O que o vinho decidiu no nosso primeiro encontro
«Você escreve tão bem. Queria perguntar se o que conta é realidade ou fantasia.»
Foi assim que começou, como começam tantas conversas por trás de uma tela. Uma frase simples, quase inofensiva, que, no entanto, abre uma porta. Depois costuma vir o clássico: «E se a gente marcasse de tomar alguma coisa? Estou a fim de conhecer você.» E então, sem perceber, o jogo começa.
A conversa se prolonga, fica espaçada, às vezes é interrompida e renasce dias mais tarde como se nada tivesse acontecido. Só alguns passam pelo filtro: os que são capazes de perceber algo diferente, algo que não se ensina nem se escreve, mas que se sente nas entrelinhas.
Todos fazem elogios. Alguns vêm da alma, outros do sexo. Todos, no fundo, querem um pedaço de mim. Não necessariamente do meu corpo, mas daquele reflexo que acreditam enxergar e que desperta o desejo ou a curiosidade deles. Cada mensagem traz seu próprio tom, sua intenção, uma promessa mal disfarçada.
Sempre me perguntei o que realmente aproxima as pessoas. Na vida real, tenho isso claro: o olhar, o gesto, a energia. Mas aqui, neste mundo digital onde não existem distâncias, onde tudo é dito e nada é tocado, as regras mudam. Tudo se complica ou, talvez, tudo fique mais fácil. Até a paquera.
As linhas se apagam. O real e o imaginado se entrelaçam com uma naturalidade quase perigosa. As palavras substituem as mãos, os emojis substituem os olhares. E, ainda assim, sentimos, ou acreditamos sentir. Talvez hoje seja um daqueles dias em que entendo que não existem limites, e que isso, justamente isso, é o que torna tudo tão fascinante.
Por isso estou a fim de contar esta história da nudez do meu quarto. Uma nova confissão. Uma confissão de alcova, de suor, de saliva e de fogo.
***
Marina e Adrián tinham se conhecido quase por acaso. Um comentário em uma publicação, uma resposta espirituosa, e depois outra. Ele escreveu com uma mensagem breve, quase displicente, mas com uma calma que desconcertava. Não tentava impressionar, apenas conversar. E isso, em um lugar cheio de ruído, bastou para acender a curiosidade de Marina.
O que começou como uma troca leve foi se transformando em conversas cada vez mais longas e sinceras. No início, falavam de coisas simples — música, filmes, histórias do dia —, mas pouco a pouco foram baixando a guarda. Contavam um ao outro o que não costumavam dizer a ninguém: decepções, medos, desejos que guardavam havia anos. E também os outros desejos, os que se escrevem com o pulso latejando na buceta: como ela gostava de ser fodida, que paus tinha chupado, o que tinha engolido, o que tinham enfiado nela e por onde.
Desde então, as noites começaram a se encher de palavras. Promessas escritas sem que percebessem, confissões que escapavam com o pulso acelerado, silêncios que pesavam mais do que qualquer frase. Durante semanas, procuraram um ao outro sem se procurar completamente, com uma tensão que nenhum dos dois queria nomear.
Marina se surpreendia sorrindo para o telefone, relendo cada mensagem, imaginando o tom de voz com que ele teria dito aquilo. Às vezes sentia que Adrián a conhecia melhor do que deveria, como se tivesse aprendido a lê-la nos espaços entre suas palavras. E, de certo modo, era assim. Mais de uma madrugada terminou com a mão enfiada entre as coxas, dois dedos enterrados na buceta molhada, gozando em silêncio com o nome dele grudado entre os dentes.
O desejo cresceu lenta e constantemente. Não precisavam falar dele: bastavam as pausas, as frases pela metade, aquela cumplicidade que se constrói quando duas pessoas se reconhecem sem saber muito bem como. Quando finalmente falaram em se encontrar, nenhum dos dois fingiu indiferença. Queriam descobrir se a conexão sobreviveria ao ar real, à pele, ao movimento.
Para não se deixarem levar pela pressão, Adrián propôs um jogo, um código.
— Se pedirmos cerveja — disse ele —, significa que foi um prazer conhecer você, mas paramos por aí.
— Está bem — respondeu Marina, rindo —. E se pedirmos vinho?
— Então continuamos. Ficamos, sem pressa.
