A noite em que Saira ardeu entre as bruxas
Era seu primeiro coven e ela era a mais jovem do círculo. Todas queriam tocá-la, mas ela só buscava a loira que a encarava do outro lado da fogueira.
Era seu primeiro coven e ela era a mais jovem do círculo. Todas queriam tocá-la, mas ela só buscava a loira que a encarava do outro lado da fogueira.
Abri o baú sem saber que dentro me esperava o segredo de outra mulher: sua lingerie, seu diário e a prova de que ela também amou quem não devia.
Saira traçou o círculo, acendeu as velas e pronunciou o nome proibido. O que surgiu entre a fumaça não era uma escrava dócil: era uma mulher que sorria.
Minha mulher vinha me pedindo carta branca para uma noite havia semanas. Eu não imaginava que nossos anfitriões tinham preparado uma surpresa que deixaria nós quatro sem fôlego.
Maldita a hora em que me deu na telha de abrir a boca. Foi só um pensamento em voz alta, mas minha mulher já tinha o telefone da outra na mão e um sorriso que eu nunca tinha visto.
Pensei que era só uma brincadeira debaixo dos lençóis, até que ela pronunciou o nome do nosso amigo mais jovem e me confessou que o desejava de verdade.
Mariana ajustou as alças diante do espelho enquanto Esteban sorria do sofá. Aquela noite teria mais um convidado, e ele ainda não ia contar.
Ela entrou com uma notícia que mudaria as regras entre nós: uma marca queria fotografá-la de lingerie, e a ideia a excitava muito mais do que eu esperava.
Ele queria que eu voltasse a contar minhas aventuras inventadas. Não sabia que cada palavra que eu ia sussurrar naquela noite era uma mentira com fio escondido.
Só ia usar nosso computador numa tarde de chuva. Mas ele me mostrou um programa capaz de despir qualquer um e, sem pensar, pedi que me fizesse isso.
Durante éons só conheci o silêncio do vazio. Até que fisguei um sinal em um mundo azul e, sem pedir permissão, me infiltrei no corpo de uma mulher em chamas.
A voz metálica anunciou a próxima fase e, em vez de pânico, senti algo que eu não deveria sentir: uma vontade absurda de que tudo começasse de novo.
O braço que descansava sobre seu abdômen não era o da namorada. Era pesado, quente, masculino. E Bruno não se lembrava de absolutamente nada da noite anterior.
Nunca tinha pago por algo assim. Marcamos numa terça de manhã, ela me entregou a sacola às pressas e eu não conseguia parar de pensar no que me esperava em casa.
Ela mandou eu tirar a roupa e deixei que suas mãos ajustassem cada cabo contra minha pele. Quando comecei a me molhar, soube que não havia mais volta.
Quando se olhou no espelho, já não se reconheceu: peruca loira, corset vermelho, saltos. E ela, fumando no sofá, o esperava com um sorriso que ele jamais tinha visto.
Ele sabia que ia perder antes de começar. Mas se render de cara não lhe dava nada: o prazer estava em resistir, em obrigar o outro a arrancar a vitória a dentadas sob a lua cheia.
Cheirou a flor que não deveria existir e seu corpo deixou de obedecer. Entre as árvores, alguém a observava e esperava o instante exato para se aproximar.
Trabalho entre mortos há anos e achei que já tinha visto de tudo. Até que aquele homem, deitado na minha mesa de aço, se moveu quando enterrei o bisturi em seu peito.
Desde criança, os balões me aterrorizavam e me excitavam ao mesmo tempo. Naquele aniversário, trancado no banheiro, descobri até onde essa contradição podia me levar.