Me pegaram com o namorado da minha melhor amiga
Mateo fez um gesto com a cabeça e subiu as escadas. Eu o segui sem pensar, sabendo que a namorada dele era minha melhor amiga e que nada mais podia nos deter.
Mateo fez um gesto com a cabeça e subiu as escadas. Eu o segui sem pensar, sabendo que a namorada dele era minha melhor amiga e que nada mais podia nos deter.
Naquela noite desci para pegar um copo d'água e nunca cheguei à cozinha. O que vi nas sombras do canto me deixou imóvel por uma hora inteira.
Tinha quarenta e sete mensagens dela quando voltei ao jogo, e todas terminavam com a mesma captura: o avatar dela sentada no banco vazio, me esperando em horas diferentes.
Quando os vi saindo juntos do elevador, soube que aquela tarde seria muito diferente de todas as que eu já tinha vivido com ele.
Quando comecei a cochilar no sofá, senti a mão dela subindo pela minha coxa. Ergui a cabeça e Camila me olhava com um sorriso que eu ainda não conhecia.
Quando eu abri a porta às dez da manhã, não imaginava que um favor com o iPhone terminaria com ele gemendo de barriga para cima na minha cama.
Disse a mim mesma que era só curiosidade. Subi quatro fotos, usei um nome falso e esperei para ver se ainda me olhavam. Na mesma semana apareceu Matías.
Subi ao quarto dela achando que conhecia a garota de quinze anos que já não existia. A caixa debaixo da cama deixou claro: minha filha era outra, e eu também.
Tinha 20 anos e nunca tinha sentido um orgasmo de verdade. Numa noite de janeiro, com o calor pegajoso e meio rosé, minha prima francesa decidiu que já era hora.
Amanhã completam oito anos desde aquela última noite com ele, e eu ainda me pergunto se fui corajosa ou só egoísta ao pedir aquilo.
Quando chegamos naquela noite, minha mulher já estava com o plug enfiado. O que não esperávamos era cruzar com um garoto de dezenove anos que mudaria a rotina.
Juro que, quando entrei no avião, só pensava em fechar o negócio. Não imaginei que naquela noite eu fosse me perder a mim mesma e a nós.
Ouvi atrás da porta entreaberta: o operário comia a secretária no almoxarifado. Naquela tarde voltei à sala por algo mais que documentos.
Quando a vi descer do ônibus com a mochila rosa no ombro, entendi que ela já tinha decidido tudo e que eu só ia cumprir a minha parte do combinado.
Quando o primeiro se aproximou do carro, minha mulher já estava com a saia levantada e a blusa aberta. O que veio depois eu vi tudo de um sofá, copo na mão, sem respirar.
Desci para o banheiro numa noite sem luz, achando que estava sozinho na casa. A lanterna de um celular iluminou a cozinha e entendi por que os dois andavam tão estranhos.
A água ainda escorria pelas minhas costas quando ela entrou no banheiro sem bater, com aquele sorriso torto que vinha me esquivando havia semanas.
Ele desejava aqueles lábios em silêncio havia anos. Naquela noite, brigando pelo controle do videogame, a boca dele caiu sobre a minha e tudo se quebrou.
Estávamos sozinhos naquela sesta de março, ela ainda com o uniforme. Não sei como passamos de fazer cócegas no sofá para outra coisa.
A loja estava vazia às três da tarde. Quando ele baixou a porta e me levou ao provador, eu soube que aquela sesta não seria como nenhuma outra.