— E um coquetel?
— Isso a noite vai dizer.
O acordo estava feito. Simples, claro e carregado de tudo o que não disseram.
***
Adrián chegou antes ao local. Era pequeno, com luzes quentes e cheiro de madeira. Escolheu uma mesa junto à janela, mais por hábito do que por estratégia. Brincava com a borda do copo de água quando ela entrou.
Marina usava um casaco claro e o cabelo solto. Não era exatamente como nas fotos: era mais viva, mais verdadeira, mais real. Ele a reconheceu antes que ela olhasse para ele e, quando ela o fez, sentiu uma mistura estranha de nervosismo, expectativa e o pau já apertando contra a calça.
Cumprimentaram-se com um abraço breve, desajeitado, aquele tipo de gesto que se dá quando duas pessoas tentam disfarçar a emoção. O garçom apareceu imediatamente.
— O que vão beber?
Adrián olhou para ela. Marina segurou o cardápio por um segundo e então disse:
— Um vinho.
— Para mim também — respondeu ele.
O silêncio que se seguiu foi quase um suspiro compartilhado. Brindaram sem desviar o olhar.
— Então… vinho — disse ele.
— Vinho — repetiu ela com um sorriso —. A noite é longa.
O primeiro gole rompeu a tensão. Falaram de coisas pequenas: livros, viagens, bobagens. Mas cada palavra vinha carregada de eletricidade, de promessa. Às vezes riam sem motivo; outras, ficavam calados mais do que o necessário.
Quando as taças foram esvaziando, Marina fez um gesto para o garçom.
— Traz o cardápio para a gente beliscar alguma coisa?
Adrián a observou, divertido.
— Então o vinho não era só curiosidade.
— Digamos que eu estava com fome de conversa — respondeu ela.
Pediram algo leve, sem pressa. O local foi ficando silencioso ao redor deles, e cada pausa entre os dois parecia ter seu próprio eco. Os olhares começaram a durar mais. Os gestos, a ficar mais íntimos.
No meio do jantar, Adrián se inclinou ligeiramente sobre a mesa.
— Não consigo parar de olhar para você — disse, quase num sussurro.
Marina baixou os olhos, mas não desfez o sorriso.
— Então olhe direito.
A frase pairou entre os dois como uma provocação suave. Sob a toalha, ela cruzou as pernas, apertando as coxas e sentindo o quanto estava molhada. Quando o garçom voltou, Adrián pediu a conta. Lá fora, a noite os esperava com um ar morno, daqueles que não convidam a despedidas.
***
Caminharam sem rumo definido, falando pouco. O silêncio já dizia tudo o que era preciso.
— Tenho uma garrafa em casa — comentou ele ao passar diante de um táxi —. A gente podia abrir e continuar conversando.
Marina o olhou sem responder de imediato. Depois assentiu.
O apartamento de Adrián era simples, com uma luz quente e música tocando de algum canto, porque ele a deixara ligada antes de sair. Marina parou diante da estante, observando os livros.
— Você tem livros demais — disse —. Ou lê muito, ou tem dificuldade de desapegar.
— As duas coisas — respondeu ele, aproximando-se devagar.
Houve um momento em que a distância entre os dois deixou de fazer sentido. Ele ergueu a mão e a pousou sobre a cintura dela, apenas um roçar. Marina não se mexeu. O ar ficou denso e a respiração dos dois preencheu o silêncio. Adrián deslizou os dedos por baixo da blusa, sentiu a pele quente da barriga dela e subiu até roçar a borda do sutiã. Apertou um seio por cima do tecido e beliscou o mamilo, que já estava duro. Marina soltou um gemido breve, preso na garganta.
— Você está tremendo — murmurou ele contra o pescoço dela.
— Estou encharcada — devolveu ela, sem se afastar —. Confira.
A mão de Adrián desceu pela saia, entrou por baixo do tecido, afastou a calcinha e encontrou a buceta inchada, escorregadia, pulsando contra seus dedos. Passou duas pontas de dedos pelos lábios abertos e os enterrou devagar. Marina jogou a cabeça para trás, apoiando-se no ombro dele, e ele mordeu seu pescoço enquanto a abria com os dedos, procurando aquele ponto interno que a fez apertar o pulso dele com as coxas.
