Meu professor e a hipótese que testamos de madrugada
Atravessei o campus vazio com o jaleco sobre a pele nua e o coração disparado. Adrián me esperava lá dentro, e nós dois sabíamos que naquela noite não dormiríamos.
Atravessei o campus vazio com o jaleco sobre a pele nua e o coração disparado. Adrián me esperava lá dentro, e nós dois sabíamos que naquela noite não dormiríamos.
No dia seguinte, Marta me olhou por cima do café com um sorriso que não tinha nada de inocente. Ela tinha usado meu laptop. Sabia de tudo, e eu não tinha onde me esconder.
Quando o velho me disse «venha passar quinze dias e não pergunte nada», eu deveria ter recusado. Em vez disso, peguei a bolsa e subi na caminhonete sem olhar para trás.
Tinha curiosidade e um pouco de nojo, mas ela insistiu até eu me ouvir dizer que sim. O que aconteceu naquela tarde na casa dela ainda me faz sorrir.
Eu estava distraída com o celular quando senti as mãos dele nas minhas costelas. Naquela noite, no quintal, não sobrou nada de inocente entre nós.
Ele é sempre tão sério diante dos outros. Ninguém imagina que basta um olhar seu para eu baixar os olhos, me aproximar e me ajoelhar sem que ele precise pedir.
Eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, ele viria me procurar. Só precisava esperar sob o poste e deixar que a culpa dele fizesse o resto do trabalho por mim.
Chovia, a casa estava vazia e eu tinha uma surpresa guardada. Nunca tinha feito aquilo, mas naquela tarde decidi descobrir a que gosto o desejo tem.
Há confissões que ficam entaladas na garganta. Esta é uma delas, e eu te conto exatamente como aconteceu: sem vergonha, sem filtros e com um sorriso enorme.
Quando abriu a pasta oculta do celular e virou a tela para mim, entendi que a tímida de sempre tinha se atrevido, enfim, a contar tudo.
Não procuro amor nem promessas. Naquela tarde eu o vi atravessar a praça e soube exatamente o que queria pedir, embora nunca tivesse ousado tanto.
Abri a porta da cabana esperando encontrar um beliche livre e me deparei com cinco desconhecidas seminuas. Naquela mesma noite entendi por que viajo sozinho.
Pedi ajuda para chegar ao banheiro com aquela fantasia impossível. O que ela fez quando fechou a porta atrás de nós não estava no meu contrato.
Da escuridão, eu a via se mover sobre ele, e entendi que já não sabia se me doía mais olhar ou a vontade que eu tinha de continuar olhando.
Ela escolheu a saia mais curta e saiu sem roupa íntima. Naquela hora, o desconhecido da plataforma sempre estava lá, e desta vez ela não pretendia se afastar.
Entrei no terceiro provador, deixei a cortina do jeito que eu gosto e, ao erguer os olhos, peguei ela olhando pra dentro. Uma das minhas, pensei.
Sabia que ele andava sem sutiã pela casa. O que eu não sabia era que ele contava cada vez e guardava uma prova molhada debaixo do travesseiro.
Ela saiu da água devagar, sabendo que o tecido transparente já não escondia nada, e jogou o cabelo para o nosso lado como se tivesse todo o tempo do mundo.
Ela me disse que, se eu quisesse o cu dela, teria de merecer. O que eu não esperava era que aparecesse no meu prédio na noite de Ano-Novo, com uma maleta e uma ordem.
Nunca sei em que posição vou terminar quando entro no quarto de cordas dele. Hoje havia um ponto de suspensão pronto, e eu só vestia uma calcinha que ele pretendia rasgar.