O dia em que meu tio Marcos aprendeu a me obedecer
Convidei-o para me ensinar a me defender. Quando meu pai voltasse, meu tio já teria aprendido que bastava um gesto meu para pô-lo de joelhos.
Convidei-o para me ensinar a me defender. Quando meu pai voltasse, meu tio já teria aprendido que bastava um gesto meu para pô-lo de joelhos.
Confessei a Bianca por que o namorado dela nunca a satisfaria por completo, e ela me revelou um segredo idêntico ao meu. Na mesma semana, chamamos os dois para nossa casa.
Fazia meses que eu não sabia dela. Sua ligação foi uma ordem, não um convite: naquela noite, eu deixaria de ser uma pessoa para me tornar propriedade dela.
Naquela manhã só queríamos nos perder uma na outra. Não contávamos com a favorita entrando com seus guardas e um castigo já preparado.
Eu entrei esperando uma festa normal. Encontrei um quintal cheio de garotas de biquíni, nenhum outro homem e uma anfitriã com um sorriso nada amigável.
Duas cadeiras com um buraco no meio, uma corda com um nó e dois homens presos sem saber se a próxima rodada cairia sobre eles. O jogo começava.
Bastou uma frase para ela subir na cama, apoiar o salto no peito dele e dizer que naquela noite ele teria que merecer cada carinho.
Na primeira vez que ele me mandou abaixar a cabeça enquanto me fodia, achei que resistiria. Não resisti. E descobri o quanto eu gostava de parar de decidir.
Sempre tive uma fixação estranha. Naquela tarde, decidi que meu melhor amigo seria o primeiro a obedecer a mim, de joelhos e sem nada para esconder.
Havíamos assinado o acordo e escolhido uma palavra de segurança, mas nada me preparou para o instante em que a sombra dele surgiu do túnel e eu deixei de saber o que era brincadeira.
Sempre fui o seguro dos dois. Mas com as algemas frias nos meus pulsos e o sorriso novo dela em cima de mim, entendi que já não era eu quem mandava.
Cada vez que fico sozinho em casa, repito o mesmo ritual. E cada vez fica mais difícil distinguir o jogo do que eu realmente desejo ser.
Achei que meu segredo estava seguro atrás de uma porta entreaberta. Não imaginei que ela acabaria com meu destino apertado dentro do seu punho.
Pensei que aguentar dez golpes seria fácil. Não contei com o fato de que ela ia aproveitar cada um deles — nem com o quanto eu também acabaria aproveitando.
Ela trancou a porta do armazém e guardou as chaves no avental. Só então entendi que aquela tarde não terminaria com um sermão.
Quando o namorado saiu batendo a porta, ela ficou de pé na minha cozinha, descalça, esperando eu dizer a primeira palavra da nova vida dela.
Cada vez que eu vadiava, pagava com urtigas, chicotadas e suas botas enlameadas. E o pior era que uma parte de mim já esperava pelo próximo castigo.
Ela passou para me buscar, apontou a bochecha para eu beijar e eu entendi que, desta vez, as ordens não ficariam no quarto: começavam ao entrar no carro.
Cheguei com um top vermelho e uma saia preta, sem roupa íntima, sabendo que ao cruzar aquela porta deixaria de pertencer a mim mesma.
Ela o manteve amarrado ao desejo por um mês. Nessa noite, Selene decidiria quando, como e quanto ele sofreria antes de enfim deixá-lo gozar.