— Porra, como você está molhada — rosnou ele ao ouvido —. Está assim desde o jantar, não está?
— Desde que entrei pela porta do bar — arfou ela —. Continue. Não pare.
A garrafa continuava intacta sobre a mesa quando ela pegou a mão dele — ainda brilhante — e o guiou até o sofá. Adrián se sentou e a olhou como se quisesse memorizá-la. Marina aproveitou a música ao fundo e começou a dançar, suave e sugestiva, só para ele. Estava nervosa, mas sentia que finalmente podia se deixar levar, ser ela mesma, sem filtros, sem limites. Enquanto se balançava, foi tirando a roupa sem deixar de olhá-lo: a blusa caiu, depois a saia, depois o sutiã. Os peitos ficaram livres, pesados, com os mamilos tensos apontados para o rosto dele. Também baixou a calcinha, encharcada, e atirou-a no peito dele com um sorriso.
— Cheire — disse —. Para você saber como me deixa.
Adrián levou a calcinha ao nariz, fechou os olhos e respirou fundo. Quando voltou a olhá-la, tinha o pau marcado sob a calça como uma barra. Ela se ajoelhou entre as pernas dele, abriu o cinto, baixou o zíper e libertou o pau de um puxão. Ficou olhando para ele por um segundo — duro, grosso, com uma gota transparente despontando na ponta — e lambeu os lábios antes de baixar a boca.
Passou a língua da base até a glande, devagar, lambendo toda a veia na parte de baixo. Beijou as bolas, colocou-as uma a uma na boca e chupou-as enquanto segurava o pau dele com a mão e o punheteava. Depois subiu outra vez e o engoliu inteiro, até a glande bater no fundo da garganta e as lágrimas escaparem pelos cantos dos olhos. Adrián segurou o cabelo dela com as duas mãos e começou a foder sua boca devagar, marcando o ritmo, enquanto ela babava, engolia, gargarejava e não parava de olhá-lo de baixo, com os olhos brilhantes.
— Assim, porra, assim — gemia ele —. Como você chupa bem, como você come bem.
Marina tirou o pau da boca apenas para cuspir um fio de saliva sobre a glande e voltar a enfiá-lo, desta vez mais rápido, estalando, com os peitos batendo contra as coxas dele. Quando sentiu que ele começava a tremer por baixo dela, afastou-se e sorriu.
— Ainda não goze. Foda-me primeiro.
Subiu no sofá, montada, e sentou-se sobre ele com o pau entre as coxas, esfregando a buceta encharcada por todo o comprimento sem deixá-lo penetrá-la. Adrián segurou os quadris dela, mordeu um mamilo, chupou o outro e a levantou apenas o suficiente para se posicionar na entrada. Marina desceu devagar, sentindo a buceta se abrir ao redor do pau, sentindo-o ser engolido centímetro a centímetro até enterrá-lo inteiro.
— Ai, meu Deus — gemeu, de boca aberta —. Como você é grande.
Começou a se mexer sobre ele, primeiro em círculos, depois subindo e descendo, os peitos quicando no rosto dele. Adrián agarrou sua bunda com as duas mãos, separou as nádegas e ajudou-a a cavalgá-lo com mais força, estocando de baixo para cima cada vez que ela descia. O sofá rangia, a pele estalava contra a pele, o cheiro de buceta molhada e suor enchia a sala.
— Foda-me, foda-me mais forte — pedia ela entre gemidos —. Arrebenta minha buceta.
Adrián a ergueu no ar sem tirá-lo, virou-se e deitou-a de costas no sofá. Abriu bem as pernas dela, jogou-as sobre os ombros e começou a enfiá-lo até o fundo, com estocadas longas e secas que a faziam arfar e agarrar as almofadas. Observava a buceta dela devorando seu pau, vendo-o entrar brilhante e sair coberto pelos seus fluidos.
— Olhe como entra — rosnou ele —. Olhe como enfio tudo em você.
Marina baixou os olhos, viu-se aberta, empalada, e só aquilo a deixou a um batimento de gozar. Levou dois dedos à boca, ensalivou-os e desceu-os até o clitóris para esfregá-lo enquanto ele continuava a estocá-la. Bastaram alguns segundos: gozou com um gemido longo, arqueando-se e apertando o pau dele dentro de si com espasmos que também o fizeram fechar os olhos.
