O motorista do ônibus de dois andares e a noite de dezembro
Terminei meu turno, fazia um frio brutal na plataforma, e o motorista me disse que eu podia ficar no ônibus dele para me esquentar. Eu não fazia ideia do que viria.
Terminei meu turno, fazia um frio brutal na plataforma, e o motorista me disse que eu podia ficar no ônibus dele para me esquentar. Eu não fazia ideia do que viria.
Estava há semanas sem respirar por causa do trabalho. Numa noite quis comemorar sozinho. Entrei no primeiro bar que vi e saí diferente.
Quando Rodrigo abriu a porta, eu soube que não havia volta. Minha vida estava prestes a mudar de um jeito que eu nunca tinha imaginado.
Apostamos sob a coberta para ver se eu adivinhava a cueca que ele estava usando. Não imaginei que essa aposta terminaria com o peso dele sobre mim no quarto do hotel.
Estava apaixonado por Andrés havia meses quando ele me disse que o ex viria jantar. Não imaginei que aquela noite terminaria com nós dois o proclamando nosso rei.
Quando voltei da cozinha e vi a mão de Marco sobre a coxa de Rodrigo, senti um ciúme que não soube se queria apagar ou alimentar.
Eu tinha vinte anos e nunca tinha estado com um homem. Naquela noite, fechando a academia, o único associado que restava entrou nos chuveiros ao mesmo tempo que eu.
Estávamos construindo algo sem nome havia meses. Na tarde em que finalmente tive coragem de perguntar, soube que não havia mais volta.
Ele passou uma pedra pelas minhas costas, murmurou algo que eu não entendi e, de repente, eu só queria uma coisa: que aquele homem me tomasse. Não sei se foi feitiçaria. Sei que não resisti.
Durante anos carreguei uma curiosidade sem nome. Quando Diego apareceu na enseada, sozinho e livre, algo mudou antes mesmo de a noite acabar.
Quando cheguei ao apartamento dele naquela tarde de sábado, eu tinha me depilado por inteiro e não usava roupa íntima. Sabia exatamente a que ia. Ou achava que sabia.
Marcos chegou pontual, de terno escuro e cheiro de colônia cara. Quando fechei a porta do apartamento, soube que nós dois estávamos prestes a cruzar uma linha.
Uma aposta, álcool e anos de amizade. Nessa noite, Adrián e Marcos descobriram que alguns limites não estão onde parecem.
Quando Rodrigo chegou com “ele”, demorei vários minutos para entender que aquele corpo perfeito e aqueles quadris pertenciam a um homem. Nessa noite, tudo mudou.
Eu vinha há dias com essa fantasia martelando na cabeça. Quando Héctor apareceu na quadra vazia, soube que a noite acabaria de outro jeito.
Conversamos por meses no chat antes de nos vermos ao vivo. Quando o vi na entrada do teatro, soube que aquela noite não terminaria como eu planejava.
Matías me penetrava devagar enquanto eu tentava não fazer barulho. Então ouvi a porta se abrir e soube que ela tinha voltado antes do previsto.
Sempre soube que queria me entregar por completo a alguém. O que eu não sabia era que esse alguém seria um desconhecido enorme que me bateu por engano.
Eu o tinha bêbado em minhas mãos. Meses de fantasias com meu colega de quarto, e agora só nos separava o tecido úmido da sua cueca.
Coloquei o café na mesa, começamos a conversar, e a última coisa de que me lembro é o sono me vencendo. Quando acordei, estava amarrado de mãos e pés.