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Relatos Ardientes

O massagista fechou a cabine e tudo mudou

Cheguei ao spa numa quarta-feira, no meio da tarde. Era um lugar tranquilo, daqueles que não fazem propaganda, mas têm fama no boca a boca: salas de vapor, piscina aquecida, música baixa que você nunca reconhece de verdade. Nesse dia havia pouquíssimos homens e era exatamente isso que eu queria. Fui sozinho para descansar, sem nenhuma outra ideia na cabeça.

Na recepção me disseram que o único massagista disponível era Rodrigo, mas que ele tinha dois atendimentos antes do meu. Meia hora cada um, ou seja, uma hora de espera. Disse que não havia problema, pedi uma toalha, me instalei em uma das poltronas da área de relaxamento e fechei os olhos.

A música era daquele tipo que mistura sons de água com algo vagamente oriental. Não me incomodava. Fiquei quieto, respirando devagar, deixando a tensão da semana ir afrouxando sozinha. Quando uma das moças veio me avisar que era minha vez, levei um instante para lembrar onde eu estava.

Segui a moça pelo corredor até uma porta que dizia «Box 3». Ela bateu com os nós dos dedos, abriu e se retirou. Entrei.

Rodrigo estava de costas, arrumando frascos numa prateleira. A primeira coisa que notei foi como ele estava vestido: apenas uma calça de linho bege, bem leve, que se ajustava aos quadris sem apertá-los. Quando se virou, vi que devia ter uns trinta e cinco anos. Corpo atlético sem exagero, mãos grandes, um sorriso tranquilo que não pedia nada. E algo mais que notei sem querer: o volume marcado sob o linho, a forma inconfundível de uma rola generosa que a calça mal disfarçava.

— Boa tarde — disse ele —. É a primeira vez por aqui?

— Não, venho de vez em quando — respondi —. Mas nunca tinha marcado com você.

— Com você — corrigiu com naturalidade —. Aqui a gente se trata por você, senão parece consultório de médico.

Ri. Ele me pediu que me deitasse de costas, cobriu minha região pélvica com um lençol pequeno e começou a esquentar óleo entre as palmas das mãos. O aroma que se espalhou era intenso, madeira escura e algo cítrico difícil de identificar com precisão. Quando suas mãos tocaram minhas panturrilhas, senti algo no corpo soltar um nó que eu nem sabia que existia.

Falamos de coisas sem importância: o trânsito, se eu fazia exercícios, como estava minhas costas. A voz dele era uniforme, sem altos nem baixos, como se fizesse parte da massagem. As mãos subiam devagar, firmes, sem hesitar em ponto nenhum. Quando chegou às coxas, demorou mais do que o habitual, pressionando os grupos musculares com uma técnica precisa e, ao mesmo tempo, algo além de técnica. Os polegares afundavam na parte interna, perto da virilha, e cada vez que subiam mais um centímetro minha rola pulsava por baixo do lençol, engrossando sem permissão.

Num momento — apenas um segundo, talvez menos — a borda da mão dele roçou a base do meu pau. Eu ainda não estava totalmente duro, mas o contato foi suficiente para me deixar completamente em pé, empurrando o tecido para cima numa tenda que já não dava para disfarçar. Rodrigo não disse nada. Subiu para os lados, o abdômen, o peito. Inclinou-se para trabalhar os trapézios e o rosto dele ficou a poucos centímetros do meu. Ele cheirava a sabonete neutro e ao mesmo óleo que usava nos meus músculos. Senti o hálito morno no meu pescoço e uma fisgada atravessou minhas bolas.

Quis beijá-lo. Não beijei.

Vim para descansar, eu disse em silêncio. Mais nada.

Mas sob o lençol já não havia como fingir que eu estava tranquilo. A ponta da minha rola umedecia o tecido com uma gota grossa de pré-gozo que vazava e deixava uma mancha escura, redonda, impossível de ignorar.

Rodrigo se ergueu, olhou para baixo com uma expressão que não era surpresa — também não era convite explícito, era algo mais neutro e mais carregado ao mesmo tempo — e perguntou:

— Está confortável?