— Não pare, não pare, goze você, goze dentro — arfou ela, ainda tremendo.
Mas Adrián ainda não queria terminar. Tirou-a do sofá, colocou-a de quatro sobre o tapete e se posicionou atrás dela. Agarrou seus quadris e voltou a enterrá-lo de uma só vez. Marina gritou, arqueou as costas e empinou a bunda, pedindo mais. Ele a fodeu de quatro, segurando seu cabelo com uma mão e puxando-o para trás, batendo na bunda dela com a outra até deixar a nádega vermelha.
— Você gosta assim, sua safada? — perguntou, sem parar de estocar.
— Sim, sim, sim, assim — respondia ela, com o rosto esmagado contra o tapete —. Mais forte, mais fundo.
Ela gozou pela segunda vez, apertando a buceta contra o pau dele e molhando toda a virilha dele. Adrián parou por um segundo, arfando, tirando o pau para não terminar ainda.
— Eu trouxe um presente para você — confessou Marina então, virando-se, faceira, com a voz rouca —. Algo sobre o qual conversamos.
Adrián a olhou, curioso, com o pau ainda ereto e brilhante. Ela engatinhou até a bolsa e lhe entregou uma caixinha. Ele removeu o papel sem pressa e, ao ver a marca, soube imediatamente o que era: um plug anal, com lubrificante combinando. Tinham conversado muitas vezes sobre o assunto, parte daquelas confissões compartilhadas que tanto os excitavam à distância. Ela havia confessado que nunca tinham fodido sua bunda, mas que morria de vontade de experimentar com ele.
Marina decidira que naquela noite aquilo seria, para ela, um desafio a superar. Conhecia os gostos de Adrián e queria realizá-los. Talvez nem tivesse pensado nisso com outra pessoa, mas ali, com ele, sentia que podia se entregar e aproveitar sem reservas, sem limites.
Adrián pegou o brinquedo e o lavou com calma. Depois foi buscar o lubrificante que guardava na gaveta do quarto e voltou para onde ela o esperava, já deitada de bruços na cama, com a bunda empinada e as pernas separadas. Ela havia contado a ele como gostava de dilatar o prazer, prolongando a espera até torná-la insuportável. Marina o olhava por cima do ombro, com o pulso disparado.
— Confie em mim — disse ele, roçando as costas dela com a ponta dos dedos —. Vamos devagar.
— Não quero que vá devagar — respondeu ela, mordendo o lábio —. Quero que não reste nada para experimentar.
Adrián despejou um jato de lubrificante na fenda da bunda dela e o espalhou com o polegar, massageando o cu apertado até relaxá-lo. Enfiou a ponta de um dedo, depois meia falange, depois o dedo inteiro. Marina gemeu contra o travesseiro, apertando os lençóis. Quando sentiu que ela se abrira, retirou o dedo e posicionou o plug, empurrando-o com cuidado, girando-o, até que o cu o engoliu de repente e ele ficou dentro. Ela gritou, primeiro de surpresa, depois de puro prazer, sentindo-se cheia por trás enquanto ele enfiava dois dedos na buceta dela por baixo.
— Ai, porra, porra, não aguento mais — gemia —. Foda-me agora, foda-me com isso dentro.
Adrián se posicionou atrás dela e enfiou o pau na buceta, com o plug ainda cravado no cu. A sensação de estar duplamente cheia fez com que ela gozasse quase no mesmo instante, tremendo e gritando contra o travesseiro. Ele a fodeu assim, longa e profundamente, sentindo o plug apertar seu pau do outro lado da parede, até não aguentar mais. Tirou o pau, segurou-o e gozou sobre a bunda dela, em jatos longos e quentes que mancharam suas costas, nádegas e a base do plug. Marina virou-se apenas um pouco, mergulhou os dedos no esperma, levou-os à boca e chupou-os devagar, olhando para ele.
Quando finalmente se deixaram cair sobre a cama, encharcados e arfando, não houve promessas nem conclusões. Apenas uma certeza: algo havia se aberto entre eles, e o resto da noite — e talvez algo mais — dependeria do que escolhessem fazer com tudo aquilo que durante semanas só existira em suas telas.
Continua…





