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Relatos Ardientes

A vizinha do primeiro subiu para me pedir sal

Mudar para Málaga depois do meu divórcio em Oviedo foi como abrir de repente uma janela numa casa que passara anos fechada. Aos quarenta e um, com o gosto amargo da separação ainda agarrado à garganta, a luz do Mediterrâneo e o ronco da minha moto ao longo do calçadão me devolveram uma vontade de viver que eu dava por enterrada.

Aluguei um apartamento no centro, um refúgio de solteiro onde as malas quase nunca eram desfeitas. Minha vida virou uma correria sem pausa: encontros pela internet que me levavam a Granada, Almeria, Sevilha ou Cádis, noites que terminavam ao amanhecer e uma desordem confortável, a de quem já não deve explicações a ninguém. Eu vivia minha segunda solteirice para calar um coração partido.

O contraste eu encontrava toda vez que cruzava o saguão. No primeiro andar vivia um casal que parecia o reverso da minha moeda. Ele, um sujeito de uns cinquenta anos, gesto simpático e voz complacente. Ela, Rosa, uma mulher de quarenta e tantos que era um monumento à maturidade: loira, de traços suaves e olhar profundo, com aquele corpo de mulher de verdade, de quadris largos e seios fartos que a roupa mal conseguia conter.

Mas a beleza de Rosa tinha uma trilha sonora amarga. Na última semana, o silêncio das minhas sestas tinha sido quebrado pelos gritos que subiam do apartamento dela pelo pátio de luz. Brigas daquelas que deixam o ar carregado, reproches lançados com a raiva de quem engole coisa demais há tempo demais. Eu os ouvia enquanto me vestia para sair, com uma mistura de pena e uma curiosidade que ia crescendo.

Nessa quinta-feira, por volta das nove e meia, o prédio estava incomumente quieto. Como a campainha estava quebrada desde que me mudei — minhas prioridades de solteiro não incluíam consertos domésticos —, umas batidas de nós dos dedos contra a madeira me sobressaltaram.

Era ela. Mas não a mulher impecável do elevador. Usava um robe fino de ficar em casa, amarrado às pressas, que se ajustava às curvas de forma quase imprudente. O peito subia e descia agitado, e nos olhos havia uma mistura de nervosismo e outra coisa que eu não soube ler.

— Desculpa, vizinho... bom, Bruno — disse, usando meu nome pela primeira vez, e de repente a distância entre nós diminuiu —. Você teria um pouco de sal? É que não me restou, achei que tinha e...

Encostei no batente e deixei o olhar percorrer com calma o cenário que tinha à minha frente. Meus olhos escorregaram sozinhos para o decote que o robe, amarrado às pressas, não chegava a cobrir. Depois dos gritos que tinham ecoado no pátio, ela estar ali pedindo algo tão besta quanto sal me soava a uma desculpa que cantava alto demais.

— Sal? Não sei se tenho. Entra, não fica na porta — disse. — Desculpa a bagunça, mas é que quase não fico em casa.

— Ia fazer o jantar e vi que o saleiro estava vazio — explicou, embora o olhar já não procurasse a cozinha, e sim o meu. — Não queria incomodar, Bruno. Sei que você está sempre indo e vindo, que tem a moto, que viaja. Você não parece um homem dessas coisas tão domésticas.

— É verdade que não passo muito tempo entre estas quatro paredes — admiti, dando um passo quase imperceptível em sua direção, o bastante para que o calor dela começasse a me atingir —. Me divorciei há uns meses, então agora saio bastante. Mas o que menos quero é me prender a alguém. Prefiro pegar aqui e ali, sem complicação.

Rosa cruzou os braços, um gesto que, longe de fechá-la, empurrou os seios para cima e esticou o decote até o limite. Ela me mediu de cima a baixo, sem pressa, com a cara de quem analisa um capricho que sabe que não deveria se permitir, mas deseja com uma ousadia que queima.

— Olha como você se arranja bem, Bruno — soltou, com uma naturalidade que me desarmou —. Bom salário, a moto lá fora, e toda noite você chega de madrugada. Quarenta anos, divorciado, sem filhos por conta. Nossa. Você é o sonho de qualquer solteira e a dor de cabeça de qualquer casada. E, além disso... — o olhar dela se deteve nos meus ombros —, você é muito bem feito. Muito bem mesmo.