— Sim — respondi. A palavra saiu sem convicção.

Ele retirou o lençol com um movimento natural, sem cerimônia. Meu pau saltou duro contra o abdômen, apontando para o umbigo, brilhante na ponta. Rodrigo passou mais óleo na palma, envolveu a rola com a mão inteira e me fez uma punheta longa, calma, de cima a baixo, fechando o punho na coroa e afrouxando na base. Repetiu o movimento cinco, seis vezes, sem pressa, olhando meu rosto para ler como eu reagia. Eu tinha os dentes cerrados. Com a outra mão, ele amparou minhas bolas, rolou-as devagar entre os dedos, e quando eu empurrei o quadril contra a palma num tremor involuntário, ele afrouxou tudo e me pediu que eu me virasse.

De bruços, com o rosto apoiado nas mãos, ouvi o som do óleo entre as palmas dele. Começou de novo pelos pés. Desta vez subiu mais rápido, como se já não precisasse do percurso de apresentação. Quando chegou às nádegas, trabalhou-as com pressão contínua, abrindo e fechando, amassando meu cu como quem conhece o terreno. Senti os dedos dele separarem minhas nádegas, ficarem ali por alguns segundos e, num momento, um desses dedos ensaboados deslizou pelo sulco e roçou meu ânus com suavidade. Deu uma volta lenta ao redor, pressionando apenas de leve, e o músculo em mim se contraiu e se abriu, se contraiu e se abriu, enquanto eu sentia a umidade correr entre as nádegas e descer até os ovos.

Abri as pernas sem pensar. Foi um reflexo. O quadril se levantou sozinho, oferecido.

O dedo entrou só um nó de dedo. Ficou ali, girou, saiu. Voltou a entrar, um pouco mais fundo. Mordi o lençol para não gemer. Durou mais alguns segundos apenas. Então Rodrigo interrompeu aquele movimento, reposicionou-se e se colocou diante de mim, atrás da minha cabeça, para massagear os ombros daquele ângulo. Levantei os olhos. Através do linho bege era impossível não notar que ele também estava duríssimo: a rola se marcava inteira, a glande desenhada contra o tecido, esticando a calça para fora.

Tirei uma mão debaixo do rosto, como se precisasse me rearrumar, e a deixei cair sobre a coxa dele.

— Desculpa — falei, sem tirar a mão de lá.

— Não, tudo bem — respondeu —. Você precisa ficar confortável.

Era tudo o que eu precisava ouvir.

Deslizei a mão para cima até encontrar a rola dele por baixo do tecido. Apalpei inteira, medindo com os dedos: grossa, quente, pulsando. Segurei com cuidado para trazê-la até mim e, quando a tive perto, ergui a cabeça e beijei o contorno por cima da calça, a boca aberta contra o linho, molhando-o de saliva. Rodrigo expirou devagar, controlado, como alguém que sabe que não pode fazer barulho num lugar em que as paredes são finas.

Ele baixou a calça em silêncio. A rola saltou para fora, dura, larga, com as veias marcadas e a glande grossa e avermelhada, já com uma gota espessa tremendo na ponta. Virei de lado, peguei-a com a mão — não a cobria inteira — e a enfiei na boca.

Comecei pela glande, chupando-a por completo, fazendo círculos com a língua sob a coroa, saboreando o pré-gozo salgado que brotava dele. Depois desci, engolindo-a até a metade, e voltei a subir com os lábios fechados. Desci de novo, desta vez mais, até a glande tocar o fundo da minha garganta. Tive de regular a respiração. Com uma mão agarrei os glúteos dele — duros, tensos — e os abri enquanto continuava chupando. Isso o incendiou. Ele segurou minha cabeça com as duas mãos, cravou os dedos no meu cabelo e empurrou até o fundo. Fiz um engasgo leve, um fio de saliva escapou pelo canto da boca. Ele a retirou de imediato.

— Com calma — murmurou, mais para si do que para mim.

