Seduzi o patrão com ela me olhando da margem
Ele subiu na minha lancha achando que era dono do rio. Quando tocamos terra, já era nosso: ela ria ao meu lado e ele nem imaginava o que o esperava.
Ele subiu na minha lancha achando que era dono do rio. Quando tocamos terra, já era nosso: ela ria ao meu lado e ele nem imaginava o que o esperava.
Voltei ao reencontro por causa de um beijo pendente do colégio. Não imaginei que naquela noite, com a garrafa girando, acabaríamos sendo três na mesma cama.
Quatro homens, dois buracos na parede e uma única regra: eu não podia saber quem era quem. Só suas picas iam entregá-los.
Dividiam o mesmo quarto desde meninas e ela a espionava dormindo toda noite. Naquela manhã, quando a tia deixou cair a toalha diante do espelho, soube que não poderia mais fingir.
Desceu à recepção só para perguntar por uma trilha, mas ficou olhando tempo demais os olhos verdes da moça do balcão. E a moça percebeu.
Quando criamos o perfil, não queríamos sexo às cegas, e sim alguém que entendesse o nosso lance. Diego e Valeria nos escreveram uma noite, e tudo mudou.
Sentado no sofá, com o uísque na mão, entendi que já não precisava participar: me bastava olhar enquanto outro fazia o que eu tinha deixado de fazer.
Uma mão paciente saía de entre as grades e me acariciava a barriga sem pressa. Meu marido soltou um botão da minha camisa para abrir caminho.
Pedi uma única coisa para a última noite: dançar. O que aconteceu depois, na cabine no fim do corredor, eu não contei a ninguém.
O pároco me pediu para ficar quando a igreja já estava vazia. O que aconteceu na sala dele virou meu segredo de cada domingo, e eu não quero que acabe.
Estava de pijama, com o café pela metade e um romance erótico nas mãos, quando ouvi a chave dele na porta e soube que aquela manhã não terminaria com a leitura.
Aceitei a pauta achando que era só mais um trabalho. Não sabia que aquele homem do calendário ia entrar debaixo da minha pele e virar impossível de esquecer.
Eu sabia que o olhar dele estava cravado nas minhas costas enquanto eu me despia perto do armário. Deixei a porta do banheiro entreaberta de propósito: o convite estava feito.
Reservei o horário sem alunos e a camiseta mais justa que eu tinha. O que eu não esperava era encontrar dois homens me esperando sobre o tatame.
Trocamos centenas de fotos, mas nunca tinha acontecido nada pessoalmente. Até aquela tarde de março em que fui buscá-la e ela já tinha um plano.
Tinha vinte e um anos, um ano desastroso nas costas e uma vontade louca de que alguém me fizesse esquecer. Numa tarde de junho, uma mensagem diferente mudou tudo.
Meia-noite na rádio vazia. Iván se inclinou para me beijar e, por um segundo, o mundo ficou simples — até o fantasma da outra voz voltar a interferir.
Nunca aceitei um pedido assim: ele só queria sentar e assistir enquanto outros me usavam, e guardar para o fim o que eles deixavam dentro de mim.
Me maquiei diante do espelho, sorri e voltei para a cozinha com um plano que nenhum deles imaginava. Nessa noite, o cardápio fui eu quem escolheu.
Às dez em ponto entro na sala de reuniões e, enquanto o chefe fala de cifras, minha cabeça vai para um lugar onde ela e eu não respeitamos regra nenhuma.