Ela disse sem papas na língua, como quem confessa um pecado que já não faz questão de evitar. Não flertava como uma menina: falava como uma mulher madura que sabe reconhecer o valor do que tem diante de si. As palavras dela eram um inventário do meu corpo, mas era o corpo dela, vibrando sob o tecido fino, que fazia a verdadeira oferta.

— Que elogio, Rosa — respondi, deixando a voz descer uma oitava —. Mas acho que você não subiu só por causa do sal, e muito menos a esta hora. Esses dias eu ouvi você e seu marido discutindo. Aconteceu alguma coisa?

Ela deu mais um passo para o centro da sala e deixou a porta se fechar quase toda atrás de si. A voz, até então cautelosa, ficou firme e cortante.

— Aconteceu, sim — disse, cravando os olhos em mim sem piscar —. Peguei ele com uma colega de trabalho. Ele vinha estranho fazia tempo, chegando tarde e com o celular sempre virado para baixo. Um dia eu não aguentei mais, olhei o telefone dele e estava tudo lá. Essa é a verdadeira razão dos gritos que você vem ouvindo.

Soltou um suspiro longo e os ombros relaxaram, e o robe se acomodou de um jeito ainda mais sugestivo sobre o peito. A tensão da briga parecia ter se transformado em outra coisa, muito mais perigosa.

— Agora ele está na casa de praia. Estamos assim há uma semana, entre silêncios e portas batidas — continuou —. Ou seja, estou sozinha. O mais velho vive em Bilbao com a namorada, e o mais novo está estudando fora. Sozinha... e muito carente de carinho.

Deixou a última palavra pendurada no ar como um convite direto. Aquilo não era um desabafo de vizinha: Rosa procurava o incêndio que eu, com a minha vida sem dona, representava para ela.

— Você me acha atraente, Bruno? — perguntou —. Acha que uma mulher como eu poderia fazer o mesmo que você? Sair por aí, descontar tudo isso e passar um bom tempo.

— Claro que sim — respondi com a voz rouca —. Dá para ver que você é uma mulher de verdade. Está muito gostosa. Qualquer homem com sangue nas veias viraria a cabeça ao te ver passar.

Ela esboçou um sorriso lento, carregado de intenção, e a sala ficou pequena. Aproximou-se mais um pouco e baixou a voz a um sussurro que me arrepiei a nuca.

— E você? — disparou de repente —. Você transaria comigo?

Fiquei em silêncio por um segundo. Minha cabeça de solteiro, acostumada a não dar explicações, vacilou.

— Bom... eu... — gaguejei —. Mas e os outros vizinhos? Numa vizinhança tudo acaba se sabendo.

Ela não me deixou terminar. Deu um passo decidido e pôs uma mão no meu peito. Senti o calor da palma através da camiseta.

— Esquece os vizinhos e olha para mim — disse com uma segurança que me acendeu —. Estou aqui, agora. Ninguém me viu subir, e ninguém se importa com o que acontece atrás da sua porta.

Os dedos dela puxaram o laço do robe. O tecido escorregou dos ombros e dos quadris e caiu no chão como um sussurro. Rosa ficou diante de mim, completamente nua, oferecendo-me sua maturidade em todo o esplendor: a brancura da pele, a redondeza do peito de mamilos largos e escuros, já endurecidos e apontando para mim, a curva da barriga e, mais embaixo, o tufo de pelos loiros, aparado mas farto, que emoldurava uma boceta já brilhante e entreaberta. Uma imagem de uma força carnal que fazia qualquer encontro pela internet parecer brincadeira de criança.

— Você gosta do meu corpo? — perguntou, cravando em mim os olhos verdes, desafiadora e vulnerável ao mesmo tempo —. Você me comeria agora mesmo?

A pergunta ficou suspensa, mas a resposta não precisava de palavras. Sem desviar o olhar, encurtei a distância final. Minhas mãos, acostumadas ao couro da moto e à pele apressada de encontros passageiros, encontraram seus quadris. A pele era muito mais macia do que eu esperava, e o calor dela me atingiu em cheio. Rosa soltou um suspiro entrecortado, aquele som que mistura o alívio de ser desejada com a fome de quem está há tempo demais em jejum de carícias.

