O que aconteceu na van quando meu namorado foi ao mercado
Subi na van de um grupo de gringos sem pensar duas vezes. Meu namorado levaria dez minutos para voltar do supermercado. Eu só precisava de um.
Subi na van de um grupo de gringos sem pensar duas vezes. Meu namorado levaria dez minutos para voltar do supermercado. Eu só precisava de um.
Desci descalça até o banheiro e a porta entreaberta me deixou vê-lo no chuveiro. O que aconteceu naquela madrugada no colchão da sala foi minha primeira vez com outro homem.
Tinha quarenta anos, mãos ásperas e um bigode de que eu nunca tinha gostado. Até me encontrar com ele deitado na cama do quarto vazio.
O telefone tocou, eu disse que ia correr e dirigi até a casa dele. Quando voltei para a minha rua, as sirenes já me esperavam.
Reconheci-a no instante em que cruzou a soleira. Aquela garota de vinte e três anos vinha se despindo para mim na tela havia meses e nem sabia disso.
Quando ela desceu do carro e todos os homens do salão viraram a cabeça, entendi que naquela noite minha esposa não era minha: era de quem tivesse coragem de olhá-la.
Quando os dedos dela roçaram os meus sobre a mesa, soube que naquela noite eu ia recuperar algo que minha namorada vinha me fazendo esquecer aos poucos.
Quando o juiz apitou o fim da partida, eu soube que não havia volta: teria de cumprir a aposta diante da minha amiga, no balcão do bar.
Meu marido passava o dia no congresso e eu me derretia sozinha à beira da piscina. Quando o garçom me perguntou se eu queria algo, eu soube muito bem o que ia pedir naquela tarde.
Amanhã completam oito anos desde aquela última noite com ele, e eu ainda me pergunto se fui corajosa ou só egoísta ao pedir aquilo.
O interfone tocou depois da meia-noite e eu abri esperando uma pizza. Era um estranho com uma garrafa na mão e a verdade sobre minha mulher nos lábios.
Desci ao bar para esquecer o que vi, e acordei nu na cama da garota que mais me desprezava na faculdade. Naquela manhã, eu ainda receberia três milhões.
Quando ela chegou para arrumar a casa vazia, eu disse para ir tranquila para o interior. Três horas depois estávamos na minha cama, e minha esposa ainda nem tinha pousado.
Eu era sua assistente. Trabalhávamos doze horas por dia. Numa noite, descalça no sofá dela, ela me olhou como nunca antes e eu soube que algo tinha mudado para sempre.
Trinta e dois anos, unhas vermelhas e um jeito de olhar para as mulheres que parecia um cumprimento e uma pergunta. Eu era uma mulher casada. Até a noite em que esqueci as chaves.
A porta se abriu quando Carolina atravessava o corredor nua, com outro homem atrás dela. Naquela noite, descobri que meu silêncio teria um preço inimaginável.
Toda manhã eu a buscava para ir trabalhar. Nessa madrugada, no meio do campo, descobri que ela já não conseguia disfarçar o que sentia quando me olhava.
Os dois brutamontes me arrastaram para conhecer as máquinas enquanto ela ficou sozinha com o dono. Quando voltei, a mesa estava vazia.
Quando abri a porta do apartamento vazio, não esperava vê-lo ali com aquele sorriso. A cliente estava atrasada e o relógio marcava, em silêncio, nossa única chance.
Quando chegamos naquela noite, minha mulher já estava com o plug enfiado. O que não esperávamos era cruzar com um garoto de dezenove anos que mudaria a rotina.