Voltou a enfiá-la na minha boca, agora com mais controle, marcando o ritmo com o quadril. Eu relaxei a garganta e deixei que ele fodesse minha boca devagar, sentindo a rola entrar e sair, a pele esticada deslizando contra minha língua. Agarrei suas bolas com a outra mão, amparei-as, apertei de leve. Rodrigo empurrou mais fundo e sustentou ali, com meu nariz colado ao ventre dele, até me faltar ar e eu me afastar com um som úmido. Um fio de saliva e pré-gozo pendia do meu lábio até a ponta da glande dele.

Ele me acomodou na maca de costas, ergueu minhas pernas sobre os ombros e se posicionou entre elas. Derramou óleo direto entre minhas nádegas, deixou escorrer, e untou a rola inteira com a mão, de cima a baixo, enquanto me observava abrir para ele. Enfiou dois dedos primeiro, girando-os, cavando devagar para me preparar; curvou-os e tocou num ponto que me fez arquear as costas e morder o lábio para não gritar. Tirou-os. Encostou a glande no meu ânus, empurrou com pressão contínua, um ajuste, um tremor, e então entrou.

Um gemido agudo me escapou. Ele cobriu minha boca com a palma. Suave, mas firme. Sabia exatamente o que estava fazendo.

Permaneceu imóvel dentro de mim nos primeiros segundos, me dando tempo. Eu sentia cada centímetro, a rola me preenchendo por inteiro, pulsando contra as paredes. Quando começou a se mover, fez isso com vai e vem curto, medido, saindo só um pouco e voltando a entrar até o fundo. Depois alongou o movimento: saía quase inteira, deixando apenas a glande dentro, e voltava a afundá-la com um golpe firme. A maca rangia num ritmo baixo, quase imperceptível, que para mim parecia ensurdecedor. Não era. Eu me deixei levar. Parei de pensar no barulho, nos outros boxes, em qualquer coisa que não fosse aquela sensação concreta e total de estar aberto, cheio, fodido pela primeira vez por um cara que sabia o que fazia.

— Assim — disse perto do meu ouvido, em voz muito baixa —. Relaxa. Se entrega.

Ele me tirou as pernas dos ombros, abriu-as em cruz e se apoiou sobre mim com o peso exato. A rola entrava mais fundo daquele ângulo. As mãos dele nos meus quadris apertaram, os dedos cravados na carne. O ritmo acelerou. Com uma mão ele procurou meu pau, que pingava pré-gozo sobre meu ventre, agarrou-o com firmeza e começou a me masturbar ao mesmo tempo em que me penetrava. Dois ritmos que logo se sincronizaram: dentro e fora, cima e baixo, dentro e fora.

Senti que a porra vinha de muito fundo, anunciada por um calor nas bolas que subia. Não aguentei. Gozei entre o punho dele e meu ventre em dois jatos grossos que me sujaram até o peito, apertando-me contra a rola dele num espasmo longo, o cu se fechando ao redor dela em ondas. Rodrigo aguentou o ritmo por mais duas, três estocadas, a mandíbula apertada, e de repente parou com um movimento longo e contido, a rola até o fundo. Senti o calor dentro de mim, os puxões da rola descarregando minha porra lá dentro, a palma voltando a calar minha boca enquanto ele se esvaziava em silêncio.

Quando se retirou, saiu com cuidado, devagar, e ficou aquele vazio estranho que não é dor, mas também não é só ausência: algo que deixa eco. Senti um fio morno descendo entre minhas nádegas.

Fiquei imóvel. Rodrigo me limpou com uma toalha úmida, sem comentários, com a mesma calma com que tinha começado. Vestiu-se em silêncio, eficiente, e antes de ir embora disse:

— Leve o tempo que precisar.

Fechou a porta com cuidado.

Permaneçi na maca olhando o teto branco. Não sei quanto tempo. Depois me levantei, me enrolei na toalha e fui direto às salas de vapor. Eu precisava de água quente e quietude. No vestiário não havia ninguém. Tomei um banho longo, sentindo descer pelas coxas o que ele tinha deixado dentro de mim. Depois procurei um dos quartos privados de descanso, fechei a porta e me deitei na escuridão.

Dormi vinte minutos. Quando acordei e deixei a porta aberta, já era outra pessoa. Ou talvez eu fosse a mesma, mas sem disfarce.