Eu a puxei com força, colando sua nudez à minha roupa. O contraste era brutal: a aspereza do jeans contra sua pele e o volume dos seios se esmagando contra o meu peito. Ela passou os braços pelo meu pescoço, procurou minha boca, e quando os lábios se encontraram o beijo não foi uma cortesia de vizinhos: foi um choque de necessidades. Tinha gosto de desejo acumulado e daquela liberdade que eu tanto pregava. A língua dela entrou decidida, buscando a minha, e ao mesmo tempo uma das mãos desceu e apertou meu pau por cima do jeans, medindo, calibrando, como quem confere o que está prestes a pôr na boca.

— Caralho, você já está bem duro — sussurrou contra meus lábios, apertando de novo —. E bem grosso. Exatamente o que eu precisava esta noite.

— Posso te garantir que hoje não vai faltar nada desse carinho que você anda sentindo falta — respondi ao ouvido dela, enquanto agarrava um seio inteiro com a mão e beliscava o mamilo entre dois dedos até arrancar um gemido curto.

Eu a ergui, sentindo o peso dela, e ela se enroscou na minha cintura com vontade. Senti a boceta molhada encharcando o tecido do jeans por cima da braguilha. Não foi preciso ir ao quarto: o sofá da minha sala de solteiro estava prestes a testemunhar a vizinha do primeiro se tornar a dona absoluta da minha noite.

***

Rosa não esperou que eu tomasse a iniciativa. A humilhação da traição e os dias de solidão haviam cozinhado nela uma fome que ela já não disfarçava. Com um movimento decidido, levou minha mão ao volume e apertou com firmeza, arrancando-me um grunhido. Os dedos dela, urgentes, desabotoaram o botão do jeans e desceram o zíper com uma agilidade espantosa. Enfiou a mão por dentro da cueca, tirou meu pau para fora e o pesou na palma, olhando-o com os olhos bem abertos.

— Meu Deus, Bruno, que pau bonito — gemeu, apertando-me de cima a baixo, sentindo-o pulsar contra os dedos —. Gordo, duro, com as veias marcadas... Faz anos que eu não tinha um desses na mão.

Ela baixou o jeans e a cueca de uma vez até os joelhos e se ajoelhou sobre o tapete. Olhou-me de baixo para cima, com aqueles olhos acesos pelo desforço, e sem dizer nada abriu a boca o máximo que pôde e o engoliu de uma vez só, até sentir a ponta bater na garganta. Começou a chupar com um ritmo voraz, a língua larga pressionada contra a parte de baixo da glande, a saliva escorrendo pelo canto da boca e caindo em gotas sobre os seios. Com uma mão me masturbava na base, apertando e torcendo o pulso, e com a outra segurava meus ovos, pesando-os e apertando bem devagar.

Ela o tirava inteiro, o via brilhando entre os lábios pintados de saliva, e o engolia de novo de uma vez. Estalava, cuspia sobre a glande e usava a própria saliva para uma masturbação rápida e suja, sem se importar com o barulho. Quando eu empurrava o quadril para a frente, ela respondia abrindo mais a boca e deixando a garganta ser fodida, com engasgos curtos e controlados que lhe faziam saltar lágrimas.

No meio da brincadeira, tirou-o da boca, pingando, e o esfregou na minha bochecha e nos lábios entreabertos enquanto mantinha meu olhar com pura ousadia.

— Estou fazendo direito? — perguntou, com a voz rouca de tê-lo dentro —. Suas encontros da internet te chupam assim?

— Maravilhosamente — consegui dizer, apoiando as mãos em sua cabeça para não perder o equilíbrio —. Dá para ver que você estava com vontade, sua safada. Chupa como uma puta.

— É que eu sou uma puta esta noite, Bruno — respondeu ela, rindo de boca aberta, língua de fora, batendo o queixo com meu pau —. Sua putinha. Uma madura tarada que subiu com a desculpa do sal para o vizinho enfiar até o fundo. Diz, me chama de sua putinha.

— Você é minha putinha, Rosa. Minha puta madura — rosnei, puxando-a pelos cabelos —. Olha o que você veio buscar. Olha como você está encharcada.

Ela o engoliu outra vez até a base, gemendo com a boca cheia, e com a outra mão enfiou dois dedos na boceta e começou a se foder no mesmo ritmo com que me chupava. Eu via a mão dela brilhando de fluxo, via-a apertar as coxas contra os calcanhares.

