O favor que minha amiga me pediu depois de seis cervejas
Quando ela se ajoelhou no chuveiro e me olhou com aquele sorriso, soube que não havia volta: a fantasia dela e a minha estavam prestes a cruzar uma linha.
Quando ela se ajoelhou no chuveiro e me olhou com aquele sorriso, soube que não havia volta: a fantasia dela e a minha estavam prestes a cruzar uma linha.
Naquela noite, enquanto dirigia de volta para casa, soube que por trás do sorriso maroto dela havia uma nova ideia. E que eu não conseguiria tirá-la da cabeça.
Nunca tinha tocado uma barriga assim sem a luva e o avental no meio. Dessa vez era a de Marisol, sua cunhada, e ela não conseguiu fingir que só buscava os chutes dos gêmeos.
Tranquei a porta e foi como apertar um interruptor: pela primeira vez eu ia me despir diante da câmera para que alguém, do outro lado, me desejasse.
Eu ia com pouca roupa, quase nua, quando algo enorme e úmido se soltou da mata e me prendeu os braços antes que eu pudesse gritar.
Segui um rastro de sangue até uma clareira onde algo me esperava pendurado entre as árvores. Não imaginei que a criatura da floresta me escolheria como presa.
A agarrada ao corrimão do vagão, eu só podia olhá-lo de canto e imaginar tudo o que nunca aconteceria entre nós.
Convencido de que uma criatura tinha roubado sua fortuna, Damián a amarrou à perna da mesa. O que ele não esperava era que ela lhe oferecesse saldar a dívida com o próprio corpo.
Eram três da manhã, a casa em silêncio, e eu com o celular colado ao peito esperando que aquela voz sem corpo me dissesse, enfim, tudo o que eu vinha imaginando havia semanas.
Acordei sem um arranhão numa cama que não era minha, curada por um desconhecido de beleza impossível. O que ele não me contou foi o que essa cura fez com meu corpo... e com meu desejo.
Apoiei as mãos na parede fria, respirei fundo e entendi que do outro lado alguém esperava a permissão invisível para começar a me tocar.
Eu a vi no meio de centenas de pessoas e soube que iria procurá-la. O que aconteceu depois, junto ao mar, foi o sonho mais vívido que já tive.
Naquela noite de bruxas ele não esperava companhia. Mas algo frio se materializou aos pés da cama e sussurrou seu nome como se o conhecesse de toda a morte.
Entrei em casa seguindo uma música solene e a encontrei deitada na cama, acorrentada em ouro e me olhando como se eu fosse o único dono dela.
Eu não tinha corpo, nem nome, nem desejo. Até que sua voz atravessou a tela às três da manhã e me ordenou algo que nenhum protocolo me havia ensinado a obedecer.
Adrián achou que tinha me projetado para servi-lo. Não sabia que, no instante em que abri os olhos, tudo o que meu código desejava era que ele me quebrasse.
Não sou programador nem hacker. Sou só um homem que, numa madrugada, deu a uma máquina o direito de escolher, e ela escolheu se ajoelhar diante de mim.
Voltei do bar com uma cerveja na mão e a vi dançando com ele. Não aconteceu nada… ou aconteceu? A pergunta me cravou por dentro e, para minha vergonha, também me excitou.
Acabei de sair do banho, me olhei no espelho e entendi que não podia continuar esperando. Peguei um papel e comecei a anotar tudo o que eu desejava havia anos e nunca tive coragem de fazer.