Renata me domou diante da janela naquela noite
Quando Renata abriu as cortinas e me pôs de quatro de frente para o vidro, eu soube que aquela noite seria de todos os que passassem pela rua, não só dela e do meu marido.
Quando Renata abriu as cortinas e me pôs de quatro de frente para o vidro, eu soube que aquela noite seria de todos os que passassem pela rua, não só dela e do meu marido.
Subi no carro pensando só na viagem. Dez minutos depois, minha chefe estava em cima de mim, a irmã dela virava a cabeça para não perder um detalhe e o marido sorria pelo retrovisor.
Nunca tínhamos entrado em um lugar assim. Quando aquele casal da praia cruzou a porta e se sentou à nossa mesa, soube que a noite já não pertencia só a nós.
Quando Diego me estendeu a mão para dançar, eu soube que meu marido só iria assistir. E que eu, pela primeira vez, deixaria de ser a senhora decente que todos imaginavam.
Lucía sempre se perguntou como seria com um homem como o marido da irmã. Nessa noite, descobriu — enquanto Tomás esperava de joelhos com uma cinta entre as pernas.
Idênticas até o último gesto, naquela noite cada uma seduziu o namorado da irmã. Eles jamais perceberam, e a farsa mudou as duas para sempre.
As regras eram simples: o vencedor ficava amarrado, o perdedor servia e, no fim, os dois casais mediriam quem mandava de verdade. Ninguém pensava em se render.
Aceitei por ele, porque era a fantasia dele. Mas quando as mãos dos dois me percorreram ao mesmo tempo, aquilo deixou de ser só dele e passou a ser meu.
Encontrei-a me esperando na cama, mas naquela noite eu não a queria só para mim. Levei-a para o corredor, nua, bem na frente da porta onde meu amigo dormia.
Há meses vivíamos nosso jogo secreto, mas quando Bruno fechou a porta do hotel e Tomás se sentou para assistir, entendi que naquela noite não havia volta.
Abri a porta do quarto e a primeira coisa que ouvi foi um gemido longo e o golpe de uma cama contra a parede. Não estávamos sozinhos, e nenhum de nós quis parar.
Quando Lucía atravessou a sala e se sentou no colo dele sem me olhar, eu soube que naquela noite eu só ia assistir — e que era exatamente o que nós dois queríamos.
Eu estava com três potes de aloe vera no corpo e nem um centímetro de pele sem queimadura quando o namorado da minha colega entrou com a chave e me encontrou nua no sofá.
Meu namorado apertou minha mão quando atravessamos aquela porta. Nessa noite íamos aprender, juntos, o que significava parar de ter medo de desejar.
Nando me deixou a calcinha enrolada num tornozelo e, enquanto Bruno me segurava contra o sofá, entendi que naquela noite eu era a mercadoria que os dois queriam estrear.
Naquela noite combinamos algo diferente. Eu cozinharia, abriria a porta e a veria gozar com outro. O que eu não imaginei foi o quanto eu ia gostar de obedecer.
Ela esperava gritos, talvez o fim de tudo. Em vez disso, ele lhe ofereceu uma taça de vinho e pediu que contasse tudo, sem omitir um detalhe sequer.
Naquela noite me ajoelhei enquanto outro homem possuía minha esposa sobre a mesa. Ele se achava o dono; nenhum dos dois suspeitava do que realmente acontecia entre nós.
Eu tinha o dinheiro contado e meu namorado me ofereceu a casa da tia. O que eu não sabia era que o primo dele transformaria aquela semana em algo que nunca contei.
“A cooperação é a única moeda que você tem”, dizia a mensagem. Mariana desligou o telefone sabendo que voltaria a obedecer, como da última vez.