— Isso me deixa louca — confessou ao tirá-lo de novo, recuperando o fôlego e tornando a envolvê-lo com os dedos —. Imagina, tantos anos vendo só a do meu marido, sempre meio mole, sempre por rotina. E agora essa belezinha na minha boca. É que eu gozaria só de chupar. Me diz... quantas você levou para a cama desde que mora aqui?

Ri. Não fazia sentido mentir para ela, ainda mais com ela ajoelhada, cuspindo sobre meu pau.

— No ano que estou aqui, foram sete, talvez mais uma — soltei com naturalidade —. Com algumas foi coisa de um mês, com a que mais fiquei foram três. Enfim, não parei.

Ela me ouvia como quem escuta a crônica de um mundo proibido, com os dedos sem parar, fodendo a boca contra minha glande.

— Sete paus por ano... bom, sete bocetas por ano — sussurrou, umedecendo os lábios e mordendo meus lábios por baixo —. Que inveja eu tenho de você, Bruno. Essa liberdade de escolher, de experimentar, de sentir um pau novo todo mês. Minha vida foi um deserto comparada à sua. Faz cinco anos que eu não gozo com um pau dentro. Cinco anos, Bruno.

Ela se pôs de pé com uma lentidão calculada, deixando a luz percorrer seus quadris e o bumbum grande e branco. Estava a um passo, vibrando, e notei como a umidade entre suas pernas já escorria pela parte interna da coxa.

— Então hoje você não vai precisar esperar pelo terceiro encontro — disse, agarrando meu pulso e levando minha mão direto para a boceta —. Você já teve sete, mas agora me tem a mim. E vai me foder até eu esquecer cada um desses gritos que você ouviu nesta semana.

Ao tocá-la, constatei que estava em brasa. Meus dedos afundaram em carne macia e encharcada, e o clitóris estava tão inchado que eu o sentia pulsar contra o meu polegar. Aquilo não era o sexo doméstico de um casamento esgotado: era a fome de uma mulher que acabara de romper as correntes.

Eu a deitei no sofá. Ao cair, os quadris dela se espalharam com um peso que fez o móvel ranger. Agarrei suas pernas atrás dos joelhos e as abri de par em par, obscenamente, até que sua boceta ficasse completamente exposta, brilhando sob a luminária da sala, os lábios maiores grossos e os menores aparecendo, inchados e arroxeados de tesão. Ajoelhei-me entre suas coxas, que já não ofereciam resistência nenhuma. Aproximei o rosto e me surpreendi: eu esperava o desgaste de um casamento longo, e encontrei um cheiro limpo, quente, direto ao cérebro, um cheiro de mulher madura ansiosa. Afastei com os polegares, deixando o clitóris à mostra, e a língua entrou sem pensar.

Comecei pela entrada, bem devagar, alargando-a com a ponta e afundando dentro como se fosse um pau pequeno. Fodi-a com a língua, entrando e saindo, chupando o fluxo que me escorria até o queixo. Depois subi pelo sulco, lambendo cada dobra com calma, até chegar ao clitóris e prendê-lo entre os lábios. Chupei, puxei com suavidade, depois com mais força, e fiz círculos com a ponta até vê-la arquear.

— Olha para mim, Bruno — disse, com a voz quebrada, agarrando-me pelos cabelos e esmagando meu rosto contra sua boceta —. É isso que meu marido já não quer tocar. Cinco anos sem ninguém me comer assim. Cinco. Eu já tinha esquecido o que era.

Enfiei dois dedos, depois três, curvando-os para cima, procurando o ponto por dentro enquanto continuava sugando o clitóris. Ela estava larga pelos três partos e pelos anos, mas apertava, ah se apertava, e por dentro eu sentia tudo rugoso e inchado. Rosa arqueou as costas, cravou os calcanhares no sofá e agarrou meu pulso com uma força inesperada, guiando meu ritmo, indicando o ponto exato.

— Aí, aí, porra, aí — gemeu, com a cabeça jogada para trás e os seios dançando a cada investida —. Não para. Estou cagando para os vizinhos. Que o prédio inteiro me ouça. Que fiquem sabendo que estou aqui, com as pernas abertas para o solteiro do segundo.

