O tamanho menor que dei a ela de propósito no provador
Entreguei a ela uma blusa um tamanho menor sem dizer por quê. Quando ouvi seu grito abafado vindo do provador, soube que ia entrar e não sairia igual.
Entreguei a ela uma blusa um tamanho menor sem dizer por quê. Quando ouvi seu grito abafado vindo do provador, soube que ia entrar e não sairia igual.
Vim descansar numa ilha de luxo com meu filho adolescente. Não imaginava que seria ele quem não me deixaria dormir naquela noite de tempestade.
Camila e eu aceitamos o convite sem imaginar que, por trás daquela porta, vivia uma família onde todos compartilhavam muito mais do que a mesa de jantar.
Da sala de monitores, vi quando ela abriu o blazer achando que ninguém a observava. Eu não fazia ideia de que seu novo vigilante já a estava encarando a manhã inteira.
Estreei os tênis num sábado cedo, sem imaginar que voltaria para casa com o short úmido por motivos que não tinham nada a ver com correr.
Quando suspenderam o confinamento, eu já estava tempo demais aguentando. Saí para a rua decidido a encontrar o que precisava, sem imaginar que seriam três ao mesmo tempo.
A porta do banheiro estava entreaberta, saía vapor, e ela não se cobriu. Sustentou meu olhar como se toda a cena tivesse sido planejada para mim.
Há semanas eu tinha uma única ideia fixa na cabeça, e naquele domingo, na arquibancada do campo de rúgbi, encontrei a forma de realizá-la.
Era uma brincadeira: colocar em mim a gargantilha rosa em troca de uma pizza. Mas apertei o botão e deixei de ser eu. Outra pessoa passou a mover meu corpo por dentro.
Minha amiga me empurrou de leve com um sorriso cúmplice. “Vai”, me disse, “ele não vai tirar os olhos de você a noite inteira”. E ela tinha razão.
Achei que teria tempo de me recompor antes que ele voltasse da cozinha. Eu me enganei. A voz dele às minhas costas veio justo quando eu sussurrava o nome dele.
Abri a porta para ele se abrigar do dilúvio. Não imaginei que acabaria de joelhos diante dele, nem que os quatro amigos dele também bateriam.
Nunca tinha descido mais de três degraus vestido de Lía. Naquela tarde, com a renda branca roçando minhas coxas, decidi que chegaria até a rua.
Na primeira noite sob o poste, com o frio cortando meu rosto, entendi que minha androginia podia ser uma arma. Só precisava aguentar até ter o corpo que sempre quis.
Havia semanas que duas sombras a seguiam de longe. Naquela noite, em vez de apertar o passo, ela se virou e os esperou.
Tinha curiosidade e um pouco de nojo, mas ela insistiu até eu me ouvir dizer que sim. O que aconteceu naquela tarde na casa dela ainda me faz sorrir.
Tinha quinze anos, uma aula livre e a casa do meu namorado vazia. O que aconteceu naquela tarde eu lembro até hoje, em cada detalhe.
Ela tinha vinte anos, um encontro em três dias e um segredo: nunca havia tocado em um homem. Pediu minha ajuda, e eu conhecia alguém disposto a ser sua primeira lição.
Nunca achei que me ajoelhar diante dele, em silêncio e escondida, acabaria sendo o meu prazer favorito. Mas aquela hora livre mudou tudo.
Sempre achei que fosse coisa de garota fácil. Então me ajoelhei diante dele, me olhei no espelho antigo e entendi que passei anos errada.