O pacto de andar descalça que ele selou com a língua
Três anos descalça, dois anéis nos dedos e a certeza de que, ao fim do dia, ele se ajoelhará para lamber cada marca do caminho que ela pisou.
Três anos descalça, dois anéis nos dedos e a certeza de que, ao fim do dia, ele se ajoelhará para lamber cada marca do caminho que ela pisou.
Você jogou sua calcinha ainda morna para mim e sorriu. “Coloca e me espera”, disse. Duas horas depois eu ainda estava de joelhos, contando os minutos até sua chegada.
Ele a viu dormindo no sofá e não resistiu aos pés descalços da prima. O que começa como fetiche secreto vira uma entrega proibida.
Quando encontrei um dos sapatos dela esquecido no vestiário, eu devia tê-lo deixado onde estava. Em vez disso, cruzei metade da cidade para devolvê-lo, e tudo desandou.
São duas da tarde, estou há horas acariciando-o e ainda não dei permissão para ele gozar. Hoje quem manda sou eu, e ele aprende a esperar.
Fui à represa para fugir do calor e acabei deitado na margem, incapaz de me mover, enquanto os dedos de uma desconhecida decidiam em que ritmo eu me rendia.
Eu andava pelado em casa porque achava que ninguém me via. Até a vizinha da frente me cumprimentar com um sorriso que já sabia tudo sobre mim.
Nadie imaginaría que esos tenis gigantes y ridículos guardan mis secretos. Esa noche en la carretera, con todos dormidos, me atreví por fin a lo que tanto fantaseaba.
Nunca tinha reparado nos pés de ninguém, até aquela tarde quente em que ela estendeu o dela na minha direção e me perguntou, com um sorriso, se eu ousava tocá-lo.
Durante anos fantasiei servir a uma mulher que me quisesse aos seus pés. Renata não fingia dominar: fazia isso com uma calma que me deixava sem ar.
Ela colocou os pés no meu colo, mandou que eu desamarrasse as tiras das sandálias e, com um sorriso nada inocente, disse que aquele seria o preço do seu silêncio.
Sempre achei que não havia nada mais sujo do que uns pés. Numa noite, descalça e nervosa na cama da minha amiga, descobri o quanto eu estava errada.
Ofereci examinar o tornozelo dela como médico. Ela cruzou a perna, aproximou o pé do meu rosto e eu soube, naquele instante, quem mandava de verdade.
Ninguém no escritório imaginava o que minhas botas escondiam naquela manhã de chuva, nem por que eu não quis tirá-las o dia inteiro.
Recostada na beirada da cama, com as meias pretas subindo pelas minhas pernas, eu o avisei que naquela noite não usaria as mãos: iria desmontá-lo só com os meus pés.
Ele me deixou sentada no sofá com uma venda e as mãos suando. Quando uma mão subiu pela minha perna e a música começou, eu soube que não esqueceria aquela noite.
Quando ele entrou e parou meio segundo a mais nos pés dela, soube que algo em mim tinha quebrado. E, para minha surpresa, não foi ciúme o primeiro sentimento.
Eu tinha as pinças mordendo meus mamilos e a corrente tensa entre os dedos de Adrián. Bastava uma palavra para tudo parar. Eu não disse.
Ninguém no fórum imaginaria que ela o esperava nua e de joelhos, prendendo a respiração, para que ele cruzasse a porta e a lembrasse de quem ela pertencia.
Achei que iria implorar para que ela guardasse o segredo. Não imaginei que, quando ela voltasse à sala, viria com um chicote na mão e botas de salto.