O garoto do clube aprendeu rápido comigo naquela noite
Ele me arrancou dois sorrisos em uma semana e eu lhe dei meu número. Naquela tarde, ensinei na escada do prédio tudo o que uma mulher experiente pode fazer.
Ele me arrancou dois sorrisos em uma semana e eu lhe dei meu número. Naquela tarde, ensinei na escada do prédio tudo o que uma mulher experiente pode fazer.
Ela lhe mostrou o celular com as mãos trêmulas. Não era uma mensagem de outro garoto: era uma lista de buscas que confessava tudo o que ela guardava havia anos.
Quando a porta do armário se fechou e ficamos no escuro, senti a mão dela subir pela minha perna. Só tínhamos dez minutos.
Sempre fui o seguro dos dois. Mas com as algemas frias nos meus pulsos e o sorriso novo dela em cima de mim, entendi que já não era eu quem mandava.
Achei que aguentar dez golpes seria fácil. Não contei com o fato de que ela desfrutaria cada um deles, nem com o quanto eu acabaria também aproveitando.
Bastou um escorregão e umas risadas cruéis para que ele descobrisse que aquela vergonha, longe de doer, acendia algo novo e sombrio dentro dele.
Baixei a sunga achando que ninguém me via. Quando tropecei e caí na areia, dois pares de olhos já me observavam com um sorriso que não prometia nada de bom.
Ele se sentou à mesa com o sorriso de sempre, aquele de quem se acha dono do mundo. Não imaginava que naquela tarde íamos apagá-lo para sempre.
Eu sabia que dois desconhecidos me observavam do terraço de cima. O que eu não imaginava era que naquela mesma tarde os teria a eles e à irmã deles na nossa cama.
Quando Daniela me perguntou se eu tinha trazido o brinquedo, soube que aquela noite na minha casa vazia ia acabar muito longe de onde eu achava controlar.
Procurava carne jovem na plataforma, e os três garotos da mochila de praia não suspeitavam que a presa era ela que os caçava.
Deixei que elas caminhassem na frente para olhar sem disfarçar. Não imaginei que, antes do meio-dia, as duas me chamariam com um gesto de trás das palmeiras.
Acordei com a boca dela ao redor da minha rola e soube que o segundo dia na casa de praia seria ainda mais longo que o primeiro.
Saíamos há seis meses como amigos, sem coragem de fazer nada. Naquela noite, enquanto girávamos a garrafa, entendi que elas queriam muito mais do que nossa companhia.
Era nossa última noite e já não havia turnos nem jogos: só oito amigos, muita pele e a promessa silenciosa de que ninguém ficaria na vontade.
Criei o anúncio em segredo, escolhi os candidatos um a um e reservei a suíte. Só faltava ela cruzar aquela porta e descobrir seu verdadeiro presente.
Voltamos a nos encontrar um ano depois daquela viagem, e desta vez Marina trouxe um convidado que não sabia nada do que íamos fazer naquela casa à beira do lago.
Dormimos nuas ao sol, e quando abrimos os olhos quatro pares de olhos jovens nos observavam da beira da piscina.
Lucía colocou a tequila no centro do tapete e sorriu: quem não cumprisse o desafio, bebia. Ninguém imaginava até onde iríamos naquela noite.
Achei que seriam só mais umas fotos. Não imaginei que as mãos dos três acabariam me percorrendo ao mesmo tempo, nem que eu me deixaria levar sem pensar no meu marido.