O calor era abrasador. Comecei a me mover devagar, depois mais rápido, chupando e bombeando ao mesmo tempo, enquanto com a outra mão apertava um seio e torcia o mamilo. Ela se convulsionou inteira. A boceta se fechou em espasmos ao redor dos meus dedos, encharcando minha mão até o pulso, escorrendo pelo couro do sofá. Os gemidos saíam entrecortados, quase soluços, e ela cravou as unhas no meu couro cabeludo.

— Gozei pra caralho — ela me disse, com uma risada nervosa misturada a lágrimas de puro prazer —. Você não faz ideia da vontade que eu estava. Cinco malditos anos, Bruno. Cinco. Não para, por favor, não para.

Quando finalmente se acalmou, ofegante, com os olhos vidrados e o cabelo colado à testa, retirei a mão devagar, os três dedos brilhantes e cobertos de fluxo espesso. Levei-os à boca sem pedir licença, e ela os recebeu com a língua para fora, chupando-os por completo, saboreando a si mesma sem vergonha.

— Agora me fode — sussurrou contra meus dedos, mordendo-os —. Já não aguento mais. Enfia até o fundo, Bruno. Quero sentir você me atravessar.

Me posicionei de joelhos entre as coxas dela, agarrei seus quadris e a puxei de uma vez até a beira do sofá. Agarrei meu pau pela base, encostei-o na fenda encharcada e esfreguei-o de cima a baixo, molhando a glande de fluxo, dando toques no clitóris que a faziam saltar. Ela me olhava de boca aberta, esperando por mim, movendo os quadris para tentar engoli-lo.

— Não me faça implorar, seu filho da puta — gemeu —. Enfia logo.

Empurrei de uma só vez e ela o engoliu até a base. Entrou fácil, escorregadio, quente como um forno, e senti as paredes internas se fecharem de repente ao meu redor, apertando-me como um punho. Rosa soltou um gemido rouco, longo, com os olhos revirados e a boca aberta.

— Isso... mete tudo, Bruno. Tudo. Até o fundo.

Comecei a meter, primeiro devagar para que se acostumasse ao calibre, depois com força, sentindo-me envolvido por ela, frouxa e ardente ao mesmo tempo. Cada investida fazia os seios dela saltarem e baterem contra o queixo. Ela agarrou o peito, beliscou os mamilos e os mordeu, olhando para mim com uma luxúria descarada, sem desviar os olhos dos meus.

— Mais forte — suplicou, com a voz quebrada —. Me fode como se eu fosse um dos seus encontros. Me fode como uma vagabunda. Não me trate como a vizinha de baixo, me trate como uma puta que você baixou de um site.

Acelerei. O som era sujo, um respingo constante de boceta encharcada, o golpe seco dos meus ovos contra a fenda do seu cu, os gemidos dela se entrecortando a cada investida. Agarrei uma perna, joguei-a por cima do meu ombro e girei um pouco o quadril para entrar por outro ângulo. Ela soltou um grito que certamente se ouviu por toda a escada.

— Aí, porra, aí você me enfia inteira — gemeu —. Continua, continua, não sai.

Tirei-a de uma vez, coloquei-a de quatro sobre o sofá e puxei-a pelos cabelos. Vi o bumbum grande e branco, a fenda aberta, a boceta que já tinha inchado o dobro e escorria pela parte interna da coxa. Voltei a meter de uma só vez e dessa vez a agarrei pelos quadris com as duas mãos e a fodi sem piedade, puxando-a para trás a cada vez que eu avançava. O bumbum dela tremia a cada choque, formando ondas na carne. Dei uma palmada seca em uma nádega e deixei minha mão marcada em vermelho.

— Mais, mais palmadas, me trata mal — gemeu contra a almofada —. Que eu nem me lembre mais do meu nome.

Dei mais duas palmadas, uma em cada nádega, e me encostei às costas dela, com o pau enterrado até o fundo, para agarrar seus seios por baixo, pesando-os e apertando-os enquanto continuava a bombar. Ela enfiou uma mão entre as pernas e começou a esfregar o clitóris no ritmo das minhas investidas, enquanto me pedia mais, até eu notar que o corpo inteiro dela se tensionava como uma corda prestes a arrebentar.

— Vou gozar de novo, porra, vou gozar de novo — gritou —. Não para agora, não para, não para...

