A fantasia que realizei com um estranho na pista
Eu passava semanas imaginando uma noite assim, sem nomes nem promessas. O que eu não imaginei foi que ele estivesse me olhando do bar como se já soubesse de tudo.
Eu passava semanas imaginando uma noite assim, sem nomes nem promessas. O que eu não imaginei foi que ele estivesse me olhando do bar como se já soubesse de tudo.
Disseram que a noite estava começando e que o apartamento deles ficava a duas quadras. Nenhum dos dois disse não, e isso mudou tudo entre nós.
Passei horas buscando uma faísca em olhares alheios e não encontrei nada. Até decidir cruzar o salão e colocar o jogo inteiro em suas mãos.
Entrou sem ser convidada, com um sorriso que prometia prazer e escondia fome. Naquela noite, todo corpo que tocou deixou de ser seu para sempre.
Subi para me trancar acreditando que ninguém tinha me visto. Tinha os dedos entre as pernas e os olhos fechados quando senti a porta ceder lentamente atrás de mim.
Eu disse que naquela noite não saía. Então ele bateu na minha porta com um vestido rosa na mão e aquele sorriso que já sabia de antemão que ia me ganhar.
Achei que iria implorar para que ela guardasse o segredo. Não imaginei que, quando ela voltasse à sala, viria com um chicote na mão e botas de salto.
Eu achava que só ia me divertir e ganhar algum dinheiro. Não imaginava que naquela noite, entre golpes e carícias, encontraria exatamente o que meu corpo pedia aos gritos.
Eu era o cara sério do terno e do utilitário. Bastava uma mulher me desafiar com o olhar para o animal despertar, e aquela feira de interior o soltou de vez.
Voltei do bar com uma cerveja na mão e a vi dançando com ele. Não aconteceu nada… ou aconteceu? A pergunta me cravou por dentro e, para minha vergonha, também me excitou.
Era meu melhor amigo, meu confidente. Naquela noite de feira, entre vinho e risadas, a mão dele na minha cintura acendeu algo que eu jamais tinha sentido por ele.
Minha amiga me prometeu uma noite de fantasias e descontrole. Vesti a fantasia mais ousada da sex shop e saí sem imaginar o que me esperava naquele bar.
Desde a pista já buscávamos as mãos com discrição; o que não terminamos no carro seguimos no meu quarto, sem pressa e sem nada no corpo.
Quando o carregaram dormindo até a cama, soube que aquela noite não terminaria como as outras. E não me arrependo de nada do que aconteceu depois.
Éramos vizinhos havia anos e mal trocávamos um “oi” no corredor. Naquela noite, quando coloquei meu suéter sobre seus ombros, soube que não íamos mais fingir.
Minha irmã estava no exterior e coube a mim ir à formatura. Quando meu sobrinho cobrou o presente na frente dos amigos, eu soube que aquela noite não terminaria como começou.
Me escondi no beiral do vestiário com Bruno colado nas minhas costas. Lá embaixo, minha mãe e a amiga dela se despiram entre os operários, e eu não consegui tirar os olhos.
Eu estava furiosa, tremendo, com uma garrafa quase vazia ao meu lado. Disquei o número dele às três da madrugada só para ouvir sua respiração do outro lado da linha.
Às seis da manhã, com um prato de tacos na mão, resolvi sentar na mesa de dois desconhecidos que estavam me olhando fazia um tempo.
Quando nos levou ao palco e começaram as apostas sobre o que usávamos por baixo do vestido, entendi que a festa de luxo tinha saído do normal.