher faria o que quisesse comigo. E eu queria exatamente isso.
Estávamos há meses com essa fantasia. Quando o candidato não apareceu, decidi ser eu o desconhecido. Entrei no café e me aproximei da minha esposa como se não a conhecesse de nada.