O namorado da minha prima não me reconheceu no bar
Eu o imaginei por anos do outro lado da parede. Naquela noite, sozinha na casa da minha tia, foi ele quem apertou a campainha.
Eu o imaginei por anos do outro lado da parede. Naquela noite, sozinha na casa da minha tia, foi ele quem apertou a campainha.
Meu marido viajou outra vez e minhas costas não aguentavam mais. A mensagem do vizinho do quinto dizia: «a primeira massagem é grátis». Eu não imaginava até onde aquilo chegaria.
A árvore que crescia entre nossos quintais era só a desculpa. O que eu realmente queria estava do outro lado daquele muro, e aprendi a pulá-lo sempre que ele saía.
Encontrei com ela nos chuveiros coletivos e, sem pensar muito, decidi provocar a situação. O que veio depois transformou uma viagem entediante em algo que ainda não me sai da cabeça.
Desci descalça pelo corredor enquanto ele dormia, decidida a dar ao meu marido os chifres que ele tanto desejava, mas do meu jeito: sem que jamais chegasse a saber que já os tinha.
Voltei para casa ainda acesa pela noite anterior, sem imaginar que uma conversa na cozinha me desmontaria mais do que qualquer carícia.
Há meses nos roçávamos com o olhar no fórum. Naquela tarde de feira, entre dois carros e longe de todo mundo, deixamos de fingir que não havia nada.
Convidei-o para um café sabendo que não era um café o que eu queria. Aos cinquenta, Raquel descobriu que a culpa nunca tinha sido páreo para sua vontade.
Abri a porta com os fones de ouvido, sem suspeitar de nada. Quando me esforcei para olhar para a sala, ele não estava sozinho, e tive sangue-frio para ficar observando.
Eu o vi me observando na academia do hotel e soube que aquele homem, mais velho e casado, não pararia até me ter. O que eu não esperava era o quanto eu desejava que ele conseguisse.
Ela estava sozinha na grama, sob a sombra, com umas pernas que me fizeram esquecer o livro. Eu não imaginava até onde iríamos antes da despedida.
Enquanto você dormia a bebedeira no quarto, eu descia descalça pelo corredor do hotel para descobrir nos braços dele o que você já não podia me dar.
Eu o odiava pelo jeito como me assediava, mas naquela madrugada, sob a luz da geladeira, descobri que o olhar dele me fazia tremer por motivos que eu não queria admitir.
Eu fazia anos que não entrava numa boate, mas naquela noite o amigo do meu filho me olhou de um jeito que nenhum homem me olhava fazia tempo.
Eu só queria conectar as câmeras ao celular. Em vez disso, encontrei gravado e datado o que minha mãe fazia toda vez que meu pai saía para trabalhar.
Começou diante de uma webcam, no escuro e em segurança. Mas, naquela tarde, na praia da represa, não havia tela: apenas meu corpo, o sol e os olhos de homens que não desviavam o olhar.
Quando percebi que não estava com a carteira nem o telefone, o táxi já tinha ido longe demais. E o motorista começou a me olhar diferente pelo retrovisor.
Toda noite um carro diferente chegava à casa em frente, e as luzes se apagavam, menos uma. Naquela madrugada, aproximei-me da janela e não consegui mais parar de olhar.
Meu namorado viajou por trinta dias e eu prometi resistir. Aguentei quinze. O que veio depois me transformou em alguém que já não reconheço.
Encontrei-o escondido na garagem, morrendo de frio. Nunca imaginei que, um ano depois, seria eu quem o convidaria a entrar na minha cama e no meu casamento.