O que aconteceu na cabine do caminhão naquele verão
O calor de julho esmagava a rodovia. Quando Diego desceu do caminhão e veio na minha direção, entendi que o defeito seria o melhor acidente da minha vida.
O calor de julho esmagava a rodovia. Quando Diego desceu do caminhão e veio na minha direção, entendi que o defeito seria o melhor acidente da minha vida.
Cada tarde eu colocava o dildo na cadeira e continuava trabalhando. Eu estava me preparando para dar a Marcos o que ele vinha me pedindo havia meses.
Éramos amigos desde a adolescência, os dois casados, os dois certos de quem éramos. Até que ele me mandou aquele vídeo e algo em mim deixou de ser tão certo.
Adrián tinha aquela foto que havia tirado meu sono. Quando ele entrou pela porta, soube que a noite não decepcionaria nenhum dos dois.
Quando vi a foto do corpo dele, soube que estava em território desconhecido. Não fechei. Guardei. E essa decisão mudou tudo.
Por fim tinha o corpo dele à minha frente, a centímetros de distância. Meu melhor amigo. Meu homem. E eu disposto a não deixar esse momento escapar por nada neste mundo.
Passamos semanas nos olhando na academia sem dizer nada. Quando finalmente trocamos palavras, os dois sabíamos aonde aquilo ia dar.
Eu estava havia meses sem um homem quando publiquei aquele anúncio. Marcos foi o único que pareceu realmente interessado, e nunca esqueci o que aconteceu naquela tarde.
Vi ele ir embora na segunda com a mala e um beijo seco. Na mesma noite, na cama, soube que a ausência dele pesava mais que qualquer orgasmo.
Andrés acordou nu na cama do seu maior rival. Sem lembrar da noite anterior, só queria ir embora. Mas algo não parava de prendê-lo.
Quando entrei no caminhão com ele naquela noite, soube que algo ia acontecer. O que eu não imaginava era terminar de joelhos na escuridão olhando para ele assim.
Na primeira vez que ela me contou, achei que era brincadeira. Na segunda, já tinha a mão na minha nuca me empurrando para onde ela queria que eu fosse.
Quando abri a porta, senti o olhar dele cravar na tira preta que aparecia por cima da minha calça jeans. Ele sorriu antes de me empurrar para dentro.
Fechamos a porta, ligamos o videogame e meu irmão se deitou sobre minhas pernas com aquele sorriso nervoso que só aparece quando ele guarda algo morrendo de vontade de contar.
Quando abri os olhos naquela manhã, não estava no meu quarto. Estava completamente nu numa cama que cheirava a alguém com quem eu jamais deveria ter passado a noite.
Quando meus pais foram para o interior, meu tio Andrés tirou a sunga e me perguntou se eu me incomodava. Eu não me incomodava. Nem um pouco.
Durante três anos vendi meu corpo por dinheiro. O que vou contar nem meus amigos mais próximos sabem. Alguns clientes não eram clientes: eram predadores.
Não fiz por dinheiro. Fiz porque tudo me dava igual. Vê-la feliz com outro naquele bar foi o estopim de uma fase que eu não deveria ter vivido.
Quando paramos ao lado deles, a garota já mexia os quadris ao som de uma música. Mateo usava as unhas pintadas. Aquela viagem não ia acabar como tínhamos planejado.
Jogamos pôquer valendo roupa com meus vizinhos. Ninguém disse que mais estava em jogo, mas quando fiquei nu no centro da sala, já não precisávamos das cartas.