Ela gozou com meu pau dentro, gritando, e senti as contrações da boceta me ordenhando, apertando-me de cima a baixo como se quisesse arrancar de mim o orgasmo à força. Aguentei o quanto pude mais um pouco, mordendo-lhe o ombro, mas era impossível.

— Não aguento mais... — gemi, com os quadris já descontrolados.

— Goza dentro — ofegou, olhando por cima do ombro com os olhos brilhando —. Goza dentro, Bruno. Me enche toda. Quero que amanhã, quando eu cruzar com meu marido, ainda esteja com seu cheiro e sua porra escorrendo por dentro da minha coxa.

Não aguentei nem mais uma investida. O orgasmo subiu como um chicote desde os ovos, tensionou todo o meu corpo, e eu gozei dentro em jatos, um atrás do outro, com a cabeça vazia e os dentes cravados no ombro dela. Senti o sêmen enchê-la e começar a escapar pelas bordas da fenda, escorrendo pelos meus ovos. Rosa se convulsionou outra vez com o segundo espasmo, gritando, o corpo arqueado, as unhas cravadas no encosto do sofá.

Retirei-me devagar, exausto, e vi um fio espesso e branco descer da boceta aberta e escorrer pela coxa até o joelho. Ela se deixou cair de lado, ofegante, com um sorriso exausto pintado no rosto. Passou dois dedos pela fenda, recolheu uma gota grossa da mistura de fluxo e sêmen e os levou à boca, chupando-os devagar, me encarando fixamente.

— Caralho, Bruno... você me deixou nova — disse, recuperando o fôlego —. Faz anos que eu não gozo duas vezes seguidas. E nem vou falar com um pau dentro.

— Então o sal saiu caro — brinquei, e ela caiu na risada, uma risada rouca e cansada que lhe saiu do peito como se a tivesse segurado a noite inteira.

***

— Não estou com vontade de descer para casa ainda — disse depois de um tempo, aninhando-se contra mim, com a boceta ainda pingando no meu joelho —. Posso ficar para dormir? Eu desço cedo, antes de amanhecer, e ninguém fica sabendo.

— Pode — respondi —. Mas antes vamos limpar essa bagunça. Não quero que amanhã a sala esteja cheirando ao que aconteceu.

Ela soltou outra risada baixa e me pediu uma toalha. Depois entramos os dois no chuveiro. A água quente caiu como uma bênção. Ensaboei suas costas, passei a esponja nas nádegas, enfiei os dedos entre a fenda do cu ensaboando-a devagar, e depois lavei sua boceta com a mão aberta, sentindo meu sêmen descer pelo ralo misturado ao sabonete. Ela se apoiou nos azulejos, empurrou o traseiro para trás e gemeu baixinho quando passei o polegar sobre o clitóris inchado.

— Para, safado — disse, rindo e afastando minha mão —. Se continuar, eu gozo de novo e não chego viva à cama. E já te aviso que amanhã a gente repete, porque alguma coisa despertou em mim que estava adormecida fazia anos.

Nos secamos com toalhas limpas e fomos para o quarto. O aposento ficou no escuro, só com o brilho alaranjado do poste entrando pela persiana. Rosa se virou para mim, passou um braço por cima de mim e se colou ao meu corpo, os seios esmagando o meu peito, uma perna cruzada sobre a minha, a boceta ainda quente roçando minha coxa.

— Me abraça forte — sussurrou —. Eu gosto de dormir assim. Como se por uma noite alguém cuidasse de mim e eu não precisasse pensar em mais nada.

Eu a envolvi com o braço e ela suspirou fundo, se acomodou contra mim e fechou os olhos.

— Boa noite, Bruno — murmurou —. Obrigada por esta noite. Amanhã... a gente vê.

E assim ficamos. A respiração dela foi ficando lenta e profunda, o peso do corpo relaxado contra o meu. O cheiro de sexo ainda pairava no quarto, agora suave, misturado ao sabonete do banho. Pensei que não havia nada mais íntimo do que aquilo: uma vizinha nove anos mais velha do que eu, dormindo colada ao meu corpo, escondida do mundo atrás de uma desculpa de papelão.

E soube que, pela manhã, quando ela saísse na ponta dos pés, eu continuaria cheirando a ela nos lençóis até ter que pô-los na máquina de lavar.

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