Entreguei meu cu a ele pela primeira vez naquele motel
Eu vinha imaginando aquilo havia anos, mas ainda era virgem por trás. Naquela tarde de dezembro, num quarto de motel, finalmente deixei que cruzasse essa última fronteira.
Eu vinha imaginando aquilo havia anos, mas ainda era virgem por trás. Naquela tarde de dezembro, num quarto de motel, finalmente deixei que cruzasse essa última fronteira.
Não fui buscar prazer. Fui lembrar um desejo enterrado: pele macia, curvas, me sentir desejado. E ela, com um sussurro em francês, me deu permissão.
Quando ele baixou a voz para me confessar, pensei em mil traições. Nenhuma era isso: ele queria me ver na cama com o melhor amigo dele enquanto assistia, sem perder nada.
Fecho a porta do depósito, troco de roupa e viro outra. Ninguém na minha rua suspeita do que vou fazer nesta noite, e é justamente isso que eu mais gosto.
Sentei na borda do cais sem procurar nada, mas o olhar dele, de homem que sabe o que quer, me desmontou antes de eu dizer uma única palavra.
Sempre brincávamos de ser namoradas na frente de todo mundo, até que o calor, o rio e umas cervejas apagaram a linha entre a brincadeira e o que realmente queríamos.
Você me pedia em sussurros, prendendo a respiração enquanto eu procurava o lubrificante. E nunca te disse que eu esperava aquela madrugada tanto quanto você.
Eu estava secando as costas quando a porta se abriu de repente. Ela me viu inteiro, pediu desculpas e saiu correndo. Não imaginei que voltaria a encontrá-la ainda naquela manhã.
Ele só tinha feito seu trabalho de médico. Ela entrou sem bater, fechou a porta e lhe disse que aquela noite não vinha falar do filho doente.
Combinamos de nos ver cedo, quando ainda não havia ninguém. O que começou como mais um dos nossos jogos por mensagens terminou virando algo que eu não consegui tirar da cabeça o dia inteiro.
Às três da madrugada ela ainda estava acordada, com a cabeça no meu braço, esperando o momento exato em que eu abrisse os olhos para começar.
Diante do espelho, com os lábios pintados e os saltos calçados, não vi ninguém fantasiado: vi a mulher que sempre quis ser quando me deixo levar.
Cruzei a porta do bar de saltos novos e o coração na garganta. Eu não imaginava que naquela noite alguém do meu passado entraria.
Ela bateu à porta encharcada pela chuva, sem orgulho e sem nada a oferecer além do próprio corpo. Eles a olharam, se olharam, e ela soube que tudo recomeçava.
Subiu ao depósito de manutenção sem avisar e me pegou sem camisa. A risada dela, sem vergonha, foi o começo de algo que levei anos para confessar.
O divórcio não me afundou: me devolveu o fôlego. Naquela noite, com o vestido de botões e uma bebida servida, deixei que um desconhecido muito mais jovem me fizesse voltar a me sentir viva.
Estava há cinco anos transando com homens e, de joelhos outra vez, fiz as contas exatas de quantos tinham passado pela minha boca. Naquela noite entendi que algo tinha quebrado.
A raiva a fez descer do carro no meio da estrada. O que ela não imaginava era que terminaria a noite na cabine de um caminhoneiro recém-conhecido.
Todas as noites ela se tocava às escondidas e chorava de culpa. Naquela madrugada, caminhou rumo às dunas sem saber que o deserto guardava um templo e, dentro dele, uma figura que mudaria tudo.
Reconheci-a no balcão pelo jeito de se mover. Era a garota do meu ex-jogador, a que animava atrás do banco, e naquela noite já não havia ninguém para segurá-la.