***

Aquela tarde não foi um ponto de chegada. Foi o início de algo que vinha se formando em silêncio havia tempo.

Pouco depois me separei da minha mulher. Não foi uma consequência direta do que tinha acontecido com Rodrigo, embora também não tenha sido coincidência. Havia algo em mim que buscava saída havia anos e que de repente tinha nome e direção.

Aluguei um apartamento pequeno no centro. Dois cômodos, andar alto, janela dando para uma parede cega cinza. Não importava. Aquele espaço era meu, e isso mudava tudo.

Comecei a sair. A procurar, sem urgência, mas sem recusar nada que me parecesse interessante. Aplicativos, bares de bairro, encontros que duravam uma noite e outros que se repetiam por semanas até se extinguirem sozinhos. Aprendi que o sexo entre homens tem suas próprias regras, e que ninguém te ensina quais são: você vai descobrindo no corpo do outro e nas reações do seu. Aprendi a chupar bem uma rola, a perceber quando um cara estava prestes a gozar pela forma como as coxas se tensionavam, a me abrir sem medo, a foder também quando o outro me pedia.

Experimentei coisas que nunca me tinha permitido imaginar. Couro e vendas, cera derretida nas costas enquanto alguém contava em voz baixa, mãos amarradas com gravatas que o outro depois guardava no bolso como se nada tivesse acontecido. Duas rolas ao mesmo tempo, uma na boca e outra no cu, na cama de um desconhecido que me observava de uma poltrona fumando. Três caras em outra ocasião, se revezando dentro de mim até que eu perdesse a conta de quem era quem e restasse só a sensação de estar cheio, sempre cheio. Manhãs de domingo que começavam com café e terminavam com uma mamada longa contra a porta da rua antes de o outro ir embora.

Meu único limite real era a dor sem consentimento. Todo o resto era território que valia a pena explorar.

Houve um que voltou várias vezes. Nicolás. Conheci-o num bar a poucas quadras do apartamento e, durante quase quatro meses, funcionamos como algo sem nome preciso: não éramos namorados, mas também não éramos estranhos. Ele me ensinou que o prazer tem nuances que não se descobrem numa única noite, nem em duas, que o mesmo corpo pode gozar de dez maneiras diferentes se o outro se der ao trabalho de procurá-las.

Houve outro que entrou no apartamento, me chupou de joelhos no corredor, engoliu minha porra e foi embora em quinze minutos sem que trocássemos mais de dez palavras. Isso também tinha seu lugar. Tipos diferentes de encontro para tipos diferentes de necessidade, e eu levei um tempo para entender que os dois podiam coexistir sem contradição.

Com o tempo fui me entendendo. Não foi um processo organizado nem dramático. Foi acúmulo: noites em que algo encaixou, noites em que não encaixou, e o aprendizado lento de saber a diferença. O corpo ensina, se a gente estiver disposto a escutar.

Cinco anos, mais ou menos, durou essa fase em sua forma mais intensa. Quando olho para ela agora, penso inevitavelmente naquele box do spa, no óleo com cheiro de madeira escura e cítrico, na palma de Rodrigo cobrindo minha boca para que eu não fizesse barulho enquanto ele me enchia por dentro.

Foi o primeiro lugar em que algo que sempre existiu em mim tomou forma concreta. Não foi uma revelação dramática nem um momento cinematográfico. Foi uma quarta-feira à tarde, uma maca e um homem de calça de linho bege que soube exatamente onde eu precisava que ele me tocasse, e até onde enfiar.

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Comentários(6)

Diego

Que conto incrivel!! Fiquei preso do começo ao fim

GatoEscaldado

Por favor tem segunda parte?? Nao pode terminar assim!

RespiroSuspenso

Nossa, me fez lembrar de uma situacao parecida que passei... nem tive coragem de contar pra ninguem kkk

Marcos

Como voce consegue criar essa tensao toda com tao poucas palavras? Sério, talento demais

LeitorEscondido

li no escuro com fone de ouvido como se fosse segredo kkk muito bom

FrioNaBarriga

esse titulo ja me fisgou antes de começar a ler

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