O que aconteceu naquela consulta, nunca confessei
Entrei no consultório por causa de uma dor no abdômen. Saí com um número salvo no celular e uma pergunta que evitei responder por anos.
Entrei no consultório por causa de uma dor no abdômen. Saí com um número salvo no celular e uma pergunta que evitei responder por anos.
Eu estava com a boca cheia dele quando ouvi a porta. E então ela apareceu, com aquele meio sorriso que sempre soube me dizer tudo sem abrir a boca.
Três meses trocando mensagens com um desconhecido casado, até que naquela tarde no shopping decidimos que não dava mais para continuar só escrevendo.
Ela só veio me trazer uns papéis. Quando se sentou no sofá e cruzou as pernas, eu soube que o problema seria meu, não dela.
Lembro de cada nome, cada quarto e cada beijo. Mas ela me olha como se eu tivesse inventado todas as pessoas com quem passei a noite.
Quando entrou no chuveiro, não disse nada. Só encostou os seios em minhas costas e sussurrou que me deixasse ir. Minha mulher estava a milhares de quilômetros, com outro.
Naquela tarde, eu não buscava amor nem explicações; buscava dois corpos diferentes no mesmo quarto de motel e a certeza de que ninguém jamais saberia o que aconteceu ali.
Naquela tarde, enquanto minha cunhada me contava em detalhes tudo o que meu irmão fazia com ela na cama, senti um calor entre as pernas que não sabia justificar.
Minha mulher saiu com as «amigas» e eu fui para a casa de Mauricio. Uma câmera, dois casais e a pergunta de qual dos dois seria a melhor puta naquela noite.
Sandra tirou a calcinha no banheiro do bar e a colocou na minha mão. Úmida, quente. Naquele instante, soube que não haveria volta.
Ela abriu a porta com um vestido que não deixava nada à imaginação. Eu soube que aquele jantar não seria como os outros, mas não imaginei até onde chegaríamos.
Eu limpava as salas do corredor quando a encontrei sozinha, com o decote aberto e o pescoço tenso. Ofereci uma massagem. Nenhuma de nós imaginava o quanto iríamos longe.
Encontrei-a dançando com um desconhecido quando ela devia estar com as amigas. Eu a segui, me escondi, e o que vi atrás daquela cortina mudou tudo.
Marcos era voyeur e passava anos querendo vê-la com outro homem. Na tarde em que tentaram pela primeira vez, dois desconhecidos no restaurante mudaram tudo.
Caminhei sozinha por ruas escuras, com a raiva de quem acabara de ver o namorado com outra. Não procurava nada. E, ainda assim, encontrei algo.
O app no celular escondido dizia três homens, um hotel, sem romantismo. Só precisava escrever «sim». Fiz isso antes de pensar duas vezes.
Propus que ela dormisse no meu quarto para não ficar sozinha com o medo. Não imaginei o que aconteceria quando ela se deitou na minha cama.
Ele voltou da corrida no fim da tarde e a encontrou nas dunas. Ela não estava sozinha. Nunca esteve.
Quando vi as luzes daquela caminhonete piscando no estacionamento, soube que o café da manhã em família ia esperar.
Não soube se o que senti foi ciúme ou excitação. Provavelmente as duas coisas ao mesmo tempo, e isso me assustou mais do que qualquer outra coisa.